terça-feira, 6 de julho de 2010

Mostra de Cinema Francês foi cancelada no Sesc/CG

A Mostra de Cinema Francês, prevista para comerçar hoje (06), no Sesc/CG, foi cancelada, de acordo com informações da assessoria da instituição.  O evento, que seria realizado em parceria com a Aliança Francesa, não acontecerá devido a problemas operacionais na liberação dos filmes.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sesc/CG sediará Mostra de Cinema Francês a partir desta terça-feira (06)

Da Assessoria do Sesc Campina Grande

O Cinema de Arte estará em destaque no Serviço Social do Comércio. Em Campina Grande, a partir desta terça-feira (06), será iniciado um ciclo de exibições com filmes de origem francesa. A Mostra de Cinema Francês apresentará cinco longas-metragens, um a cada dia, sempre às 19h, com entrada franca.

A produção cinematográfica francesa é conhecida e respeitada mundialmente por apresentar um cinema artístico, com sutileza de detalhes e densidade dos diálogos. Além do ritmo das produções e da linguagem própria, o cinema francês é referência no mercado e influência entre os jovens cineastas.

Com o intuito de difundir e envolver o público no cenário cultural da França, a Mostra de Cinema Francês promoverá, através do universo sedutor do Cinema, uma nova reflexão a cerca da realidade sociocultural da França, pouco conhecida no exterior.

Filmes como L’argent Fait Le Bonheur, Bye-bye, Samia, Wesh Wesh, qu’est-ce qui se passe? e Voisins Voisines serão exibidos durante os cinco dias da mostra. Eles direcionarão os olhares do público para personagens envolventes que surgem dos subúrbios franceses, espaço de miscigenação cultural que traça um novo retrato da França.

Na primeira sessão, será exibido o longa Bye-Bye, do diretor franco-tunisiano Karim Dridi. O filme retrata a história de Ismael, que depois de um drama familiar, abandona Paris junto com Mouloud, seu irmão mais novo, para morar em Marselha com a família de um tio. Ismael tem a responsabilidade de levar o irmão de volta à Tunísia, onde seus pais estão vivendo, mas Mouloud recusa-se a ir. Para escapar da viagem, ele foge com a cumplicidade de seu primo Rhida e faz amizade com Renard, um perigoso fornecedor local de drogas. Ismael tenta desesperadamente reencontrar seu jovem irmão nessa cidade mestiça que, ao mesmo tempo, o atrai e o repele.

A Mostra de Cinema Francês é um evento realizado pela Aliança Francesa, com o apoio do Sesc. As sessões acontecerão na sala de vídeo do Sesc Centro Campina Grande. O evento segue até o dia 10, levando filmes e debates para o público campinense. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3341-5800 ou na própria unidade, que fica na Rua Giló Guedes, Santo Antônio, 650.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Paraíba perde virtuose Radegundis Feitosa

Por Oziella Inocêncio, da ASCOM/UEPB

Um acidente de trânsito ocorrido hoje (01), na região de Itaporanga, no sertão paraibano, provocou a morte de quatro músicos, dentre eles figurava o maestro Radegundis Feitosa, integrante do Sexteto de Trombone da Paraíba. O músico se apresentaria naquele município, como parte das comemorações do aniversário da cidade.

Recentemente, Radegundis presenteou uma grande plateia com uma exibição marcada pelo virtuosismo, durante o I Festival Internacional de Música de Campina Grande - evento realizado com o apoio da UEPB.

Doutor em trombone performance pela The Catholic University of America de Washington D.C U.S.A (1991), Mestre pela The Juilliard School de New York U.S.A (1987), e Bacharel pela Universidade Federal da Paraíba (1983), Radegundis era natural de Itaporanga. Integrou a Filarmônica Cônego Manoel Firmino do Colégio Diocesano D. João da Mata, sob a direção de Severino Ferreira.

Em seus estudos de graduação foi orientado pelo professor Ghesten, trombone principal da Orquestra Sinfônica da Paraíba na época e nos cursos de Mestrado e Doutorado pelo professor Dr. Per Brevig, trombone principal do Metropolitan Opera House em New York.

Foi premiado em concursos nacionais como o Sulamerica/Jovem Concertistas Brasileiros e Jovens Intérpretes da Música Brasileira/ Funarte e internacionais, como East & West Artists para debut no Canegie Recital Hall, em New York.

De hábito, apresentava-se como solista, camerista e instrumentista de Orquestra em centros musicais importantes do Brasil, Estados Unidos e Europa. Desenvolvia atividades didáticas no Departamento de Música da UFPB e nos vários festivais de música do Brasil. Foi o presidente fundador da Associação Brasileira de Trombonistas, sendo o trombone principal da Orquestra Sinfônica da Paraíba e trombonista do Brassil (Grupo de Metais e Percussão) e do Brazilian Trombone Ensemble.

Considerado pela crítica especializada e pelos demais trombonistas como um dos maiores do mundo em seu instrumento, o paraibano lançou, em 2001, ao lado da Camerata Brasílica, o compacto “Concerto Brasileiro”.

Radegundis tinha 44 anos e estava acompanhado por outros três músicos, que também faleceram: Roberto Ângelo Sabino, 41; Luiz Benedito, 69; e Adenílton França, 24.


quarta-feira, 30 de junho de 2010

Como fica a África depois da Copa do Mundo?


Por Giuliana Rodrigues, da ASCOM/UEPB

            Curtir Copa do Mundo é realmente uma delícia! Toda aquela expectativa pela estréia, planejar onde serão assistidos os jogos, torcer por nossa seleção ao lado de amigos e familiares, falar de futebol durante um mês inteiro, comentar as particularidades do país sede e ainda celebrar cada conquista... não tem preço!
            Torcendo, todas as pessoas são iguais na hora de comemorar o gol, mas muitos esquecem o que está por trás de tudo isso. Pessoas pobres tentam sobreviver em todo continente africano, diante de uma contrastante desigualdade social.
Escondidos pelo brilho dos jogadores que ganham milhões, das inúmeras emissoras de TV, dos mega patrocinadores e da diversão que impera em todos os jogos, estão aqueles que dormem nas ruas, sofrem preconceito, não têm emprego. Além de tudo, a polícia, o governo e a justiça são marcados pela insensibilidade e corrupção.
Outro inimigo local é o vírus da Aids que faz vítimas fatais,  pois a população não conta com sistemas de saúde pública eficientes. Dados apontam que em 2008, sem políticas de prevenção ou tratamento, a África do Sul bateu nos 365 mil mortos de Aids, sendo 60% mulheres. 
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo (27/06/2010), “...em 2007, houve 75,6 estupros por grupo de 100 mil habitantes – cinco vezes o registrado na cidade de São Paulo. Em 12 meses, foram mais de 70 mil queixas de crimes sexuais e os índices mais chocantes dão conta de um estupro a cada 30 segundos no país, ou, 1,2 milhão de estupros por ano”. Impressiona?
Não quero prejudicar o clima positivo da Copa Mundial, nem atrapalhar a diversão. Mas não dá para fechar os olhos diante de questões mais importantes nos bastidores, como a pobreza e o vazio existencial que permanecerão depois dos jogos. Ao que tudo indica, o grandioso evento não contribuirá em nada com a vida dos que foram excluídos dos benefícios trazidos pelo Mundial sediado pela África do Sul.
É difícil viver na África, mas, viver no Brasil, para muitos, não é diferente. Em 2014 será nossa vez de sediar a Copa e espero, sinceramente, que possamos cuidar tão bem daqueles que estão na escuridão, como cuidamos dos que estão sob os holofotes.

terça-feira, 29 de junho de 2010

São João em Campina Grande: passos lentos a caminho da sustentabilidade

Por Juliana Rosas, da ASCOM/UEPB

Uma boa ação sustentável observada neste grande festejo junino que ocorre em Campina Grande é o fato de a Prefeitura - pela primeira vez - ter colocado agentes de limpeza para o recolhimento do lixo durante a festa, e não só quando de seu fim ou no dia seguinte. Um ponto positivo. Porém, nem tudo são flores. Vemos aquelas pessoas decentes fazendo seu trabalho e outras tantas jogando lixo no chão inconseqüentemente.

A Universidade Estadual da Paraíba possui profissionais que lutam pelo meio ambiente, que estudam as conseqüências da falta de sustentabilidade e da não reciclagem do lixo, entre outros. E vem, nos últimos anos, divulgando estas causas. Especialmente, a dificuldade política para fazer ações saírem do papel. Ou pior que isso, de entrarem no papel de qualquer agenda política. Não há, neste caso, motivo para divergências políticas. Boas ações devem ser reconhecidas e divulgadas.

Campina Grande sofre, e muito, com problemas ambientais. Déficit de árvores; falta de um sistema de tratamento de esgoto; não existência de uma política de proteção ao bem estar animal; falta de preservação da Mata do Louzeiro, localizado no bairro do Alto Branco. Há ainda o Açude Velho, um cartão-postal da cidade que também não recebe o devido tratamento de despoluição e tratamento dos esgotos que ali são despejados. As praças e jardins precisam ser mais bem cuidados e preservados por nossa população. Estes foram alguns problemas enumerados pela professora do Departamento de Serviço Social da UEPB, Fátima Araújo.

A professora Fátima também é coordenadora do projeto de extensão "Catamais", que denomina, igualmente, uma cooperativa de catadores de material reciclável da cidade, que participa do projeto. Este é outro problema local. Falta de manejo do lixo. Não há separação domiciliar de material. Quase não há reciclagem. Catadores não são reconhecidos ou amparados pelo poder público.

Cidades Sustentáveis

Jaime Lerner, ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba, tem uma opinião sobre a sustentabilidade nas cidades. Ele também é arquiteto e conselheiro do movimento Planeta Sustentável e numa entrevista dada em maio deste ano para o site www.planetasustentavel.com.br ensina como se faz uma metrópole com mais qualidade de vida.

Em sua opinião, qualquer cidade - em qualquer parte do mundo - pode melhorar sua qualidade de vida em menos de três anos. “Isso é possível porque nem sempre a resposta vem com dinheiro público, mas com ações coletivas. É importante ter decisão política, mas é fundamental a visão estratégica para promover uma mudança e fazer com que todas as forças da comunidade atuem a favor”, opinou o político e arquiteto.

Questionado sobre os principais problemas das grandes cidades atuais, ele diz que são vários, mas três deles são essenciais às próprias cidades e à humanidade: mobilidade, sustentabilidade e diversidade social. Segundo ele, o maior entrave para a sustentabilidade é a falta de visão do que realmente é sustentável. “Hoje, a grande dificuldade é a dependência excessiva do automóvel, a moradia afastada do trabalho, a divisão da cidade por função, enfim, tudo o que dificulta a qualidade de vida dos cidadãos”, disse.

Como ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba, uma cidade brasileira modelo de qualidade de vida, ele também descreve as boas ações alcançadas. “Há 20 anos, entre 60% e 70% da população de Curitiba separa seus rejeitos para reciclagem. É o mais alto índice do mundo”, afirmou Jaime Lerner. Para ele, um dos maiores exemplos que Curitiba tem a dar é a implantação pioneira, em 1974, do BRT (Bus Rapid Transit), o sistema de transporte coletivo em corredores exclusivos com pagamento antecipado de passagem. “Hoje, 80 cidades em vários países já implantaram esse sistema. Curitiba acaba de ganhar o prêmio Globe Award Sustainable City 2010, oferecido por uma entidade sueca de empreendedores sustentáveis”, disse Jaime, com orgulho.

Inovar é a palavra de ordem para o arquiteto sustentável. “Idéias simples e baratas são as que trazem inovação. Inovar é, sobretudo, colocar a idéia em prática o mais rápido possível para provocar a mudança. A criatividade vem quando se corta um zero do orçamento, mas a sustentabilidade é quando se cortam dois zeros”, afirmou, brilhantemente.

Portanto, voltando a nossa realidade local, agentes de limpeza trabalhando n' O Maior São João do Mundo, com vistas a evitar o acúmulo de lixo, pode ser uma boa iniciativa. Todavia, que eles estejam sendo bem remunerados, que sejam respeitados pelos freqüentadores e que os usuários cooperem não jogando lixo a torto e a direito. Que isto não seja apenas maquiagem. Que o lixo recolhido seja reciclado e tenha destino certo. Que não vá para o lixão a céu aberto. O maior problema ambiental do município, provavelmente, e que não vai entrar no artigo porque isso dá pano pra manga... Então, amigos: lixo no lixo e sustentabilidade na cabeça!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Diocese de Campina Grande lança campanha em favor das vítimas das enchentes em Palmares (PE)



Em solidariedade ao povo de Alagoas e Pernambuco, que está sofrendo com as chuvas ocorridas nos últimos dias, a Diocese de Campina Grande lançou uma campanha para auxiliar às vítimas das enchentes em Palmares (PE). A iniciativa tem o apoio da Coordenadoria de Turismo da Prefeitura Municipal de Campina Grande e acontecerá até o próximo dia 1º de julho.
Estão sendo pedidas doações em dinheiro, através de depósito na conta corrente do Banco do Brasil, nº 11.951-2, agência: 1634-9, bem como água potável, alimentos não-perecíveis, roupas e colchões. A meta meta é conseguir 15 toneladas de mantimentos até o final da campanha.

Os postos de coleta das doações estão localizados no centro de Campina Grande e são a Cúria diocesana, situada na Rua Afonso Campos, 251; a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, na Avenida Floriano Peixoto; além do Centro de Apoio ao Turista, situado na esquina da Avenida Dr. Severino Cruz com a Rua Miguel Couto, no local do antigo posto de combustíveis Berro D’Água, nas proximidades do Parque do Povo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Álcool ameaça 22% dos universitários


Por Larissa Guimarães, da Folha de São Paulo


Um em cada cinco universitários brasileiros (22%) está sob risco de desenvolver dependência de álcool, de acordo com o mais recente levantamento realizado em universidades públicas e privadas do país.

O risco é considerado moderado para 19,2% e elevado para 2,6%, segundo a pesquisa encomendada pela Senad (Secretaria Nacional Antidrogas). Para o estudo, foram entrevistados cerca de 18 mil estudantes, nas 27 capitais do país em 2009.

O risco foi calculado levando em conta um teste desenvolvido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre frequência e consumo pesado de bebidas.

O levantamento também mostrou que o perigo quanto a uma possível dependência de álcool é maior para os homens (29%) do que para as mulheres (16%).

"Quanto mais precoce o uso de álcool, maiores as chances de desenvolver uma dependência alcoólica", disse o médico Arthur Guerra, um dos responsáveis pelo levantamento.

Os dados revelam que o jovem brasileiro começa a beber cedo -80% dos universitários com menos de 18 anos responderam já ter consumido bebida alcoólica.

Além disso, dentro das faixas etárias, os jovens de 18 a 24 anos são os que mais bebem.

O consumo pesado (cinco ou mais doses para homem e quatro ou mais doses para mulheres, num período de duas horas) atinge um patamar preocupante.

Um em cada quatro universitários afirmou ter bebido nesse padrão nos 30 dias anteriores ao teste.