sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Concurso literário para universitários

Estão abertas as inscrições para o “Prêmio literário de Logosofia universitários”, promovido pela Fundação Logosófica. Estudantes de todo o Brasil podem se inscrever até o dia 24 de maio de 2014. A fonte para a produção do texto literário é o livro “Logosofia Ciência e Método”, escrito pelo pensador e criador da ciência logosófica, Carlos Bernardo González Pecotche (1901-1963). O primeiro colocado no concurso será premiado com um Hyundai zero quilômetro, modelo HB 20 - Motor 1.0 - ano 2014; o segundo, com um McBook Air; e o terceiro com uma bicicleta elétrica. Os classificados do quarto ao 10º lugares receberão um Ipad.

O concurso tem como objetivo divulgar a Logosofia junto ao público universitário. A ideia é fazer com que os jovens conheçam a ciência, que tem como base o autoconhecimento para a superação das dificuldades e o aperfeiçoamento das aptidões. A Logosofia defende que o conhecimento das reais possibilidades torna os indivíduos mais aptos a identificar incoerências de posicionamento que dificultam o alcance de metas e possibilita o desenvolvimento nas esferas da vida pessoal, afetiva e profissional. A Fundação Logosófica mantém sedes culturais em sessenta cidades no Brasil.

O livro “Logosofia Ciência e Método” foi escolhido como base para a produção do texto literário pelos candidatos por apresentar de forma didática a concepção logosófica. O candidato deverá enviar uma redação de uma página sobre o que extraiu da leitura do livro para sua vida. O texto será avaliado de acordo com os critérios de criatividade, coerência, objetividade, clareza e adequação ao tema, além do emprego correto da língua portuguesa. A comissão julgadora será integrada por colaboradores voluntários da Fundação Logosófica. A premiação do concurso será no dia 9 de agosto de 2014, no Rio de Janeiro (RJ).

Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas através do endereço eletrônico http://www.premiouniversitarios.logosofia.org.br/ .

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Tire suas dúvidas sobre o SiSU


1- O que é lista de espera?
É uma lista onde constam os candidatos que não foram convocados e aguardam ser chamados ou não, para uma vaga na Universidade.

2- O que é lista de espera após cadastro de interesse?
É a lista dos que se cadastraram no site da UEPB, informando que desejam continuar concorrendo as suas vagas remanescentes. O não cadastramento no período estipulado estabelece a desistência da participação do processo.

3- O que é chamada da lista de espera?
É quando o candidato é convocado para realizar a matrícula na 1ª entrada ou a pré-matrícula na 2ª entrada.

4- O que é matrícula?
É a vinculação definitiva do candidato à Universidade, a partir de quando o mesmo passa a ser estudante, encontrando-se, desse modo, apto a assistir aulas no semestre letivo em curso.

5- O que é matrícula prévia?
É o condicionamento oficial de uma vaga no 2º semestre letivo para um candidato, ou seja, a garantia de que o candidato, apresentando-se no tempo determinado, efetivara a matrícula.

6- Quantas chamadas da lista de espera serão feitas?
Serão feitas tantas quantas chamadas forem necessárias para o preenchimento de todas as vagas que ainda não tiverem sido ocupadas, respeitado o limite de 25% de aulas ministradas, conforme Calendário Universitário.

7- O que é 1ª entrada? O que é 2ª entrada?
1ª entrada significa 1º semestre letivo e 2ª entrada significa 2º semestre letivo.

8- Quando as aulas começam?
A data consta no Calendário Universitário, que fica disponível no site da PROEG/UEPB. (http://proreitorias.ascom.uepb.edu.br/prograd/?page_id=18).

9- Onde são feitas as matrículas?
Na coordenação do curso para o qual o candidato foi convocado.

10- Qual é a documentação para fazer a matrícula na 1ª entrada?
Ficha de cadastramento na 1ª entrada; Certificado de Conclusão do Ensino Médio e do Histórico Escolar (cópia autenticada); Documento de Identidade (RG) (cópia autenticada) ; Prova de Quitação com o Serviço Militar, no caso de candidatos do sexo masculino (cópia autenticada) ; Registro de Nascimento ou Certidão de Casamento (cópia autenticada) ; Prova de Quitação com o TRE para maiores de 18 anos; CPF (cópia autenticada) ; Uma foto 3×4 recente.

11- Qual é a documentação necessária para fazer a matrícula prévia na 2ª entrada?
É necessário apenas o Formulário de Cadastro na 2ª entrada.

Câmpus de Guarabira: 44 anos formando cidadãos críticos e profissionais competentes

Por Simone Bezerril (Jornalista)

Nesta quinta-feira (20), o Câmpus III da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), situado em Guarabira, comemora 44 anos de existência, com a satisfação de cumprir o dever de abrir suas portas àqueles que diariamente se deslocam ao Centro de Humanidades (CH) com a meta de alcançar seus objetivos e anseios profissionais.

Para uma parte considerável dos estudantes que integram o Centro de Humanidades, fazer parte desta unidade significa ter a oportunidade de trilhar um futuro com mais perspectivas – realidade diferente daquela imposta a muitos pais desses alunos que não tiveram, em muitos casos, a chance de ter uma formação básica completa.

O Câmpus III representa não apenas um centro de ensino superior, mas um polo de formação empenhado na luta pela transformação do meio social onde se encontra inserido. Para isso, o CH investe tanto na oferta de um ensino de qualidade, devolvendo à sociedade profissionais éticos e compromissados com a causa pública, quanto no diálogo constante com a comunidade.

Segundo o diretor do Centro de Humanidades (CH), professor Waldeci Ferreira Chagas, através das ações de 27 projetos de pesquisa e 14 projetos de extensão, o Câmpus III tem mantido uma profícua relação com a sociedade, uma vez que os programas desenvolvidos por professores e estudantes estão voltados para a promoção do desenvolvimento da região no que concerne aos aspectos sociais, culturais, políticos e educacionais.

“A partir de uma perspectiva crítica, o nosso Câmpus vem prestando um relevante serviço na formação de professores no campo das Ciências Humanas e de bacharéis em Direito. Também tem ofertado ao mercado de trabalho profissionais competentes e capazes de agir na realidade, transformando-a, sobretudo, no que diz respeito à garantia dos direitos da pessoa humana, à melhoria da educação e à formação de cidadãos”, relatou o diretor.

Atendendo uma demanda oriunda de Guarabira e de outros 40 municípios do Brejo e Agreste paraibanos, além de quatro cidades do Rio Grande do Norte, o Campus III começou a expandir e dinamizar sua área de atuação a partir de 1987, quando foi integrado à UEPB. Mas sua história detém uma longa trajetória, desde quando inicialmente era denominada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guarabira (FAFIG).

Com a oferta de seis cursos de graduação e sete de pós-graduação, o Centro de Humanidades dispõe de uma considerável infraestrutura, contando com biblioteca, auditórios e equipados laboratórios de informática. Apresenta, principalmente, um corpo docente respeitado no universo acadêmico e uma equipe técnico-administrativa de elevada capacidade profissional.

CURSOS DE GRADUAÇÃO

·         Direito
·         Filosofia (Parfor)
·         Geografia
·         História
·         Letras (habilitações em Inglês e Português)
·         Pedagogia

CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO

·         Geografia e Território: Planejamento urbano, rural e ambiental;
·         História Cultural;
·         Literatura Comparada;
·         Linguística;
·         Literatura Comparada;
·         Relações Etnicorracias na Educação Infantil;
·         Mestrado de Letras (PROFLETRAS).

PROJETOS DE EXTENSÃO

·         Brejo Digital;
·         O Xadrez e a Arte da Guerra;
·         Espaço Social: visões e revisões;
·         Espaço Social e Cinema Latino-americano: reflexões sobre culturas políticas e territórios;
·         O Museu vai à Escola: exposição itinerante do Museu de História Natural da UEPB;
·         Preservação de um Patrimônio Histórico: higienização, catalogação e conservação de autos-findos do TRT-13;
·         Oficinas de Higienização: técnicas de conservação de: técnicas de conservação de documentos;
·         A História Vista de Baixo e o Ensino de História;
·         Fontes para Pesquisa Histórica;
·         Cidadania e Direitos na Escola: formando mentalidades, transformando realidades;
·         Uma Proposta Interdisciplinar de Direitos Humanos e Educação: ressocializar e tecer cidadania no presídio regional de Sapé/Paraíba;
·         Prevenção em uso de Drogas e Álcool em Estudantes do Ensino Médio no Município de Guarabira-PB;
·         Processos Formativos em Educação de Jovens, Adultos e Idosos: desafios de ensinar em suas múltiplas linguagens;
·         In-Lab Phonetics: construções do uso do Praat para ensino e pronúncia em língua inglesa.

PROJETOS DE PESQUISA

·         Bases Fundamentais da Ciência Estratégica do Direito;
·         Problemas Capitais do Direito Penal Econômico Estratégico;
·         Avaliação da aptidão agrícola de solos na microrregião de Guarabira/PB – 2011 2012;
·         A educação nos territórios em disputa por reforma agrária na Paraíba: contribuições para configuração do espaço agrário paraibano;
·         Estudo da Itacoatiara Meia-cana no agreste da Paraíba: a busca de subsídios para reivindicarmos uma sub tradição de Itacoatiara na Paraíba, denominada de INGÁ;
·         Missões Ibéricas Religiosas na Capitania Real da Paraíba;
·         Megafauna Pleistocênica na Paraíba pré-histórica;
·         Histórias de Mulheres Negras Paraibanas: a construção da identidade negra e afirmação da cidadania;
·         Nas trilhas da Serra do Espinho, Pilões\ PB - potencial geoambiental como vetor de desenvolvimento sustentável;
·         Geografia cultural: o sagrado e o profano das  tradicionais festas de padroeiros/as no território da arquidiocese de Guarabira-PB;
·         “Rio Curimataú/PB: ocupação territorial e práticas de convivência com o semiárido”;
·         Dissidência e fragmentação dos movimentos sociais no campo e a nova territorialização do agronegócio canavieiro no estado da Paraíba;
·         Um passeio pela obra inédita de Carolina Maria de Jesus;
·         Leitura e escrita no ensino fundamental: teoria e ensino;
·         A Aula de Português como “espaço” de pesquisa sobre o ensino-aprendizagem de língua portuguesa: o licenciando pesquisador nas escolas básicas de Guarabira/PB;
·         Fenômeno Literário e Ecologia: um estudo da poesia ecológica de xexéu;
·         Mulheres do povo e mulheres da nobreza: estudo de personagens femininas no romance histórico contemporâneo português;
·         Literatura e identidade: os meandros da memória em teoria geral do esquecimento, de José Eduardo Agualusa;
·         Aspectos culturais de Moçambique e identidade de gênero em romances de paulina Chiziane;
·         Histórias do culto ao corpo no final do século XX;
·         Histórias do o amor e do ciúme na música brasileira das três últimas décadas do século XX;
·         Camaratua: tecendo memórias nas cordas do tempo;
·         Constituição de uma base de dados referente a arquivo de processos trabalhistas do trt-13 no campus III da UEPB (Areia, Sousa e Guarabira, 1987-2003);
·         Escrever à portuguesa: cultura epistolar e afetos na literatura (XVII);
·         Práticas pedagógicas na perspectiva da educação para as relações etnicorraciais em escolas da educação básica: Paraíba: 2003-2013;
·         Arautos do moderno: uma história cultural da imprensa na Paraíba (1900-1930);
·         Paraíba: mulheres, ditadura civil-militar e memórias Histórias do amor e do ciúme na música brasileira das três últimas décadas do século XX.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Técnicos administrativos se destacam no Enem e em vestibulares

Por Juliana Marques (Comunicóloga)


Libertação, amadurecimento, transformação, crescimento. São muitas as definições para algo que o educador brasileiro Anísio Teixeira afirma ser “o sentido da vida”: a Educação. Apontada como ferramenta de transformação do mundo, redenção dos problemas que atormentam a sociedade, a Educação também é o caminho encontrado por aqueles que querem realizar-se pessoal e profissionalmente, trilhando uma trajetória vitoriosa com base no esforço e mérito de conquistar uma vaga no sistema tradicional de ensino.

Recentemente, vários técnicos administrativos da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) obtiveram êxito no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e em vestibulares de Instituições de Ensino Superior da Paraíba. É o caso do eletricista Marcelo Carvalho, aprovado em primeiro lugar para o Bacharelado em Arquivologia, no Vestibular da UEPB. O servidor, que possui curso técnico em eletrotécnica, lembra que a aprovação no Vestibular para ingresso num curso de graduação é um sonho antigo, que só foi possível atualmente após o ingresso na carreira pública e o incentivo da Instituição, que o permite conciliar o trabalho com os estudos.

Já o auxiliar de biblioteca do Câmpus de Patos, Antônio Wlices Benício, que obteve a primeira colocação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o curso de Computação da UEPB, no turno da noite, foi classificado na segunda chamada para a graduação em Direito da UFPB, diurno e ainda obteve a primeira colocação geral no Vestibular das Faculdades Integradas de Patos (FIP), no qual ele concorreu para uma vaga no curso de Sistemas de Informação. Tais conquistas são resultado de horas de estudo e dedicação do servidor, que buscou alcançar sua meta de se qualificar e obter a formação superior.

O mesmo ocorreu com o assistente administrativo da Pró-Reitoria de Graduação, Walmir Rodrigues, que ficou no segundo lugar geral no Vestibular 2014 da UEPB, sendo aprovado para o curso de História. O servidor afirma que não fez cursinho e aproveitou a bagagem de conhecimento que tinha para obter tal posição da seleção. “Eu já tinha cursado Arquitetura e História na UFPB há alguns anos e tinha vontade de voltar a cursar uma graduação na área de Ciências Humanas, que foi com a qual me identifiquei. Acho importante ter uma graduação e no futuro já penso em fazer mestrado. Não quero parar por aqui”, destaca.

No setor de trabalho do servidor, os colegas comemoraram a aprovação no Vestibular e apoiaram a iniciativa de Walmir em voltar a estudar. Também foi com alegria que os colegas da assistente administrativa do Centro de Ciências Biológicas e Sociais Aplicadas (CCBS), Maria Ellem Maciel, receberam a notícia da primeira colocação da servidora no Enem para o curso de Letras – Língua Portuguesa, na UFPB. A servidora, que já é graduada em Letras – Língua Inglesa e Direito, pela UFPB, além de cursar Mestrado em Literatura e Interculturalidade da UEPB, enxergou no curso uma possibilidade de complementação na formação em Literatura Brasileira, área com a qual se identifica e na qual pretende se especializar e seguir carreira acadêmica e profissional.

Ellem Maciel destaca que pretende se qualificar para, no futuro, seguir carreira docente. “Quero abrir a mente das pessoas, despertar um interesse que possa transformar a visão que elas têm da Literatura, e isso só será possível se eu tiver uma sólida formação na área. Na verdade, eu acredito que só através da Educação podemos mudar esse país e enfrentar os problemas que temos. Então, eu quero fazer parte disso”, refletiu.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Moda com recicláveis

Por Juliana Marques

“A esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a crença. Vão-se sonhos nas asas da descrença, voltam sonhos nas asas da esperança”. O pensamento do paraibano Augusto dos Anjos reflete o que impulsiona o conterrâneo, Carlos Bruno Bento, aluno do ensino médio da Escola José Lins do Rêgo, a acreditar na concretização de um sonho que começou a tomar forma na tarde da última quarta-feira (4), nas dependências do Câmpus V da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em João Pessoa, com um desfile das peças criadas pelo estudante, que cultiva a esperança de se tornar um estilista renomado.

Desde criança, Carlos Bruno demonstra o talento e o interesse por moda, tendo criado diversos modelos e croquis inspirados em artistas do cenário pop nacional e internacional. Em uma das atividades escolares, as professoras perceberam o potencial do aluno e o apoiaram na idealização do desfile no qual o artista poderia expor sua obra para a comunidade.

“Quando realizamos o dia de conscientização do projeto ‘Coleta Seletiva e práticas de gestão ambiental’, convidamos Bruno para expor seu trabalho e percebemos que ele tinha um grande potencial. Então procuramos a melhor forma de ajudá-lo a realizar esse sonho e assim surgiu a ideia do desfile”, destacou a professora Ana Maria Góis.

O evento “Umbrella: a reciclagem faz a moda”, foi promovido com a perspectiva de mostrar o talento do estudante Carlos Bruno e a possibilidade de criação de peças de moda a partir do tecido de sombrinhas e guarda-chuvas, além de lacres de latinhas de bebida, garrafas pet, papel, metal, entre outros materiais recicláveis.

Ao todos foram 10 vestidos, todos idealizados por Carlos Bruno, que é autodidata, utilizando produtos recicláveis e com a perspectiva de agregar elementos modernos aos modelos clássicos. Para a confecção dos vestidos, o estudante, que não possui máquina de costura, contou com o auxílio de amigas para as costuras retas e fez todos os detalhes à mão.


O estudante conclui o ensino médio nesse ano de 2013 e sonha com uma bolsa de estudos para cursar moda e aprimorar as técnicas que utiliza na produção de peças do vestuário. Porém, independente disso, já é profissional elogiado e requisitado pelas colegas e comunidade local que o procuram com interesse em possuir uma de suas criações.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Campanha pela vida


Uma corrente de solidariedade em favor da vida. O ex-aluno da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Otaviano Carneiro da Cunha Neto, está lutando contra um tipo de leucemia grave (Leucemia Linfocítica Crônica) e precisa urgentemente de uma medula óssea compatível para ter a chance de sobreviver. Para ajudar Otaviano nesta luta, a comunidade acadêmica da UEPB e a sociedade em geral estão sendo convidados a realizar um gesto de solidariedade.

Uma campanha foi lançada nas redes sociais para tentar encontrar um doador compatível e quem quiser ajudar pode comparecer nos dias 10 e 11 de dezembro, no Câmpus de Bodocongó, para participar da coleta de sangue com o objetivo de identificar um doador de medula compatível com Otaviano. No dia 10, a unidade móvel do Hemocentro estará no Centro de Integração Acadêmica, realizando as coletas. Já no dia 11, a unidade estará no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS).

A partir das coletas realizadas, o Hemocentro vai fazer testes de compatibilidade para identificar um possível doador. No teste serão usados apenas 5 ml de sangue. O requisito básico para a realização do Cadastro Nacional de Doares de Medula Óssea é ter faixa etária entre 18 e 55 anos. Podem doar sangue pessoas do sexo masculino e feminino. Para isso, só precisa apresentar o RG, CPF e Cartão do SUS.

Otaviano estudou no Colégio Agrícola Assis Chateaubriand, em Lagoa Seca, entre os anos de 1986 e 1988, conquistando o diploma de Técnico em Agropecuária. Posteriormente, formou-se em Medicina Veterinária. Possui Especialização em Saúde Pública Veterinária, pela UFCG; Mestrado em Qualidade e Produtividade Animal, pela Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos de São Paulo; e Doutorado em Bioengenharia Ecológica pela Universidade Federal de São Jão Del Rei.

Mais informações sobre a campanha de doação de medula óssea para Otaviano podem ser obtidas através dos telefones (83) 9964-2939 / 3335-2494.


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Uma história de pura determinação

Por Juliana Marques (Comunicóloga)

“Dizem que a vida é para quem sabe viver, mas ninguém nasce pronto. A vida é para quem é corajoso o suficiente para se arriscar e humilde o bastante para aprender”. Esta frase de Clarice Lispector pode ilustrar a trajetória da bibliotecária da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Ana Lúcia Leite, desde que um incidente a fez perder a visão, aos 20 anos de idade, e mudou o rumo de sua vida, fazendo despertar uma coragem fora do comum para superar as barreiras, e humildade para reaprender a viver com as limitações impostas.

A paraibana, natural do município de Aguiar, localizada na região do Vale do Piancó, foi dormir enxergando e acordou cega, após um descolamento de retina que nenhum dos médicos consultados na época conseguiu explicar a causa. “Entrei em uma depressão profunda, não encontrava mais sentido na vida. Essa fase eu julgo como a mais difícil da minha vida. Eu tive que reaprender tudo novamente. Foi muito difícil”, relembra Ana. Após perder a visão, a jovem, que até então não ia além dos limites da cidadezinha do interior em que vivia, partiu com toda a família para a Capital paraibana com a perspectiva de encontrar apoio e reaprender a viver com as limitações.

“Na cidade onde morávamos, a escola só oferecia ensino até a 8ª série. Era preciso ir para uma cidade maior para continuar estudando. Como eu não tinha coragem de partir sem minha mãe, eu já tinha desistido de seguir os estudos. Mas, quando eu perdi a visão, minha mãe, professora aposentada, resolveu procurar uma forma de me apoiar, para que eu pudesse continuar vivendo, e nos mudamos pra João Pessoa. Essa mudança foi boa para meus oito irmãos, que tiveram uma oportunidade de estudar e crescer na vida. Por intermédio de uma vizinha, ficamos sabendo do trabalho do Instituto dos Cegos e lá eu aprendi a viver com a minha limitação. Até então eu não me aceitava cega e só através do Instituto e da FUNAD (Fundação de Apoio ao Deficiente) eu passei por uma reabilitação, aprendi o sistema braile em uma semana e voltei a ler novamente, aprendi a usar as tecnologias e iniciei uma nova trajetória em minha vida”, recorda.

Ana Lúcia destaca que após a perda da visão passou por uma ressignificação de vida e dos valores que tinha. Aprimorou os outros sentidos e procurou superar as dificuldades buscando o lado bom da vida que ela poderia desfrutar. “É uma diferença imensa. Além da questão de limitação, tem o colorido da vida que a gente não vê, mas em compensação a gente começa a perceber coisas que quando enxergamos não percebemos. Eu amo o mar, eu me sinto bem quando eu caminho e mergulho no mar. Tem coisas que eu sinto hoje que na época que eu via não aproveitava. Eu só me prendia ao visual. Hoje eu paro pra sentir a brisa, o cheiro das coisas, a gente desenvolve os outros sentidos. Além disso, eu era impaciente, não tinha tempo de parar, ajudar as pessoas, só queria curtir a vida. Depois que eu ceguei, aprendi a ter mais paciência, a escutar mais as pessoas e me sinto mais útil hoje em dia”, diz.

Além das mudanças de perspectiva diante da vida e limitações físicas, a bibliotecária lembra que sofreu com o afastamento de amigos e namorado, que não sabiam como conviver com a nova realidade. “A maioria dos amigos se afasta. Quando te vê ficam com pena, chorando, eram companheiros de lamentação”, afirma. No Instituto dos Cegos, Ana conheceu o seu atual marido, cego desde os 6 meses de idade, por quem sentiu o que chama de “amor à primeira voz”. Casou e teve um filho, hoje com 14 anos de idade.

Mas, o caminho de superação de Ana Lúcia não se restringiu à vida pessoal. Após descobrir que era possível estudar e trabalhar mesmo com as limitações, a jovem deu prosseguimento à carreira acadêmica e conquistou seu espaço profissional no mercado. “Fiz um teste no Instituto de Educação da Paraíba, fui aprovada e terminei o pedagógico. Prestei vestibular na Universidade Federal, para o curso de Biblioteconomia. Escolhi esse curso justamente porque nessa época, em 1994, tinha poucos livros específicos para o deficiente visual, não existiam bibliotecas em braile, acervos acessíveis. Já na faculdade eu encontrei professores muito bons, com interesse de passar conteúdo, que acreditavam no meu potencial, mas, eu também enfrentei muitas barreiras, tanto arquitetônicas como atitudinais. Alguns professores não acreditavam que, por eu ser cega, eu poderia realizar algumas tarefas ou ir mais longe. Eu imaginava que na academia iria encontrar pessoas com a cabeça mais aberta e que soubessem lidar com as diferenças, o que foi um engano, uma decepção grande. Outra decepção foi em relação ao acervo. Eu achava que na universidade ia ter melhor acesso à informação, mas não tinha. O setor braile era limitado, não existia um único livro na minha área que fosse adaptado ao meu acesso”, lembrou.

Apesar das dificuldades, Ana conseguiu concluir a graduação em Biblioteconomia, partindo logo após a defesa da monografia para a maternidade, dando à luz seu filho Gabriel, o que ela chama de “melhor diploma” que poderia conseguir. Também cursou a Especialização em Bibliotecas Escolares e Acessibilidade, pela Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na qual desenvolveu um Trabalho de Conclusão de Curso sobre tecnologias acessíveis ao deficiente visual; e Especialização em Psicopedagogia pelas Faculdades Integradas de Patos (FIP).

No campo profissional, atuou com telemarketing, em bibliotecas de instituições públicas do Estado, organizações não governamentais, buscando organizar os acervos e torná-los acessíveis. Foi professora de Informática na Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência (FUNAD) de 1996 a 2007. Em 2007, prestou concursos para atuar como docente nas prefeituras de João Pessoa e Bayeux, e na UEPB. Foi aprovada em todas as seleções, mas optou pela carreira de técnica administrativa da UEPB, onde está desde 2008. Na Instituição, ela realiza trabalho com a recuperação, organização e disseminação acessível da informação através do uso do serviço braille e das ferramentas tecnológicas para o acesso à informação.

Atualmente, Ana concilia o trabalho na UEPB com as atividades no Instituto dos Cegos da Paraíba, onde está desde 1997 e exerce a função de vice-presidente. Tanto na UEPB, com a busca de formas de tornar o acervo da biblioteca acessível, como no Instituto dos Cegos, auxiliando pessoas cegas na reabilitação, Ana Lúcia segue lutando por melhores condições de vida para esse grupo que, de acordo com dados do Censo do IBGE 2010, abrange 18,8% da população brasileira.

Uma das bandeiras defendidas pela bibliotecária é o fornecimento de livros em formato digital, algo que é permitido para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual e facilita os estudos e o acesso ao acervo por parte desse público. “É obrigação de todas as bibliotecas serem acessíveis a todos. Tenho desenvolvido alguns projetos e buscado formas de diálogo com os gestores no intuito de viabilizar essa ação”, destaca.

A bibliotecária responsável pela Biblioteca do Câmpus V, em que Ana Lúcia trabalha, enfatiza o empenho e dedicação da servidora que é querida pelos colegas e se tornou um exemplo para todos. Segundo Liliane Braga, “Ana é muito batalhadora, está sempre de bom humor e nos fez perceber o quanto precisávamos melhorar nosso espaço e o nosso acervo para pessoas com deficiência. Hoje todos estamos junto com ela nessa luta por acessibilidade”, afirmou. A auxiliar de biblioteca e amiga, Gizele Martins, acrescenta que “mesmo diante da falta de sensibilidade de algumas pessoas ao lidar com a colega, Ana se deixa abalar e segue encorajando todos a superar os problemas”.

Ana Lúcia se emociona ao falar do apoio que recebe da equipe de colegas de trabalho, que são o alicerce para que ela consiga crescer cada dia mais. “Esse grupo é fantástico. Choram comigo, lutam comigo, me auxiliam no que preciso. Sem eles tudo seria mais complicado”, analisa.A bibliotecária destaca alguns planos para a vida profissional, acadêmica e pessoal, que incluem o principal: ser feliz. “Os obstáculos sempre vão existir, cabe a gente buscar forças pra continuar. Eu acredito que se alguma coisa acontece não é por acaso. Portanto, precisamos ter força de vontade, amigos verdadeiros e, assim, podemos crescer, ser felizes e fazer feliz quem está perto da gente”, afirma.