<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128</id><updated>2012-02-01T16:47:23.266-03:00</updated><title type='text'>UEPB</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>481</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-294425511103431699</id><published>2012-02-01T16:47:00.000-03:00</published><updated>2012-02-01T16:47:23.272-03:00</updated><title type='text'>Gramsci por Gramsci: "Um homem de convicções profundas"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TCvR1crrrvU/TymWtw6RetI/AAAAAAAAA1A/Cchrh9YO0r0/s1600/gramsci23393.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="235" sda="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-TCvR1crrrvU/TymWtw6RetI/AAAAAAAAA1A/Cchrh9YO0r0/s320/gramsci23393.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Marcos César de Oliveira Pinheiro [Historiador],&amp;nbsp;para o Diário da Liberdade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Alguns me consideram um demônio, outros quase um santo. Não quero ser mártir nem herói. Acredito ser simplesmente um homem médio, que tem suas convicções profundas e não as troca por nada no mundo." Carta de Gramsci, do cárcere, a seu irmão Carlo, em 12 de setembro de 1927.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gramsci morreu em 1937, vítima do ditador fascista Benito Mussolini. Em 1926,&amp;nbsp; foi condenado por um tribunal fascista a&amp;nbsp;20 anos de detenção, num processo no qual o promotor, com a brutalidade típica dos fascistas, mencionava a necessidade de "evitar que esse cérebro continue funcionando". Apesar das duras condições da prisão, Gramsci deixou ao morrer uma obra de grande importância escrita no cárcere: 33 cadernos manuscritos, totalizando 2.848 páginas, conhecidos como os Cadernos do Cárcere. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coube ao dirigente revolucionário italiano um papel extraordinário no que diz respeito à teorização do Estado, do poder e da política.&amp;nbsp;Contudo, a leitura dos escritos de Gramsci não é uma tarefa fácil. Indiscutivelmente, nas reflexões dos Cadernos do cárcere está presente a proposição básica de que as classes sociais, o conflito de classes e a consciência de classe existem e desempenham um papel na história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Para entender Gramsci&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para compreender um autor, é necessário conhecer profundamente o contexto histórico-político-cultural com o qual está envolvido. Um pensador da envergadura de Antonio Gramsci requer entender o processo de formação da sua personalidade política e intelectual. A vivência dos momentos mais dramáticos das lutas que agitaram a Europa e, particularmente, das mobilizações sociais, políticas e econômicas que levaram, ao menos na Rússia, à vitória da Revolução em 1917. O progressivo deslocamento de Gramsci da esfera de influência do neo-idealismo, destacando o distanciamento crítico e a superação em relação ao pensamento de Benedetto Croce e Giovanni Gentile. Seu referencial marxista assumido, que o leva a formular propostas interpretativas voltadas para a explicação de modos de dominação social em meio à dinâmica do conflito, da luta de classes. A espinhosa interlocução crítica de Gramsci no interior do próprio marxismo e os embates travados com as correntes mecanicistas, dogmáticas e messiânicas [1]. A problemática gramsciana de "explicar a dominação de classes, recusando determinismos de cunho mecanicistas e procurando explicitar mecanismos culturais (sem reivindicar-lhes exclusividade ou determinismo de pólo inverso) que alimentam a dominação, bem como espaços de resistência a esta dominação que se constroem em meio às lutas de classes" [2].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tanto os leitores já familiarizados com Antonio Gramsci quanto os novos, a meu ver, dispõem da necessidade de contato com os chamados "especialistas" ou intérpretes dos escritos gramscianos. Justamente por apresentar-se – nas palavras do próprio autor – como um conjunto de notas "escritas ao correr da pena, como rápidos apontamentos para ajudar a memória" [3], a obra da maturidade de Antonio Gramsci – os Cadernos do Cárcere – tem proporcionado as mais variadas interpretações teóricas e políticas da mesma – e até contrastantes leituras [4]. Decerto, as condições peculiares nas quais os Cadernos foram escritos parecem corroborar para que muitos leitores acentuem além da conta o caráter fragmentário da obra, acarretando um instrumental gramsciano distorcido e, de todo, retirado do contexto em que faz sentido. Acaba-se, em muitos casos, contando menos o que Gramsci disse do que aquilo que os seus leitores julgam encontrar em sua obra – o anacronismo é frequente. Daí a necessidade de uma correta contextualização e um estudo filológico dos textos, ou seja, uma leitura "genética" dos Cadernos do Cárcere, considerando a riqueza de seus contrastes, de suas ambiguidades e até de seus limites [5]. Isso permite aos leitores de Gramsci, veteranos ou novatos, encontrar o trajeto unitário e coerente do seu pensamento, possibilitando ler os Cadernos como resultado de uma concepção de mundo orgânica e unitária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O conjunto de categorias desenvolvidas por Antonio Gramsci constitui um campo aberto de criação histórica, apesar dos limites inerentes a qualquer conceito. Mas o que explica essa "adoção" de Gramsci é a análise da validade operatória de muitas de suas categorias para formular interpretações mais aprofundadas da realidade concreta no âmbito nacional ou internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Notas do Autor&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[1] Para compreender o processo de formação política e intelectual de Gramsci ver: LOSURDO, Domenico. Antonio Gramsci: do liberalismo ao "comunismo crítico". Rio de Janeiro: Revan, 2006; MAESTRI, Mário e CANDREVA, Luigi. Antonio Gramsci: vida e obra de um comunista revolucionário. 2 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2007.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[2] MATTOS, Marcelo Badaró. "Os historiadores e os operários: um balanço". In: ____ . (coord.). Greves e repressão policial ao sindicalismo carioca: 1945-1964. Rio de Janeiro: APERJ / FAPERJ, 2003, p. 33.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[3] GRAMSCI, A. Cadernos do Cárcere. V. 1. Introdução ao estudo da filosofia. A filosofia de Benedetto Croce. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 85.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[4] Por exemplo, há muita polêmica em torno das interpretações dos usos de "sociedade civil", "sociedade política" e Estado em Gramsci.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[5] Muitos estudos atendem a esse propósito, entre eles: BARATTA, Giorgio. As rosas e os Cadernos: o pensamento dialógico de Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: DP&amp;amp;A, 2004; BIANCHI, Álvaro. O laboratório de Gramsci: filosofia, história e política. São Paulo: Alameda, 2008; COUTINHO, Carlos Nelson. Gramsci: um estudo sobre seu pensamento político. 2 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003; LIGUORI, Guido. Roteiros para Gramsci. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 2007; SEMERARO, Giovanni. Gramsci e a sociedade civil: cultura e educação para a democracia. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-294425511103431699?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/294425511103431699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/02/gramsci-por-gramsci-um-homem-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/294425511103431699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/294425511103431699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/02/gramsci-por-gramsci-um-homem-de.html' title='Gramsci por Gramsci: &quot;Um homem de convicções profundas&quot;'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TCvR1crrrvU/TymWtw6RetI/AAAAAAAAA1A/Cchrh9YO0r0/s72-c/gramsci23393.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8560502709301260271</id><published>2012-01-31T13:42:00.000-03:00</published><updated>2012-01-31T13:42:28.315-03:00</updated><title type='text'>PÓS-GRADUAÇÃO: Educação estendida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1O9DMRIaYqY/TygZ6aNDxFI/AAAAAAAAA04/aCa4CXb1mTs/s1600/universidade+(1).png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="318" src="http://4.bp.blogspot.com/-1O9DMRIaYqY/TygZ6aNDxFI/AAAAAAAAA04/aCa4CXb1mTs/s320/universidade+(1).png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Bianca Bibiano, para o Especial/Folha&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PNPG (Plano Nacional de Pós-Graduação) 2011-2020 divulgado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no ano passado estabelece como objetivo para a década um crescimento de pouco mais de 15% a cada três anos no número de cursos de pós-graduação registrados no país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a expectativa se cumprir, em 2013 serão 6.029 cursos formando mais de 60 mil mestres e doutores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A projeção favorece quem procura cursos nos campos de tecnologias, ciências agrárias e da terra, engenharia e saúde, considerados prioritários para esses dez anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O cenário da formação superior é positivo para todas as áreas, mas o Brasil carece de mão de obra especializada sobretudo nesses setores", explica Lívio Amaral, diretor de avaliação da Capes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelos dados de 2009, a maior parte dos cursos são de ciências da saúde e ciências humanas, com respectivamente 725 e 588 registros. De 2004 a 2009, o número total de cursos passou de 2.970 para 4.101 -alta de 38,1%-, chegando, em 2010, a 4.757.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;DISTRIBUIÇÃO DESIGUAL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ana Lúcia Almeida Gazzola, relatora do PNPG e docente da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), diz concordar que o quadro atual é positivo, mas ressalva que ele só será eficaz quando o crescimento for redimensionado, considerando-se a capacidade instalada do parque universitário brasileiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A especialista diz acreditar que a formação de centros de referência espalhados pelo território nacional possa direcionar as metas repassadas às instituições de ensino. A maioria dos cursos de pós se concentra no Sudeste e no Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Em 24,1% das mesorregiões brasileiras [subdivisões dos Estados que agrupam cidades pelo perfil econômico e social], há apenas um ou nenhum doutor, e essa ausência é maior no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste", situa Danilo Giroldo, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Furg (Universidade Federal do Rio Grande).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É grave se pensarmos no destaque que essas regiões terão com a Copa de 2014."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Programas como a Rede Centro-Oeste, do governo federal, e a Renorbio (Rede Nordeste de Biotecnologia) buscam suprir a falta de pós-graduandos e de pesquisa científica em regiões como a do cerrado e o Pantanal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Criar cursos que tenham no corpo docente professores de diferentes faculdades é alternativa para se instituir um campo de pesquisa forte nessas regiões", frisa Giroldo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MASSA CRÍTICA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para 2013, as agências de fomento Capes e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) estimam a distribuição de 105 mil bolsas para mestrado e doutorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Teremos o resultado apenas daqui a quatro ou cinco anos, quando essa massa crítica estará formada e produzindo", destaca Amaral.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8560502709301260271?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8560502709301260271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/pos-graduacao-educacao-estendida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8560502709301260271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8560502709301260271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/pos-graduacao-educacao-estendida.html' title='PÓS-GRADUAÇÃO: Educação estendida'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1O9DMRIaYqY/TygZ6aNDxFI/AAAAAAAAA04/aCa4CXb1mTs/s72-c/universidade+(1).png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-543284298052316099</id><published>2012-01-30T12:23:00.000-03:00</published><updated>2012-01-30T12:23:55.349-03:00</updated><title type='text'>Diretores do cinema paraibano homenageiam Linduarte Noronha</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x3VIXwd_KTM/Tya1-3OOiYI/AAAAAAAAA0Q/7N1kjpjpw90/s1600/1327328012704-linduarte+(1).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-x3VIXwd_KTM/Tya1-3OOiYI/AAAAAAAAA0Q/7N1kjpjpw90/s400/1327328012704-linduarte+(1).jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por&amp;nbsp;Krystine Carneiro, do G1 PB&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não é apenas um cineasta, não é apenas um personagem famoso. É o símbolo da realização do cinema que busca ser brasileiro, que busca ser nordestino”. Foram essas as palavras usadas pelo presidente da Academia Paraibana de Cinema, Wills Leal, para descrever o cineasta Linduarte Noronha, que morreu na madrugada desta segunda-feira (30) em João Pessoa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precursor do movimento Cinema Novo com o documentário ‘Aruanda’, de 1960, Linduarte morreu aos 81 anos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Memorial São Francisco. Segundo informações da família do cineasta, ele sofreu uma parada respiratória. A morte dele foi repercutida por vários nomes do cinema paraibano na manhã desta segunda. “O falecimento do Linduarte é um marco, um acontecimento lamentável sobre todos os aspectos”, completou Wills Leal.&amp;nbsp;O corpo está sendo velado no Parque das Acácias, na capital, onde também acontece o enterro às 18h.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de ser pernambucano, Linduarte construiu sua carreira na Paraíba. “Ele era uma referência maior do cinema paraibano, historicamente falando, e uma referência do cinema documental brasileiro e latino americano”, explicou o jornalista e cineasta Lúcio Vilar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Lúcio, a importância dele não se restringia apenas ao Brasil. “'Aruanda' teve uma alcance que extrapolou as fronteiras nacionais”. Como estudioso do cinema, Lúcio Vilar explicou que o documentário influenciou diretamente jovens cineastas brasileiros, como Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, na década de 60 e que essa influência deu força para que o Cinema Novo passasse a existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Glauber Rocha chegou a publicar um artigo elegendo ‘Aruanda’ como o filme que introduziu o ‘Moderno Documentário Brasileiro’. “Esse é o legado. Nosso reconhecimento não é ufanismo, é reconhecido por especialistas”, disse Lúcio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2005, o jornalista batizou o principal festival de cinema da Paraíba com o nome do documentário Aruanda de Linduarte. “Ele era muito generoso. Quando decidimos mudar o nome para Aruanda, fui perguntar se ele autorizava. Ele riu muito e disse que aquilo já era domínio público, que não tinha nada que pedir autorização. Ele já tinha noção que o filme dele não era mais dele, era do público, dos estudiosos, dos pesquisadores”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A jovem jornalista Larissa Claro também lamentou a morte de Linduarte nesta manhã. Larissa é diretora do documentário ‘Lição de Fogo’, de 2007, que mostra o processo de produção do filme ‘Salário de Morte’, filmado no início da década de 70 em Pombal, a 377km de João Pessoa. “Tive a grande honra e privilégio de bater na porta de Linduarte e ouvi-lo dizer que aquela seria última vez que ele iria falar sobre ‘Salário de Morte’, que é um filme muito polêmico”, disse Larissa. “Todo mundo que teve algum trabalho ligado ao cinema paraibano lamenta a morte dele. É uma perda irreparável”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-543284298052316099?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/543284298052316099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/diretores-do-cinema-paraibano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/543284298052316099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/543284298052316099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/diretores-do-cinema-paraibano.html' title='Diretores do cinema paraibano homenageiam Linduarte Noronha'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x3VIXwd_KTM/Tya1-3OOiYI/AAAAAAAAA0Q/7N1kjpjpw90/s72-c/1327328012704-linduarte+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8425529366024309656</id><published>2012-01-27T11:58:00.004-03:00</published><updated>2012-01-27T11:58:28.053-03:00</updated><title type='text'>O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s1600/mi_357538890076128.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s400/mi_357538890076128.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;REGISTRO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small; font-weight: bold;"&gt;- &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Izabel escreve até hoje sobre as emoções que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;sente após ter sido tratada de um tumor cerebral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Monique Oliveira, da Revista Istoé&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito a psicologia clínica indica que mudar as emoções diante de um evento é uma maneira eficaz de conseguir viver em paz com uma experiência dolorosa. Agora, a ciência confirma que a escrita não só é uma ferramenta importante nesse processo como pode alterar as respostas fisiológicas a doenças crônicas, melhorando o quadro de saúde de pacientes. Ao escrever os doentes tornam suportável uma experiência tida anteriormente como pesada demais. Ela passa a integrar a biografia de quem vive o trauma, abrindo o caminho para a recuperação, como se cada um reescrevesse sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a chamada “expressive writing” (algo como expressão pela escrita, em inglês) ganha cada vez mais espaço na medicina. Na última semana, por exemplo, dois novos estudos reforçaram o poder do método. O primeiro, aliás, apontou uma evolução interessante. Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, quando usada em blogs pode ser tão ou mais eficaz que no papel. Os pesquisadores chegaram à conclusão após analisar a reação ao experimento por eles organizado com a participação de 161 adolescentes com ansiedade e fobia social. Os jovens foram divididos em grupos que receberam orientações distintas. Alguns, por exemplo, deveriam escrever em blogs abertos, com comentários, e outros, em blogs fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita. Mas aqueles que escreveram em blogs com espaço para comentários manifestaram melhora mais significativa. De acordo com os autores do estudo, as características da internet e das qualidades da “expressive writing” podem ser potencializadas no blog. “Ele fornece uma combinação única de espaço confortável para a autoexpressão com um ambiente de interação social”, escreveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo trabalho, da Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou a eficiência da técnica no controle do peso. Nele, a psicóloga Christine Logel demonstrou que as mulheres convidadas a escrever sobre seus sentimentos e valores perderam, em média, 3,4 quilos, enquanto as que não participaram da oficina ganharam cerca de 2,7 quilos. “Escrever funcionou como um incentivo”, disse Christine à ISTOÉ. A pesquisadora observou que a escrita ajudou as participantes a se sentir bem com elas próprias na medida em que descreviam o que consideravam importante em suas vidas. “E elas não utilizaram a comida como escape”, explicou Christine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, um estudo da Universidade de Baylor (EUA) com 48 portadores de câncer de testículo revelou que escrever sobre as emoções relacionadas à doença acelerou a recuperação dos participantes. Como justificativa, os cientistas levantaram a hipótese de que, como a escrita auxiliou no controle do estresse ocasionado pela enfermidade, o sistema imunológico entrou em equilíbrio. Resultado: ele deixa de reconhecer como nocivos agentes inofensivos, causando complicações como alergias, e continua a luta contra a doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras pesquisas também demonstraram os efeitos positivos da escrita no tratamento de doenças infecciosas, como a Aids, e diversos tipos de câncer. A dona de casa Izabel Modesto de Araújo, 47 anos, de São Paulo, por exemplo, encontrou na escrita uma maneira de amenizar o sofrimento após passar por três cirurgias para retirar um tumor cerebral. No processo de recuperação, ela começou a escrever já na cama do hospital. Acabou escrevendo dois livros e mantém o hábito da escrita até hoje, já recuperada. “Mesmo nos momentos mais difíceis não precisei tomar antidepressivo”, conta. “Escrever é minha terapia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio Grande do Sul, a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association, organização internacional para o controle do estresse, indica a escrita terapêutica para pacientes que não conseguem lidar com o acesso de raiva. “Ela tem efeitos positivos naquelas pessoas com dificuldade de descrever a experiência sem se descontrolar ou ficar extremamente emocionadas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta, entretanto, apenas escrever. “É preciso ter um propósito. A escrita organiza o pensamento e facilita o autoconhecimento”, diz a professora Solange Pereira Pinho, que comanda uma oficina de escrita terapêutica em Brasília. Isso é possibilitado porque, sob orientação correta, o paciente não somente descreve a reação ao evento, mas o que foi sentido no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não é qualquer conteúdo que surtirá resultados positivos. Na literatura médica, as investigações do pesquisador americano James Pennebaker, que descreveu o poder da escrita terapêutica em “Abra o Seu Coração: O Poder da Cura Através da Expressão das Emoções” (Editora Gente), apontaram que escrever sobre os aspectos emocionais afeta a saúde positivamente, mas descrever apenas os fatos da experiência traumática pode surtir o efeito contrário.  &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8425529366024309656?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8425529366024309656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo_8491.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8425529366024309656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8425529366024309656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo_8491.html' title='O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s72-c/mi_357538890076128.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5298507602057327505</id><published>2012-01-27T11:58:00.002-03:00</published><updated>2012-01-27T11:58:05.199-03:00</updated><title type='text'>O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s1600/mi_357538890076128.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s400/mi_357538890076128.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;REGISTRO&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small; font-weight: bold;"&gt;- &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Izabel escreve até hoje sobre as emoções que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;sente após ter sido tratada de um tumor cerebral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Monique Oliveira, da Revista Istoé&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito a psicologia clínica indica que mudar as emoções diante de um evento é uma maneira eficaz de conseguir viver em paz com uma experiência dolorosa. Agora, a ciência confirma que a escrita não só é uma ferramenta importante nesse processo como pode alterar as respostas fisiológicas a doenças crônicas, melhorando o quadro de saúde de pacientes. Ao escrever os doentes tornam suportável uma experiência tida anteriormente como pesada demais. Ela passa a integrar a biografia de quem vive o trauma, abrindo o caminho para a recuperação, como se cada um reescrevesse sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a chamada “expressive writing” (algo como expressão pela escrita, em inglês) ganha cada vez mais espaço na medicina. Na última semana, por exemplo, dois novos estudos reforçaram o poder do método. O primeiro, aliás, apontou uma evolução interessante. Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, quando usada em blogs pode ser tão ou mais eficaz que no papel. Os pesquisadores chegaram à conclusão após analisar a reação ao experimento por eles organizado com a participação de 161 adolescentes com ansiedade e fobia social. Os jovens foram divididos em grupos que receberam orientações distintas. Alguns, por exemplo, deveriam escrever em blogs abertos, com comentários, e outros, em blogs fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita. Mas aqueles que escreveram em blogs com espaço para comentários manifestaram melhora mais significativa. De acordo com os autores do estudo, as características da internet e das qualidades da “expressive writing” podem ser potencializadas no blog. “Ele fornece uma combinação única de espaço confortável para a autoexpressão com um ambiente de interação social”, escreveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo trabalho, da Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou a eficiência da técnica no controle do peso. Nele, a psicóloga Christine Logel demonstrou que as mulheres convidadas a escrever sobre seus sentimentos e valores perderam, em média, 3,4 quilos, enquanto as que não participaram da oficina ganharam cerca de 2,7 quilos. “Escrever funcionou como um incentivo”, disse Christine à ISTOÉ. A pesquisadora observou que a escrita ajudou as participantes a se sentir bem com elas próprias na medida em que descreviam o que consideravam importante em suas vidas. “E elas não utilizaram a comida como escape”, explicou Christine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, um estudo da Universidade de Baylor (EUA) com 48 portadores de câncer de testículo revelou que escrever sobre as emoções relacionadas à doença acelerou a recuperação dos participantes. Como justificativa, os cientistas levantaram a hipótese de que, como a escrita auxiliou no controle do estresse ocasionado pela enfermidade, o sistema imunológico entrou em equilíbrio. Resultado: ele deixa de reconhecer como nocivos agentes inofensivos, causando complicações como alergias, e continua a luta contra a doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras pesquisas também demonstraram os efeitos positivos da escrita no tratamento de doenças infecciosas, como a Aids, e diversos tipos de câncer. A dona de casa Izabel Modesto de Araújo, 47 anos, de São Paulo, por exemplo, encontrou na escrita uma maneira de amenizar o sofrimento após passar por três cirurgias para retirar um tumor cerebral. No processo de recuperação, ela começou a escrever já na cama do hospital. Acabou escrevendo dois livros e mantém o hábito da escrita até hoje, já recuperada. “Mesmo nos momentos mais difíceis não precisei tomar antidepressivo”, conta. “Escrever é minha terapia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio Grande do Sul, a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association, organização internacional para o controle do estresse, indica a escrita terapêutica para pacientes que não conseguem lidar com o acesso de raiva. “Ela tem efeitos positivos naquelas pessoas com dificuldade de descrever a experiência sem se descontrolar ou ficar extremamente emocionadas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta, entretanto, apenas escrever. “É preciso ter um propósito. A escrita organiza o pensamento e facilita o autoconhecimento”, diz a professora Solange Pereira Pinho, que comanda uma oficina de escrita terapêutica em Brasília. Isso é possibilitado porque, sob orientação correta, o paciente não somente descreve a reação ao evento, mas o que foi sentido no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não é qualquer conteúdo que surtirá resultados positivos. Na literatura médica, as investigações do pesquisador americano James Pennebaker, que descreveu o poder da escrita terapêutica em “Abra o Seu Coração: O Poder da Cura Através da Expressão das Emoções” (Editora Gente), apontaram que escrever sobre os aspectos emocionais afeta a saúde positivamente, mas descrever apenas os fatos da experiência traumática pode surtir o efeito contrário.  &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5298507602057327505?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5298507602057327505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo_2919.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5298507602057327505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5298507602057327505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo_2919.html' title='O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s72-c/mi_357538890076128.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1082421467708079462</id><published>2012-01-27T11:57:00.002-03:00</published><updated>2012-01-27T11:57:17.422-03:00</updated><title type='text'>O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s1600/mi_357538890076128.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s400/mi_357538890076128.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt;REGISTRO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit; font-size: x-small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;- &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Izabel escreve até hoje sobre as emoções que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;sente após ter sido tratada de um tumor cerebral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Monique Oliveira, da Revista Istoé&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito a psicologia clínica indica que mudar as emoções diante de um evento é uma maneira eficaz de conseguir viver em paz com uma experiência dolorosa. Agora, a ciência confirma que a escrita não só é uma ferramenta importante nesse processo como pode alterar as respostas fisiológicas a doenças crônicas, melhorando o quadro de saúde de pacientes. Ao escrever os doentes tornam suportável uma experiência tida anteriormente como pesada demais. Ela passa a integrar a biografia de quem vive o trauma, abrindo o caminho para a recuperação, como se cada um reescrevesse sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a chamada “expressive writing” (algo como expressão pela escrita, em inglês) ganha cada vez mais espaço na medicina. Na última semana, por exemplo, dois novos estudos reforçaram o poder do método. O primeiro, aliás, apontou uma evolução interessante. Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, quando usada em blogs pode ser tão ou mais eficaz que no papel. Os pesquisadores chegaram à conclusão após analisar a reação ao experimento por eles organizado com a participação de 161 adolescentes com ansiedade e fobia social. Os jovens foram divididos em grupos que receberam orientações distintas. Alguns, por exemplo, deveriam escrever em blogs abertos, com comentários, e outros, em blogs fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita. Mas aqueles que escreveram em blogs com espaço para comentários manifestaram melhora mais significativa. De acordo com os autores do estudo, as características da internet e das qualidades da “expressive writing” podem ser potencializadas no blog. “Ele fornece uma combinação única de espaço confortável para a autoexpressão com um ambiente de interação social”, escreveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo trabalho, da Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou a eficiência da técnica no controle do peso. Nele, a psicóloga Christine Logel demonstrou que as mulheres convidadas a escrever sobre seus sentimentos e valores perderam, em média, 3,4 quilos, enquanto as que não participaram da oficina ganharam cerca de 2,7 quilos. “Escrever funcionou como um incentivo”, disse Christine à ISTOÉ. A pesquisadora observou que a escrita ajudou as participantes a se sentir bem com elas próprias na medida em que descreviam o que consideravam importante em suas vidas. “E elas não utilizaram a comida como escape”, explicou Christine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, um estudo da Universidade de Baylor (EUA) com 48 portadores de câncer de testículo revelou que escrever sobre as emoções relacionadas à doença acelerou a recuperação dos participantes. Como justificativa, os cientistas levantaram a hipótese de que, como a escrita auxiliou no controle do estresse ocasionado pela enfermidade, o sistema imunológico entrou em equilíbrio. Resultado: ele deixa de reconhecer como nocivos agentes inofensivos, causando complicações como alergias, e continua a luta contra a doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras pesquisas também demonstraram os efeitos positivos da escrita no tratamento de doenças infecciosas, como a Aids, e diversos tipos de câncer. A dona de casa Izabel Modesto de Araújo, 47 anos, de São Paulo, por exemplo, encontrou na escrita uma maneira de amenizar o sofrimento após passar por três cirurgias para retirar um tumor cerebral. No processo de recuperação, ela começou a escrever já na cama do hospital. Acabou escrevendo dois livros e mantém o hábito da escrita até hoje, já recuperada. “Mesmo nos momentos mais difíceis não precisei tomar antidepressivo”, conta. “Escrever é minha terapia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio Grande do Sul, a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association, organização internacional para o controle do estresse, indica a escrita terapêutica para pacientes que não conseguem lidar com o acesso de raiva. “Ela tem efeitos positivos naquelas pessoas com dificuldade de descrever a experiência sem se descontrolar ou ficar extremamente emocionadas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta, entretanto, apenas escrever. “É preciso ter um propósito. A escrita organiza o pensamento e facilita o autoconhecimento”, diz a professora Solange Pereira Pinho, que comanda uma oficina de escrita terapêutica em Brasília. Isso é possibilitado porque, sob orientação correta, o paciente não somente descreve a reação ao evento, mas o que foi sentido no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não é qualquer conteúdo que surtirá resultados positivos. 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Agora, a ciência confirma que a escrita não só é uma ferramenta importante nesse processo como pode alterar as respostas fisiológicas a doenças crônicas, melhorando o quadro de saúde de pacientes. Ao escrever os doentes tornam suportável uma experiência tida anteriormente como pesada demais. Ela passa a integrar a biografia de quem vive o trauma, abrindo o caminho para a recuperação, como se cada um reescrevesse sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a chamada “expressive writing” (algo como expressão pela escrita, em inglês) ganha cada vez mais espaço na medicina. Na última semana, por exemplo, dois novos estudos reforçaram o poder do método. O primeiro, aliás, apontou uma evolução interessante. Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, quando usada em blogs pode ser tão ou mais eficaz que no papel. Os pesquisadores chegaram à conclusão após analisar a reação ao experimento por eles organizado com a participação de 161 adolescentes com ansiedade e fobia social. Os jovens foram divididos em grupos que receberam orientações distintas. Alguns, por exemplo, deveriam escrever em blogs abertos, com comentários, e outros, em blogs fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita. Mas aqueles que escreveram em blogs com espaço para comentários manifestaram melhora mais significativa. De acordo com os autores do estudo, as características da internet e das qualidades da “expressive writing” podem ser potencializadas no blog. “Ele fornece uma combinação única de espaço confortável para a autoexpressão com um ambiente de interação social”, escreveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo trabalho, da Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou a eficiência da técnica no controle do peso. Nele, a psicóloga Christine Logel demonstrou que as mulheres convidadas a escrever sobre seus sentimentos e valores perderam, em média, 3,4 quilos, enquanto as que não participaram da oficina ganharam cerca de 2,7 quilos. “Escrever funcionou como um incentivo”, disse Christine à ISTOÉ. A pesquisadora observou que a escrita ajudou as participantes a se sentir bem com elas próprias na medida em que descreviam o que consideravam importante em suas vidas. “E elas não utilizaram a comida como escape”, explicou Christine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, um estudo da Universidade de Baylor (EUA) com 48 portadores de câncer de testículo revelou que escrever sobre as emoções relacionadas à doença acelerou a recuperação dos participantes. Como justificativa, os cientistas levantaram a hipótese de que, como a escrita auxiliou no controle do estresse ocasionado pela enfermidade, o sistema imunológico entrou em equilíbrio. Resultado: ele deixa de reconhecer como nocivos agentes inofensivos, causando complicações como alergias, e continua a luta contra a doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras pesquisas também demonstraram os efeitos positivos da escrita no tratamento de doenças infecciosas, como a Aids, e diversos tipos de câncer. A dona de casa Izabel Modesto de Araújo, 47 anos, de São Paulo, por exemplo, encontrou na escrita uma maneira de amenizar o sofrimento após passar por três cirurgias para retirar um tumor cerebral. No processo de recuperação, ela começou a escrever já na cama do hospital. Acabou escrevendo dois livros e mantém o hábito da escrita até hoje, já recuperada. “Mesmo nos momentos mais difíceis não precisei tomar antidepressivo”, conta. “Escrever é minha terapia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio Grande do Sul, a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association, organização internacional para o controle do estresse, indica a escrita terapêutica para pacientes que não conseguem lidar com o acesso de raiva. “Ela tem efeitos positivos naquelas pessoas com dificuldade de descrever a experiência sem se descontrolar ou ficar extremamente emocionadas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta, entretanto, apenas escrever. “É preciso ter um propósito. 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Agora, a ciência confirma que a escrita não só é uma ferramenta importante nesse processo como pode alterar as respostas fisiológicas a doenças crônicas, melhorando o quadro de saúde de pacientes. Ao escrever os doentes tornam suportável uma experiência tida anteriormente como pesada demais. Ela passa a integrar a biografia de quem vive o trauma, abrindo o caminho para a recuperação, como se cada um reescrevesse sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a chamada “expressive writing” (algo como expressão pela escrita, em inglês) ganha cada vez mais espaço na medicina. Na última semana, por exemplo, dois novos estudos reforçaram o poder do método. O primeiro, aliás, apontou uma evolução interessante. Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, quando usada em blogs pode ser tão ou mais eficaz que no papel. Os pesquisadores chegaram à conclusão após analisar a reação ao experimento por eles organizado com a participação de 161 adolescentes com ansiedade e fobia social. Os jovens foram divididos em grupos que receberam orientações distintas. Alguns, por exemplo, deveriam escrever em blogs abertos, com comentários, e outros, em blogs fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita. Mas aqueles que escreveram em blogs com espaço para comentários manifestaram melhora mais significativa. De acordo com os autores do estudo, as características da internet e das qualidades da “expressive writing” podem ser potencializadas no blog. “Ele fornece uma combinação única de espaço confortável para a autoexpressão com um ambiente de interação social”, escreveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo trabalho, da Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou a eficiência da técnica no controle do peso. Nele, a psicóloga Christine Logel demonstrou que as mulheres convidadas a escrever sobre seus sentimentos e valores perderam, em média, 3,4 quilos, enquanto as que não participaram da oficina ganharam cerca de 2,7 quilos. “Escrever funcionou como um incentivo”, disse Christine à ISTOÉ. A pesquisadora observou que a escrita ajudou as participantes a se sentir bem com elas próprias na medida em que descreviam o que consideravam importante em suas vidas. “E elas não utilizaram a comida como escape”, explicou Christine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, um estudo da Universidade de Baylor (EUA) com 48 portadores de câncer de testículo revelou que escrever sobre as emoções relacionadas à doença acelerou a recuperação dos participantes. Como justificativa, os cientistas levantaram a hipótese de que, como a escrita auxiliou no controle do estresse ocasionado pela enfermidade, o sistema imunológico entrou em equilíbrio. Resultado: ele deixa de reconhecer como nocivos agentes inofensivos, causando complicações como alergias, e continua a luta contra a doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras pesquisas também demonstraram os efeitos positivos da escrita no tratamento de doenças infecciosas, como a Aids, e diversos tipos de câncer. A dona de casa Izabel Modesto de Araújo, 47 anos, de São Paulo, por exemplo, encontrou na escrita uma maneira de amenizar o sofrimento após passar por três cirurgias para retirar um tumor cerebral. No processo de recuperação, ela começou a escrever já na cama do hospital. Acabou escrevendo dois livros e mantém o hábito da escrita até hoje, já recuperada. “Mesmo nos momentos mais difíceis não precisei tomar antidepressivo”, conta. “Escrever é minha terapia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio Grande do Sul, a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association, organização internacional para o controle do estresse, indica a escrita terapêutica para pacientes que não conseguem lidar com o acesso de raiva. “Ela tem efeitos positivos naquelas pessoas com dificuldade de descrever a experiência sem se descontrolar ou ficar extremamente emocionadas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta, entretanto, apenas escrever. “É preciso ter um propósito. A escrita organiza o pensamento e facilita o autoconhecimento”, diz a professora Solange Pereira Pinho, que comanda uma oficina de escrita terapêutica em Brasília. Isso é possibilitado porque, sob orientação correta, o paciente não somente descreve a reação ao evento, mas o que foi sentido no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não é qualquer conteúdo que surtirá resultados positivos. Na literatura médica, as investigações do pesquisador americano James Pennebaker, que descreveu o poder da escrita terapêutica em “Abra o Seu Coração: O Poder da Cura Através da Expressão das Emoções” (Editora Gente), apontaram que escrever sobre os aspectos emocionais afeta a saúde positivamente, mas descrever apenas os fatos da experiência traumática pode surtir o efeito contrário.  &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8661022998052832320?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8661022998052832320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8661022998052832320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8661022998052832320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo_27.html' title='O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s72-c/mi_357538890076128.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5608376322618076322</id><published>2012-01-27T11:53:00.000-03:00</published><updated>2012-01-27T11:53:35.800-03:00</updated><title type='text'>O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s1600/mi_357538890076128.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s400/mi_357538890076128.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;REGISTRO&lt;/b&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt; -&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Izabel escreve até hoje sobre as emoções que&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="display: inline !important;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;sente após ter sido tratada de um tumor cerebral&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Monique Oliveira, da Revista Istoé&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito a psicologia clínica indica que mudar as emoções diante de um evento é uma maneira eficaz de conseguir viver em paz com uma experiência dolorosa. Agora, a ciência confirma que a escrita não só é uma ferramenta importante nesse processo como pode alterar as respostas fisiológicas a doenças crônicas, melhorando o quadro de saúde de pacientes. Ao escrever os doentes tornam suportável uma experiência tida anteriormente como pesada demais. Ela passa a integrar a biografia de quem vive o trauma, abrindo o caminho para a recuperação, como se cada um reescrevesse sua história.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por essa razão, a chamada “expressive writing” (algo como expressão pela escrita, em inglês) ganha cada vez mais espaço na medicina. Na última semana, por exemplo, dois novos estudos reforçaram o poder do método. O primeiro, aliás, apontou uma evolução interessante. Cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, descobriram que a técnica, quando usada em blogs pode ser tão ou mais eficaz que no papel. Os pesquisadores chegaram à conclusão após analisar a reação ao experimento por eles organizado com a participação de 161 adolescentes com ansiedade e fobia social. Os jovens foram divididos em grupos que receberam orientações distintas. Alguns, por exemplo, deveriam escrever em blogs abertos, com comentários, e outros, em blogs fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de dez semanas escrevendo pelo menos duas vezes semanalmente, todos apresentaram melhora na autoestima, na autoconfiança e na capacidade de se sentir confortável em situações sociais que evitavam antes de iniciar a prática da escrita. Mas aqueles que escreveram em blogs com espaço para comentários manifestaram melhora mais significativa. De acordo com os autores do estudo, as características da internet e das qualidades da “expressive writing” podem ser potencializadas no blog. “Ele fornece uma combinação única de espaço confortável para a autoexpressão com um ambiente de interação social”, escreveram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo trabalho, da Universidade de Waterloo, no Canadá, mostrou a eficiência da técnica no controle do peso. Nele, a psicóloga Christine Logel demonstrou que as mulheres convidadas a escrever sobre seus sentimentos e valores perderam, em média, 3,4 quilos, enquanto as que não participaram da oficina ganharam cerca de 2,7 quilos. “Escrever funcionou como um incentivo”, disse Christine à ISTOÉ. A pesquisadora observou que a escrita ajudou as participantes a se sentir bem com elas próprias na medida em que descreviam o que consideravam importante em suas vidas. “E elas não utilizaram a comida como escape”, explicou Christine.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, um estudo da Universidade de Baylor (EUA) com 48 portadores de câncer de testículo revelou que escrever sobre as emoções relacionadas à doença acelerou a recuperação dos participantes. Como justificativa, os cientistas levantaram a hipótese de que, como a escrita auxiliou no controle do estresse ocasionado pela enfermidade, o sistema imunológico entrou em equilíbrio. Resultado: ele deixa de reconhecer como nocivos agentes inofensivos, causando complicações como alergias, e continua a luta contra a doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras pesquisas também demonstraram os efeitos positivos da escrita no tratamento de doenças infecciosas, como a Aids, e diversos tipos de câncer. A dona de casa Izabel Modesto de Araújo, 47 anos, de São Paulo, por exemplo, encontrou na escrita uma maneira de amenizar o sofrimento após passar por três cirurgias para retirar um tumor cerebral. No processo de recuperação, ela começou a escrever já na cama do hospital. Acabou escrevendo dois livros e mantém o hábito da escrita até hoje, já recuperada. “Mesmo nos momentos mais difíceis não precisei tomar antidepressivo”, conta. “Escrever é minha terapia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Rio Grande do Sul, a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da International Stress Management Association, organização internacional para o controle do estresse, indica a escrita terapêutica para pacientes que não conseguem lidar com o acesso de raiva. “Ela tem efeitos positivos naquelas pessoas com dificuldade de descrever a experiência sem se descontrolar ou ficar extremamente emocionadas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não basta, entretanto, apenas escrever. “É preciso ter um propósito. A escrita organiza o pensamento e facilita o autoconhecimento”, diz a professora Solange Pereira Pinho, que comanda uma oficina de escrita terapêutica em Brasília. Isso é possibilitado porque, sob orientação correta, o paciente não somente descreve a reação ao evento, mas o que foi sentido no momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não é qualquer conteúdo que surtirá resultados positivos. Na literatura médica, as investigações do pesquisador americano James Pennebaker, que descreveu o poder da escrita terapêutica em “Abra o Seu Coração: O Poder da Cura Através da Expressão das Emoções” (Editora Gente), apontaram que escrever sobre os aspectos emocionais afeta a saúde positivamente, mas descrever apenas os fatos da experiência traumática pode surtir o efeito contrário.  &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5608376322618076322?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5608376322618076322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5608376322618076322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5608376322618076322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-tratamento-pela-escrita-reescrevendo.html' title='O Tratamento pela Escrita - Reescrevendo sua história'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7dmJMpLeK6E/TyK57uM8j2I/AAAAAAAAA0I/A-2eGO9Kl2I/s72-c/mi_357538890076128.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3661609511175208236</id><published>2012-01-26T14:24:00.000-03:00</published><updated>2012-01-26T14:24:52.154-03:00</updated><title type='text'>Lévi-Strauss - Grande escritor na arte da retórica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gZJn4Ut42tM/TyGMFskYfHI/AAAAAAAAA0A/lvo33BINV88/s1600/cls+(1).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="293" src="http://1.bp.blogspot.com/-gZJn4Ut42tM/TyGMFskYfHI/AAAAAAAAA0A/lvo33BINV88/s400/cls+(1).jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Perry Anderson, da Revista Piauí&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O antropólogo mais famoso do século XX poderia intimidar qualquer candidato a biógrafo. Claude Lévi-Strauss, que morreu há dois anos, negava que sua pessoa tivesse qualquer interesse. Dizia que lembrava pouco de seu passado e tinha a sensação de que não havia escrito os próprios livros. Segundo suas palavras, ele era apenas uma “encruzilhada passiva” onde “coisas aconteciam”: “Eu nunca tive, e ainda não tenho, a percepção de sentir minha identidade pessoal. Eu me vejo como o lugar onde alguma coisa está acontecendo, mas não existe um ‘eu’.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas afirmativas tampouco eram meras confissões pessoais. Seu sistema intelectual baseava-se numa rejeição radical da significação do sujeito e até mesmo de sua realidade. Essa dupla barreira seria obstáculo suficiente para uma biografia. Mas há outro obstáculo, ainda mais difícil: paradoxalmente, Lévi-Strauss é também autor de um livro de memórias, Tristes Trópicos, uma obra-prima literária incontestável, na qual ele definiu as experiências que considerava decisivas de sua vida. Quem poderia fazer melhor? Com certeza, nenhum cronista convencional. Na cultura francesa, onde há muito tempo a arte da biografia é notoriamente fraca, a única tentativa de traçar um retrato de corpo inteiro do antropólogo, feita por Denis Bertholet em 2003, é testemunho suficiente dessa deficiência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Patrick Wilcken desafiou todas as dificuldades. A obra "Claude Lévi-Strauss: O Poeta no Laboratório" é ao mesmo tempo uma biografia e um estudo crítico do pensador do mais alto nível. Gracioso e vívido como narrativa, é também um modelo de apreciação intelectual. Livre tanto do impulso reverencial como da tentação de desmascarar, Wilcken produziu um relato maravilhosamente tranquilo e lúcido da vida e do pensamento de seu biografado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história que ele conta pode ser dividida em cinco partes. Nascido em 1908, filho de um pintor – que logo ficou démodé– e apreciador de música, Lévi-Strauss foi um socialista militante em sua juventude. Atraído pelas artes, formou-se em filosofia numa época de fermento vanguardista e ausência de fronteiras disciplinares rígidas. Seu primeiro artigo publicado foi sobre Babeuf, o precursor do comunismo, e sua dissertação, sobre o marxismo. Aos 26 anos, era professor de um liceu provincial quando lhe ofereceram subitamente a oportunidade de se juntar a um pequeno grupo de estudiosos franceses, do qual fazia parte Fernand Braudel, que iria dar aulas na recém-fundada Universidade de São Paulo. O patrono deste convite foi seu ex-orientador, o sociólogo Célestin Bouglé, colaborador de Émile Durkheim, e a matéria que escolheu para lecionar em São Paulo foi sociologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, ele iniciaria Tristes Trópicos, com as célebres palavras: “Odeio as viagens e os exploradores.” Mas isso era pura provocação. Entediado e inquieto na França, como muitos intelectuais de sua geração (André Malraux e Paul Nizan já tinham feito seus nomes com façanhas no exterior), Lévi-Strauss confessou honestamente em entrevista a Didier Eribon: “Eu estava em um estado de excitação intelectual intensa. Sentia-me revivendo as aventuras dos primeiros viajantes do século XVI. Por minha conta, descobria o Novo Mundo. Tudo me parecia fabuloso: as paisagens, os animais, as plantas.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse ponto, Wilcken, autor de um belo estudo sobre a corte portuguesa no Rio de Janeiro, tem a enorme vantagem de ter um conhecimento profundo do país em que Lévi-Strauss desembarcou. Pela primeira vez, a experiência que o transformou em antropólogo é contextualizada de forma mais adequada. Na França, a sociologia de Durkheim, e depois a de Mauss, tratava indiferentemente de sociedades modernas e “primitivas” – isto é, pré-letradas –, de um modo que o trabalho de mentalidade mais histórica de Weber ou Sombart na Alemanha não se permitia. A etnologia era mais um campo frouxo da sociologia do que uma disciplina distinta. Desse modo, o estudo de tribos locais era, em certo sentido, o caminho óbvio para Lévi-Strauss, se ele quisesse capitalizar seu tempo no Brasil para avançar sua carreira na França. Também se sentia atraídopelas artes – não demorou para que ele e sua esposa passassem a frequentar a roda em torno de Mário de Andrade, poeta líder do Brasil modernista, de quem o casal se tornou amigo – e alimentava ambições políticas – embora indiferentes à cena local, onde um levante comunista explodiu após sua chegada e uma ditadura modelada nos regimes de Salazar e Mussolini se instalou não muito tempo depois. Em 1936, quando a Frente Popular chegou ao poder na França, ele ficou decepcionado por não ser chamado pelo Ministério socialista. Foi então que decidiu abandonar a ideia de uma carreira política. A exploração etnográfica do interior do Brasil tornou-se a alternativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vinte anos mais tarde, com a publicação de Tristes Trópicos, as incursões aos kadiwéu, bororo e nambikwara se tornaram lendárias. A reconstrução meticulosa que Wilcken faz dessas incursões, objetiva mas nunca insensível, mostra a realidade. Pelos padrões contemporâneos, foram visitas breves, itinerantes, que envolveram tanto um trabalho de conjectura quanto de pesquisa de campo, num sentido moderno. Pouco familiarizado com o português, Lévi-Strauss não conhecia nenhuma língua indígena e não passou muito tempo com qualquer dos grupos nativos que encontrou. Tampouco sua expedição principal, em 1938, teve alguma semelhança com a peregrinação solitária implicitamente sugerida por seu livro de memórias. Nas palavras de Wilcken:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o grupo e os equipamentos foram finalmente reunidos em campos dos arredores de Cuiabá, os animais de carga, as caixas, os sacos e as selas, os homens barbudos de calções folgados de algodão e botas de couro pareciam mais uma feira ambulante de interior do que uma expedição científica. Nas páginas de Tristes Trópicos, esse grande elenco de apoio muitas vezes desaparece no fundo da cena. Na realidade, a expedição da serra do Norte estava tão longe do padrão etnográfico de Malinowski – o solitário do início do século xx que aprendia meticulosamente a língua local e mergulhava em sua cultura – quanto possível. Em contraste com a jornada conradiana aos extremos da humanidade, na maior parte do tempo, o séquito de Lévi-Strauss era mais numeroso do que os nativos que ele tentava estudar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o tom de Wilcken não é reprovador. Quaisquer que sejam suas falhas, a expedição não foi somente complicada e perigosa, mas produtiva, fornecendo a Lévi-Strauss uma quantidade de hipóteses imaginativas que lhe seriam muito úteis quando chegou ao seu verdadeiro campo de pesquisa, milhares de quilômetros longe dos arbustos ou da selva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De volta à França na primavera de 1939, com 30 anos recém-completados e o cérebro ainda ocupado com o que tinha visto, estava tão despolitizado que não percebeu a iminência da guerra na Europa, nem se deu conta das realidades da vitória nazista e do governo colaboracionista de Vichy: em 1940, tentou – e felizmente não conseguiu – voltar para a Paris ocupada como professor, quando os judeus já estavam em risco. Demitido pelo regime de Pétain, teve o visto de regresso ao Brasil negado, mas conseguiu um convite da New School for Social Research de Nova York, e (ajudado pelas conexões de uma tia rica nos Estados Unidos) partiu de Marselha em um navio onde estavam, entre outros refugiados, André Breton e Victor Serge, aventura retratada em um dos episódios mais saborosos de Tristes Trópicos. Ao chegar finalmente a Nova York, Manhattan foi, nas palavras de Wilcken, mais do que o Mato Grosso, “seu verdadeiro choque cultural”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali, em meio a uma comunidade de expatriados franceses bem maior do que a de São Paulo, ele se incorporou ao ambiente vanguardista dos surrealistas – Max Ernst, Yves Tanguy, André Masson, Roberto Matta, para não falar do próprio Breton – para os quais a antropologia e a psicanálise eram as chaves para as fontes inconscientes da existência. Ele havia pintado quando menino; no Brasil, começara a escrever uma peça no espírito de Corneille; na França, iniciara um romance no estilo de Conrad. Em Nova York, desistiu dessas ambições, mas aprendeu a investir a sensibilidade que estava por trás delas (agora moduladas pelo novo cenário: “Os surrealistas enriqueceram e refinaram meu gosto estético”) em formas que seriam discursivas, em vez de criativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mudança decisiva, no entanto, veio de duas outras direções: o encontro com a riqueza empírica da etnologia americana, em grande parte reunida por Franz Boas, que ainda estava vivo em Nova York, e as perspectivas teóricas do círculo linguístico de Praga, trazidas para a América por Roman Jakobson, que se tornou seu amigo íntimo. Nada disso era conhecido na França. Enquanto dominava a primeira na Biblioteca Pública de Nova York, Lévi-Strauss absorvia a segunda, que passou a ser a estrutura fundamental de seu pensamento a partir de então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cerca de sete anos mais tarde – era então adido cultural francês, instalado numa mansão da Quinta Avenida – sua fusão das duas rendeu As Estruturas Elementares do Parentesco, publicado logo após seu retorno a Paris, em 1948. Nesse enorme compêndio, que procurava sistematizar em um conjunto de padrões inter-relacionados uma vasta gama de sistemas de matrimônio do mundo pré-letrado conhecido, ele sustentava que o tabu do incesto era um universal antropológico que marcava a ruptura entre a natureza e a cultura que tornava possível a sociedade humana. Embora nem todos os achados sobre os quais o livro se baseava fossem corretos, e nem todas as suas interpretações fossem sempre confiáveis, nada como as Estruturas Elementares havia sido tentado antes. Nas palavras de Wilcken: “Sua originalidade, a firmeza de suas afirmações, o senso de uma reorientação teórica há muito tempo necessária fizeram dele um ponto de referência de seu tempo.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maior parte dessa obra talvez fosse impenetravelmente técnica, mas sua tese central era de fácil compreensão, por incrível que pareça. Demoraria algumas décadas para que sua premissa básica se mostrasse errada: historicamente, não houve proibição universal do incesto e algumas sociedades, como a Pérsia e os Egito antigos, até mesmo o fruíam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Estruturas Elementares foi publicado, Lévi-Strauss ainda era, do ponto de vista acadêmico, um estranho na França. O livro ganhou fortuna pública graças a uma resenha brilhante feita em Les Temps Modernes por Simone de Beauvoir, outrora colega de Lévi-Strauss, que havia consultado o manuscrito ao escrever O Segundo Sexo. Sua aceitação acadêmica foi mais lenta. Tendo sido rejeitado duas vezes pelo Collège de France, Lévi-Strauss mudou seu foco do parentesco para os mitos e, em 1952, publicou seu primeiro ensaio voltado diretamente para um público mais amplo, Raça e História. Nele, esvaziava a pretensão ocidental de superioridade cognitiva sobre as sociedades pré-letradas; a chegada da indústria e da ciência modernas era resultado de combinações aleatórias na mesa de roleta do tempo, em vez de consequência de alguma dinâmica interna histórica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três anos depois, veio a revelação de seu excepcional talento literário, com os soturnos fogos de artifício de Tristes Trópicos– uma meditação filosófica tanto quanto, ou mais do que, um livro de memórias antropológicas. Sob o signo de Lucrécio e Rousseau, em vez de Durkheim, ele mostrava seu período no Brasil como uma destruição implacável de ilusões românticas, mas que era também um rito de passagem fabuloso para verdades sobre a humanidade e seu lugar no universo, reprimida pela húbris metropolitana. De sua segunda e mais significativa formação como etnólogo, em Nova York, ele não dizia nada. Para o método, reconhecia três “amantes”: Marx, Freud e a geologia, cada um explorando estratos escondidos sob a superfície da realidade. Em 1955, tratava-se de um credo que não diminuía o charme de seu livro. Por unanimidade, e compreensivelmente, Tristes Trópicos foi saudado como um clássico das letras francesas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquela época, impressiona como eram íntimos os laços – por mais paradoxal que possa parecer, tendo em vista o antagonismo entre o estruturalismo e o existencialismo – que ligavam Lévi-Strauss à usina da cultura de esquerda liderada por Sartre. Não foi somente Simone de Beauvoir que se esforçou para pôr Estruturas Elementares no mapa. O Les Temps Modernes publicou um capítulo prévio de Tristes Trópicos, assim como textos posteriores bem conhecidos, como “A gesta de Asdiwal”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrada de Lévi-Strauss no Collège de France, dez anos após sua primeira tentativa, foi orquestrada por Merleau-Ponty. A sensibilidade de Lévi-Strauss para perceber de onde sopravam os ventos desempenhou sem dúvida um papel nisso. Mas era também uma configuração intelectual não rara da Quarta República, marcada por alianças muitas vezes imprevisíveis e debates calorosos, que cairiam abruptamente em declínio com a instauração da Quinta República e a ascensão de De Gaulle ao poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com essa mudança de regime, nasceu o estruturalismo propriamente dito. Em 1958, Lévi-Strauss publicou seu manifesto, na coletânea de ensaios intitulada Antropologia Estrutural. “Durante séculos as humanidades e as ciências sociais se resignaram a contemplar o mundo das ciências naturais e exatas como uma espécie de paraíso onde nunca entrariam”, ele declarou, mas “de repente, há uma pequena porta que se abre entre os dois campos, e é a linguística que fez isso”. Não apenas mitos ou lendas populares, mas, em princípio, qualquer fenômeno do mundo social ou cultural poderia ser mapeado e decodificado com o rigor dos fonemas. Desde Comte, o pensamento francês sempre teve uma vertente significativa de cientificismo. Ao anunciar uma antropologia equipada com a autoridade da linguística, Lévi-Strauss tentava torná-la dominante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um tempo, ele fez isso com considerável sucesso, enquanto espíritos empreendedores se esforçavam para emular ou estender seu programa a uma ampla gama de áreas do conhecimento, enquanto ele consolidava sua hegemonia a partir de seu posto de comando no ápice da erudição francesa. Em uma performance de virtuose, O Pensamento Selvagem (1962) pretendia mostrar, simultaneamente, o estruturalismo inato dos sistemas classificatórios das sociedades pré-letradas e a futilidade das pretensões do marxismo – para não falar do existencialismo –, na pessoa de Sartre. Tratava-se, no entanto, de um edifício teórico que repousava sobre um alicerce frágil: a noção de que a linguagem oferecia uma analogia para o estudo de qualquer outro campo da vida social. O próprio Saussure, criador da linguística estrutural, havia expressamente advertido contra essa ilusão. Assim como a genética de hoje gerou esperançosos aplicadores da teoria da evolução a todos os campos imagináveis ​​das humanidades e ciências sociais, independentemente da falta de qualquer outra conexão entre elas que não seja metafórica, do mesmo modo, há meio século, a linguística cativou uma ampla gama de entusiastas que viram nela o “abre-te, sésamo” para a compreensão do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A contribuição do próprio Lévi-Strauss para essa expansão foi Mitológicas (1964-71), sua monumental tetralogia sobre os sistemas de mitos nas Américas: cerca de 2 mil páginas que supostamente põem a nu as propriedades universais da mente humana, idênticas nos mitos e seus analistas, desdobradas por ele em uma composição científica, melódica e autorreferente como a música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final dos anos 70, a onda estruturalista havia refluído e, por fim, Lévi-Strauss recuou das extravagâncias que havia ajudado a lançar, observando – quinze anos depois de O Pensamento Selvagem– queo estruturalismo não era mais que uma “imitação muito fraca e pálida do que as ciências duras estão fazendo”. E afirmou que havia simplesmente tentado encontrar algum tipo de ordem por trás da aparente desordem de seus materiais, sem impor quaisquer conclusões a eles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais proeminente do que a retração teórica, talvez apenas tática, foi seu retrocesso político e cultural. Na velhice, o outrora simpatizante do socialismo e do surrealismo tornou-se cada vez mais conservador – um dos pilares da Académie Française, inimigo da arte moderna, eleitor moderado, admirador de Gobineau. Ainda assim, eram preferências de fundo, nas quais Lévi-Strauss não insistia muito. A estrela subsequente do estruturalismo inverteu essa trajetória, mas sem efeito intelectual melhor: Michel Foucault passou quase sem intervalo de uma “nova filosofia” bem-vista no Palácio do Eliseu [sede da Presidência da República] a uma “justiça popular” pregada pela Gauche Prolétarienne. Lévi-Strauss certamente sabia como promover a divulgação de suas ideias e defender seus próprios interesses, mas fazia isso dentro dos limites de certa reserva tradicional e dignidade antiquada. As piruetas do jovem exibicionista e sua sede de publicidade eram estranhas a ele. Consciente de como eram arbitrárias as arqueologias de Foucault, ele negou qualquer apoio institucional ao seu admirador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O veredicto final do delicado e comovente livro de Patrick Wilcken é impecável. “Em um mundo de áreas do conhecimento cada vez mais especializadas, talvez não venha nunca mais a existir um corpo de trabalho de alcance e ambição tão estimulantes”; mas embora “as ideias de Lévi-Strauss tivessem grande amplitude e abrangência”, elas estavam em última análise instaladas em um “espaço intelectualmente claustrofóbico” – um “empreendimento de um único homem que se tornou tão absolutamente idiossincrático que era impossível se basear nele”. Como sistema, “o estruturalismo implicava profundidade, mas com seu jogo de signos sem referência, muitas vezes se parecia com derrapagem sobre vidro polido”. No entanto, “o que dava vida à produção de Lévi-Strauss, e introduzia o lirismo que confundiu seus críticos anglo-saxônicos, era um profundo interesse pela expressão e apreciação estética que corria em paralelocom o lado cognitivo de seu trabalho”. O antropólogo se via como um artista manqué. Mas Lévi-Strauss não era apenas um grande colecionador e tecelão de narrativas – “os mitos são objetos muito lindos”, observou ele, “e nunca nos cansamos de contemplá-los, manipulá-los”. O segundo verbo fala por si mesmo. Ele foi também um grande escritor na arte, longe de ser menor, da retórica.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3661609511175208236?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3661609511175208236/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/levi-strauss-grande-escritor-na-arte-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3661609511175208236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3661609511175208236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/levi-strauss-grande-escritor-na-arte-da.html' title='Lévi-Strauss - Grande escritor na arte da retórica'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-gZJn4Ut42tM/TyGMFskYfHI/AAAAAAAAA0A/lvo33BINV88/s72-c/cls+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1636646639971185487</id><published>2012-01-25T11:58:00.000-03:00</published><updated>2012-01-25T11:58:16.276-03:00</updated><title type='text'>Gal Costa - A Voz e o Computador</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LsYfrj_ZYF4/TyAYbaefA3I/AAAAAAAAAz4/5eaQMl-JjUc/s1600/580x415-9b.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://2.bp.blogspot.com/-LsYfrj_ZYF4/TyAYbaefA3I/AAAAAAAAAz4/5eaQMl-JjUc/s400/580x415-9b.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Pedro Alexandre Sanches, da&amp;nbsp;Revista Bravo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Crédito da Foto: Gabriel Rinaldi&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até 2011, o mais célebre duelo com a tecnologia protagonizado por Gal Costa se chamava Meu Nome É Gal. A canção, de Roberto e Erasmo Carlos, está gravada na última faixa de seu disco de 1979, Gal Tropical. Então com 34 anos, ela usava a composição para esgrimir a própria voz com os acordes da guitarra de Robertinho de Recife, a garganta humana desafiando e superando os sons agudos produzidos pelo instrumento. Hoje com 66 anos, a cantora baiana atualiza a batalha de Meu Nome É Gal em seu novo trabalho, Recanto, um álbum todo tomado pelo confronto entre mulher e computador. Onde a guitarra elétrica esteve um dia, agora se encontram softwares como o Auto-Tune (um programa afinador de vozes e instrumentos), sintetizadores e baterias eletrônicas. Das 11 faixas que integram o CD, apenas uma não se utiliza desses recursos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a mais poderosa das máquinas com que Gal digladia é um homem: Caetano Veloso. Principal porta-voz do compositor conterrâneo desde as primeiras gravações, em 1965, ela havia registrado até aqui mais de oito dezenas de canções do amigo. Recanto expande a parceria: é o primeiro álbum de Gal formado exclusivamente por criações inéditas de Caetano. Aos 69 anos, o músico também atua como diretor artístico e produtor do projeto, dividindo a segunda função com seu filho mais velho, Moreno Veloso. Só havia ocupado tais posições num disco anterior de Gal, em 1974, o hippie e idílico Cantar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De sonoridade bastante contemporânea, Recanto conduz a intérprete a um ambiente parecido com o que Caetano construiu em seus dois discos solo de estúdio mais recentes, Cê (2006) e Zii e Zie – Transambas (2009), invadidos por músicos da geração de seus filhos. Entre os jovens alquimistas que acompanham e modernizam a voz da “Vaca Profana” (como Caetano a nomeou em 1984), estão Moreno e Zeca Veloso (outro filho do baiano), Kassin, Pedro Sá, Davi Moraes (filho do cantor Moraes Moreira) e Donatinho (filho do pianista João Donato). Na seção “velha guarda”, bem mais discreta do que a outra, figuram instrumentistas de gerações anteriores, como Jaques Morelenbaum, ao violoncelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quatro décadas e meia atrás, a guerra entre as violas enluaradas e as guitarras envenenadas marcou a geração heroica da MPB universitária. Ao se centrar no embate voz-computador, Recanto alude àquele período. Mas os tempos de 1967 estão mortos, e o novo confronto evoca mais uma proposta de pacto do que uma declaração de guerra. Por isso, talvez seja mais preciso falarmos em diálogo, e não em duelo, batalha, embate ou confronto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A faixa Autotune Autoerótico é a que melhor traduz o espírito do disco. Gal a inicia forçando a voz, de modo a lembrar uma matrona do Recôncavo Baiano. A garganta experimenta andar na corda bamba entre a afinação e a desafinação e termina reprocessada pelo Auto-Tune, num efeito robótico que a veterana cantora norte-americana Cher inaugurou em 1998, no álbum bem mais deslavadamente pop Believe. “Não, o Autotune não basta pra fazer o canto andar/ pelos caminhos que levam à grande beleza”, avisa Gal, de maneira espertamente contraditória. Por um lado, desanca o afinador de voz. Por outro, faz uso dele para obter efeitos que não alcançaria naturalmente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há, no entanto, muitos outros núcleos de tensão criativa em Recanto, e dois dos maiores são Miami Maculelê e Neguinho. O primeiro obriga Gal a brincar com os sons eletrônicos e extremamente pop do funk carioca e dos fliperamas, enquanto a voz faz malabarismos com as sílabas de “são Dimas, Robin Hood e o anjo 45/ todos dançando comigo”. As citações conectam o Jorge Ben de 1969 (“Charles, anjo 45/ protetor dos fracos e dos oprimidos/ Robin Hood dos morros, rei da malandragem”) com os Racionais MC’s de 2002 (“aos 45 do segundo, arrependido/ é Dimas, o bandido/ primeiro vida loka da história”). O compositor baiano segue Mano Brown e equipara são Dimas, “o bom ladrão” do imaginário cristão, aos meninos das favelas brasileiras, enquanto prega a reconciliação entre o hip-hop paulistano e o funk carioca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neguinho é provavelmente o maior pulo do gato de Caetano no novo disco. A princípio, os versos parecem se referir a alguém que não é nem o compositor, nem a cantora, nem o público supostamente refinado que costuma acompanhá-los – uma referência muitas vezes crítica: “Neguinho compra três TVs de plasma, um carro GPS e acha que é feliz/ (...) neguinho vai pra Europa, States, Disney e volta cheio de si/ neguinho cata lixo no Jardim Gramacho”. Ao final, esclarece-se o enigma (“neguinho que eu falo é nós”) e a crítica vira autocrítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro ponto que aguça a reflexão em Recanto diz respeito tanto ao autor quanto a Gal (ou a qualquer um que os ouve). No disco Cê, Caetano despistava as dores de envelhecer com afirmações de potência sexual. Desta vez, porém, tais dores aparecem explícitas. “Tudo dói”, frase repetida inúmeras vezes pela cantora na faixa de mesmo nome, é exemplo que soaria quase engraçado, não fosse o tom soturno da gravação e os versos amaros: “Viver é um desastre que sucede a alguns”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tristeza Profunda&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se em 2005 a intérprete gravara uma composição de Caetano denominada Luto, hoje a canção Madre Deus vai mais longe. Mira a morte de frente, sem meios-tons, sob melodia monótona revestida de ruídos ríspidos, desagradáveis: “Meu corpo todo desmede-se/ despede-se de si”, “frente ao infindo/ costas contra o planeta/ já sou a seta sem direção/ instintos e sentidos extintos/ mas sei-me indo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os temas de morte e envelhecimento são os mais nítidos, mas não os únicos a afirmar que a tristeza é um dos (muitos) legados tropicalistas – não estamos mais nos anos 1990, quando músicas como A Luz de Tieta (1996) diluíam a melancolia em profissão de fé na alegria feroz da axé music. Nessa linha, Recanto Escuro constitui outro dos núcleos nervosos do CD. A voz potente de Gal e a linda e grave melodia são perturbadas o tempo todo por interferências de rádio, ou agulhas raspando no vinil, ou coisa que o valha. “Eu venho de um recanto escuro”, “o álcool me faz chorar”, “só Deus sabe o duro que eu dei”, assume a voz sofrida da cantora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Tristeza profunda” é um termo que surge explícito em Segunda, a faixa de encerramento. É o único recanto totalmente orgânico, analógico de Recanto, com Moreno Veloso solando no violão, no violoncelo, no prato e na faca, num arranjo sertanejo-urbano, profundamente nordestino. A letra adota perspectiva proletária, de um(a) protagonista egresso(a) do processo de ascensão das classes C e D no Brasil. “Não vejo o nascer do dia/ mas pela Virgem Maria/ tenho dinheiro e patrão”, “eu mesmo sou mei galego/ o meu chefe no emprego/ é que é mulato pra negro:/ só ecos da escravidão”, “mas agora a minha sala/ tem geladeira de gala/ à dele quase se iguala/ muda o mundo em barafunda”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neguinho pode padecer de tristeza profunda, mas também luta bravamente para compreender a sociedade em que vive e para se transformar, como já fazia antes mesmo de se inventar tropicalista. Neguinho é Gal, é Caetano, é nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1636646639971185487?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1636646639971185487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/gal-costa-voz-e-o-computador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1636646639971185487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1636646639971185487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/gal-costa-voz-e-o-computador.html' title='Gal Costa - A Voz e o Computador'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LsYfrj_ZYF4/TyAYbaefA3I/AAAAAAAAAz4/5eaQMl-JjUc/s72-c/580x415-9b.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1631660730815352506</id><published>2012-01-24T14:08:00.000-03:00</published><updated>2012-01-24T14:08:11.632-03:00</updated><title type='text'>A querela psicanalítica do consumo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-W-PX01MSu10/Tx7laztnnuI/AAAAAAAAAzw/1x5_STROZQM/s1600/consumo+consciente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-W-PX01MSu10/Tx7laztnnuI/AAAAAAAAAzw/1x5_STROZQM/s400/consumo+consciente.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por&amp;nbsp;Christian Dunker, da Revista Cult&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia de consumo conspícuo foi introduzida por Veblen em 1899 para designar a atitude da classe média norte-americana interessada em adquirir produtos e bens com a função de assinalar sua posição social como classe “emergente”. O consumo conspícuo é um tipo de patologia do reconhecimento. O processo de escolha soa vulgar, a decisão de compra figura imprópria, a performance de uso é inautêntica, e o conjunto cai como “mostração”. Essa demanda de diferenciação realiza um esforço de ajustamento e o legítimo desejo de ser reconhecido como “alguém”. Ela é um apelo ético para suspender a indiferença ressentida que nos transforma em apenas “mais um indivíduo”. Uma aspiração estética genuína a sermos reconhecidos como “únicos” em nossa relação de consumo singular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que fazer quando o lugar de onde viemos não combina mais com a posição na qual nos encontramos? Esse é o elemento histórico decisivo na mudança do papel social da cultura na modernidade. Quando pessoas sem origem precisam tomar posição em meio a outras percebidas como donas do lugar, a cultura torna-se signo de ascensão social e terreno real da luta por reconhecimento. Começa a tensão entre cultura popular e erudita. Instala-se a querela do luxo, na qual o consumo é percebido como um mal necessário. A parábola da colmeia (Mandeville, 1714) estabelece a relação liberal canônica entre vícios privados e benefícios públicos. A falsa escolha forçada entre o consumo progressivo de bens inúteis e o entrevamento regressivo em uma cultura de subsistência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo consumo, três exigências se expressam: autenticidade, autonomia e não dependência. Daí que ele envolva três “soluções típicas” atinentes à forma como nos desligamos de um lugar de origem (não dependência), subjetivamos um complexo de desejos (autonomia) e destinamos o resíduo que acompanha a operação de consumo (autenticidade). Lacan argumentou que a psicanálise precisa fazer a crítica desses três ideais modernos: autonomia, independência e amor concluído (autenticidade). Mas ele pensava o problema do ponto de vista da produção e da autoridade simbólica necessária para sustentar as inversões entre desejo de reconhecimento, reconhecimento de desejo, assim como o destino do que sobra. Quando passamos da produção para o consumo, o terceiro termo ganha primazia. Na querela psicanalítica sobre o luxo, há os que consideram o consumo expressão maior de nossa orientação liberal subjetiva (autonomia), os que resistem de forma romântica a reduzir nossa liberdade a opções de compra (não dependência) e os que acreditam na mutação do supereu como expressão maior do empuxo ao consumo (inautenticidade).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À luz das querelas&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, o sentido das querelas é iluminar a posição do problema, mais do que decidir os termos de sua solução. Argumento que a controvérsia do consumo admite de uma falsa unidade de seu objeto. Por exemplo, o consumo conspícuo é uma marca dos que preferem “queimar pontes”, deixar as origens para trás, criando uma fuga para a frente como experiência compulsoriamente definida pela necessidade de inventar novos começos. O temor ao passado denuncia a iminente tragédia ou farsa. A coleção de signos funciona como certidão de acesso e antídoto contra a vergonha das origens – como se vê na trajetória de Kurt Cobain, que, apesar da carreira de sucesso, ressentia-se com a solidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há o consumo que funciona para reforçar ou comemorar o reconhecimento da origem, impondo-a como decoração obrigatória da nova morada. Atormentados pela ideia de que o triunfo se tornará fracasso, encontram na solidez e permanência do lugar de onde vieram um antídoto para o sentimento de vazio. É o caso de muitos pais demasiadamente protetores, em seu esforço para recriar uma realidade artificial exclusiva para o “consumo interno”, tal qual se viu no caso de Michael Jackson.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, há os que tomam como centro de gravidade narcísica o resíduo. Identificam-se com a própria contradição que define seu estilo errante e desprendido. Sem passado nem futuro, desdenham tanto dos ideais de progressivo ajustamento quanto das aspirações de inovação regressiva. São os autênticos que duplicam sua satisfação no consumo pela inveja que inspiram ou imaginam no outro. Consumo conspícuo, críptico e autêntico são modalidades do que Lacan chamou de semblante. Se os primeiros partilham das aparências e os segundos apegam-se à essência das imagens, os autênticos são os que entenderam o verdadeiro conceito de atitude, ou seja, de que a essência da relação de consumo é tomar a aparência como aparência, de acordo com a lição trazida por Lady Gaga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1631660730815352506?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1631660730815352506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/querela-psicanalitica-do-consumo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1631660730815352506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1631660730815352506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/querela-psicanalitica-do-consumo.html' title='A querela psicanalítica do consumo'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-W-PX01MSu10/Tx7laztnnuI/AAAAAAAAAzw/1x5_STROZQM/s72-c/consumo+consciente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1033819584431009578</id><published>2012-01-23T14:12:00.005-03:00</published><updated>2012-01-23T14:12:34.682-03:00</updated><title type='text'>Do mosteiro ao picadeiro - Umberto Eco, 80, e sua mente plural</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-l7Jx78D6rlk/Tx2UJGlzJ1I/AAAAAAAAAzo/f2cbBHiY5Dc/s1600/umberto-eco1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-l7Jx78D6rlk/Tx2UJGlzJ1I/AAAAAAAAAzo/f2cbBHiY5Dc/s400/umberto-eco1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Francesca Angiolillo, da Ilustríssima&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;"Todas as perguntas possíveis já me foram feitas", diz Umberto Eco, após terminar o café, &amp;nbsp; afundado numa poltrona da sala de visitas de sua casa, em Milão. A cigarrilha apagada, hábito de ex-fumante, pende de um lado da boca. "Só não me perguntam, sei lá, quais são os sete anões. Eu responderia que, quando tento me lembrar, sempre são seis."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fundo, atrás de sua calva, vê-se, de um lado, uma coleção de conchas do mar, escrupulosamente organizadas; de outro, em atris, livros ilustrados do fim do século 19. São alguns dos originais de onde saíram as ilustrações de seu mais recente romance, "O Cemitério de Praga".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "Cemitério" foi recebido como a volta de um mestre ao gênero que o consagrou (após um romance nostálgico e de fundo autobiográfico, "A Misteriosa Chama da Rainha Loana"): uma trama de mistério, com crimes sangrentos e um protagonista que chega a ser comovente em sua pusilanimidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A entrevista tem por mote o lançamento do livro no Brasil mas também os 80 anos do escritor, nascido em 5 de janeiro de 1932, na piemontesa Alessandria, cuja fama vem dele e dos chapéus Borsalino. Em várias fotos para a imprensa, ele ostenta, com elegância algo zombeteira, um modelo negro da marca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ROMANCE&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eco, o romancista, nasceu em 1980, após sobrevir-lhe o desejo de envenenar um monge: assim o escritor define o motor inicial de seu "O Nome da Rosa", best-seller de cifras milionárias, levado ao cinema em 1986 por Jean-Jacques Annaud, com Sean Connery e Christian Slater.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Àquela altura, o nome do professor italiano era já conhecido: foram muitos ensaios e títulos de teoria, da poética do escritor irlandês James Joyce ("Sou joyciano, não proustiano", diz, e exibe uma estante forrada de primeiras edições de "Ulysses" em diferentes idiomas) a análises da comunicação de massa (seu primeiro emprego pós-doutoramento em filosofia, em 1954, foi como editor de cultura num dos canais da rede televisiva RAI).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O manual "Como se Faz uma Tese", de 1977, ainda hoje é referência em cursos de ciências humanas. Mas o currículo de Eco faz com que ele frequente as bibliografias de muitas disciplinas que não só as de metodologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Umberto Eco navegou nas principais ondas que atravessaram os estudos da linguagem na segunda metade do século 20, do estruturalismo à teoria da recepção e à narratologia, parando às margens do pós-estruturalismo; cobriu da filosofia às tirinhas do Snoopy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cunhou expressões que se tornaram muletas do discurso universitário: atire a primeira pedra quem nunca disse que toda obra é "uma obra aberta" ou aquele que não juntou numa frase, dita à mesa do bar, "apocalípticos" e "integrados".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi a ficção, porém, que levou seu nome aos píncaros da cultura de massa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, "O Nome da Rosa" saiu em 1984 pela Nova Fronteira. A diretora editorial da casa, Leila Name, qualifica o livro como "uma bomba de sucesso" cujo efeito se multiplicou com o filme. Pelos registros da Nova Fronteira, a primeira investida de Eco na ficção teve no Brasil mais de 45 reimpressões e vendas acima de 600 mil exemplares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, sua obra ficcional está toda na Record, que também lança alguns de seus livros de ensaios, como "A História da Beleza" e "A História da Feiura", almanaques eruditos de popularização da história cultural. Somados, seus títulos na casa venderam cerca de 550 mil exemplares -91 mil deles de "O Cemitério de Praga".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sergio Machado, presidente do Grupo Editorial Record, lembra a aquisição de "O Pêndulo de Foucault", segundo romance de Eco, em um leilão -"via fax, telex"- comandado por seu pai, Alfredo Machado nos idos de 1988. A quantia acertada pelos direitos do segundo romance de Eco era uma cifra "inédita", US$ 130 mil (cerca de US$ 237 mil, em números corrigidos, o equivalente a R$ 420 mil).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Na época, US$ 20 mil eram um absurdo", situa Machado. O editor se esquiva de fornecer valores atuais, mas diz que a soma paga por um livro de Eco "não anda para trás" e "vem subindo de forma consistente".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dali em diante, tudo o que Eco escreveu atingiu números superlativos -inclusive o que menos vendeu na Record, "A Misteriosa Chama da Rainha Loana", com "apenas" 48 mil exemplares. "Este foi um pelo qual a gente pagou mais do que devia", diz o editor. "As pessoas querem mais do mesmo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eco não discorda. "Todos falam que escrevo romances eruditos, difíceis", diz o escritor. "Quando escrevi um fácil, que todo mundo entende, 'A Misteriosa Chama da Rainha Loana', foi o que menos vendeu. Dá para ver que sou um autor para masoquistas."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;DAN BROWN&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos intelectuais, porém, não engolem a combinação de sucesso comercial e erudição de Eco, tachando-o de uma espécie de Dan Brown mais cultivado. O raciocínio é um velho conhecido no Brasil, onde serve para desqualificar, por exemplo, os romances de Chico Buarque: se o autor vende bem e é pop, mau sinal -só pode ser um picareta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ter Umberto Eco nas estantes da sala é, para muitos, inclusive os que jamais leram uma linha desses livros, uma questão de 'status cult'", diz a professora Lucia Santaella, da PUC-SP, colega em semiótica de Eco, a quem tece "críticas até mesmo bastante severas". Para ela, o italiano é uma espécie de grife, que "compõe bem a pose dos pseudointelectuais que brilham nas grandes praças dos lançamentos do 'big show business'".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um de seus detratores contumazes na Itália, o romano Alfonso Berardinelli, estrela da crítica italiana atual, diz -citando Kafka- que Eco está no centro do mundo, onde se acumula toda a sua imundície, "a prodigiosa escória".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Escrevi pelo menos quatro ou cinco artigos e ensaios contra Eco", rememora à Folha. "Não posso dizer nada de novo; Eco me aborrece faz tempo, e o que eu tinha a dizer já disse há 20 ou 30 anos. Fico maravilhado em ver como agrada", afirma o autor de "Da Poesia à Prosa" (Cosac Naify).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Parece engraçado e brilhante, mas na realidade é um professor que não cessa de mesclar erudição e piadas com veia estudantil. E sem fazer rir. É quase uma ofensa à literatura italiana que ele seja seu autor mais notável."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Berardinelli diz ainda não conhecer nenhum escritor -"nem na Itália, nem fora"- que goste mesmo de Eco. "Sua fama é puramente comercial. É um fenômeno de circo, um autor que impressiona professores de escola."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;PICADEIRO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No meio do picadeiro pós-lançamento, Eco segue imperturbável: profere pausadamente um discurso que soa familiar, pois volta e meia as palavras se repetem em manifestações públicas e entrevistas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pudera: a vida literária muitas vezes rivaliza com a de um roqueiro, com cansativas turnês de lançamentos ("Voltei dos EUA com o ombro arruinado, depois de autografar 3.000 livros", conta) e solicitações para opinar publicamente sobre todo e qualquer fato relevante (menos sobre os sete anões).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu apartamento é uma grande biblioteca -são 30 mil volumes; outros 20 mil, estima, estão em sua casa de campo-, mas nada de labirintos compartimentados, apesar de o edifício ser um antigo hotel. À entrada, mapas antigos recebem o visitante; a sala é luminosa e ordenada, com móveis discretos e claros; nas paredes, arte contemporânea; pela janela vê-se a torre do castelo Sforzesco, famoso marco turístico milanês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A antiga residência dos duques de Milão remonta à Idade Média, período dileto de Eco, que se doutorou pela Universidade de Turim em 1954 com uma tese sobre a questão estética em São Tomás de Aquino. Mas da fortaleza que foi, após múltiplos ataques e sucessivas reconstruções, praticamente nada de original resta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os turistas vêm aqui ver o castelo, onde é tudo falso, e não vão a Brera, onde tem Rafaello, o Cristo de Mantegna, Piero Della Francesca", lamenta o escritor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;FALSÁRIO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O falso e o verdadeiro são um tópico da obra de Eco. Simone Simonini, o protagonista de "O Cemitério de Praga", é um falsário. Ou melhor, "o" falsário: Eco atribuiu a ele os grandes crimes contra a verdade que marcariam a virada para o século 20 e, mais que todos, os apócrifos "Protocolos dos Sábios de Sião", conjunto de escritos antissemitas que teriam servido a Hitler para a fundamentação do nazismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Havendo-me ocupado de problemas de linguagem e comunicação desde 1975, escrevi que o que caracteriza toda forma de signo e de linguagem humana é a possibilidade de mentir. Um cão não mente jamais. Quando late, é porque tem alguém lá fora: nunca aconteceu de um cão latir para que se pense que há alguém lá fora, sem que haja -o homem sim."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O problema da mentira implica o problema da falsificação. Entre as falsificações mais trágicas, eis os 'Protocolos dos Sábios de Sião', aos quais dediquei vários escritos. Acho que fiz também algumas descobertas -como a de que trata o romance, que uma das fontes era 'Joseph Balsamo', o livro de Dumas."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O romance de Alexandre Dumas, pai, de 1849, se inicia com uma cena em que maçons entronizam o protagonista em sua seita secreta. A descrição teria inspirado a conspiração de rabinos dos "Protocolos", forjada no cemitério judaico da capital tcheca, que se teriam congregado para tramar a dominação do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "documento" (que difama os semitas "num patchwork contraditório que não se poderia levar a sério, mas que foi muito levado a sério") justificaria o ódio aos judeus e seu extermínio preventivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ninguém sabe como surgem os 'Protocolos': como nasceram, quem os fez, em quantas fases. Por isso fiquei livre para atribuir tudo a Simonini", diz. E explica que Simonini é o único personagem fictício no romance, um "feuilleton" oitocentista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele frisa, porém que, Simonini, apesar de inventado, "é mais verdadeiro que os demais".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Eu estava sempre pensando em pessoas que conhecemos, falsários, jornalistas vendidos, que sabemos quem são, até o nome e o sobrenome. Minha ambição seria que os leitores usassem o livro como um guia para visitar o mundo dizendo 'lá vai um Simonini'."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eco arrisca uma leitura psicológica das motivações para a obsessão central de Simonini, que é o ódio aos judeus fomentado nele pelo avô desde a infância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Descobri que algumas pessoas acabam odiando alguém porque lhe fizeram mal -veja bem, não odeio alguém porque alguém me fez mal, mas porque eu lhe fiz mal e depois o odeio. Mas por quê? Porque tento esquecer que eu sou o culpado e tento me convencer de que ele merecia meu ódio."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E garante: "Aconteceu comigo também: gente que aprontou comigo depois escreveu artigos contra mim. Mas entendi que tinham sido desrespeitosos comigo e depois precisavam se justificar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como reza o título da mais recente coletânea de ensaios de Eco -o ainda inédito em português "Costruire il Nemico" (2011), no qual se reconhecem temas e aspectos de "O Cemitério de Praga": é preciso construir o inimigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CRÍTICA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eco diz "desconfiar muito da chamada crítica militante, a que se faz nos jornais, em comparação com a crítica acadêmica".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Antes, quando saía um livro, o diretor do jornal dava seis meses ao crítico para ler; não havia necessidade de falar dele no dia seguinte. Hoje o crítico lê sempre numa situação de pressa e fica sujeito à estação, à dor de cabeça, ao que comeu na noite anterior. Se tivesse tido seis meses, comendo cada dia algo diferente, a sua leitura seria mais equilibrada."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, como que a precaver-se de um ataque, emenda: "Note-se que eu acho desequilibradas não só as críticas que falam mal de meus livros mas também as que falam bem; elas às vezes me irritam porque falam bem pelos motivos errados."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele se irrita, também, quando inquirido se existem de fato "motivos errados". Parece condenado a relembrar que a obra é aberta, sim, mas que a interpretação tem limites: "A minha posição é muito clara: não sou um desconstrutivista que acha que um texto pode ter qualquer significado e que cada um pode ler como quiser. A liberdade da leitura é sempre determinada pelo objeto que está lá."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;SEMIÓTICA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a semiótica foi devorada por outros estudos e devolvida sob outros avatares acadêmicos, a culpa é em parte de Eco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com rara clareza numa ciência em que a obscuridade volta e meia era confundida com argúcia, o italiano aplicou conceitos da ciência dos signos em estudos amplamente difundidos e citados (mesmo que muitas vezes de orelhada) fora do âmbito dos semioticistas, alastrando-os para campos mais diversos e talvez menos cerebrais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre evocada quando se pensa em semiótica, sua produção, porém, não empolga seus pares. Para Lucia Santaella, o pensamento que ele produziu é "miscigenado": "Ele mistura indiscriminadamente correntes, autores, teorias, criando uma salada complexa e difícil de entender."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A professora não nega a Eco o papel de "intelectual engajado", que, "alerta, marca sua posição acerca dos eventos", "como um jornalista bem dotado".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ele é escritor prolífico. Nos inúmeros congressos de que participei em que ele estava presente, comentava-se que ele escrevia até nos táxis. De fato, ele tem a veia dos gênios. Sua genialidade é a do discurso", concede Santaella.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;PARÓDIA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O discurso de Eco tem um aspecto brincalhão que parece atiçar parte da crítica contra ele e marca, por exemplo, seus dois "Diários Mínimos", divertidas coletâneas de paródias e pastiches intelectuais, que em maio ganham nova edição [Record, trad. Joana Angélica D'Avila Melo e Sergio Duarte, 560 págs., R$ 62,90; leia trecho de "Nonita" à pág. 10].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despeito do lado gracioso, Eco tem para sua literatura pretensões nada triviais. Seus diversos ensaios sobre a leitura, como "O Papel do Leitor", e livros sobre o tema, como "A Obra Aberta" e "Lector in Fabula", talvez sejam o retrato do que o Eco ensaísta esperava do Eco romancista: a forja, no mundo real, de um leitor modelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Que leitor modelo eu queria quando estava escrevendo?", inquire retoricamente Eco em seu "Pós-escrito a 'O Nome da Rosa'" (Nova Fronteira, 1985). "Um cúmplice, claro, que entrasse no meu jogo. Eu queria tornar-me completamente medieval e viver na Idade Média como se esta fosse minha época (e vice-versa)", escreve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Mas, ao mesmo tempo, eu queria, com todas as minhas forças, que se desenhasse uma figura de leitor que, superada a iniciação, se tornasse meu prisioneiro, ou melhor, prisioneiro do texto e pensasse não querer nada mais do que aquilo que o texto lhe oferecia."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Questionado se o teórico transparece no romancista, ele nega. Diz que, se é que se encontram reflexos de sua teoria na sua ficção, é "porque evidentemente eu não sou esquizofrênico": "Até os ginecologistas se apaixonam. Sustento que você pode ter a teoria que for, mas, quando lê, se aquilo o cativa, ao menos numa primeira fase da leitura esquece a teoria."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Berardinelli, seu crítico mais feroz, faz uma descrição tão ácida quanto acertada do que é tentar definir a produção de Eco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim diz, no texto "Umberto Eco e Seu Pêndulo", publicado aqui em edição da revista "Remate de Males" organizada pela professora Maria Betânia Amoroso no primeiro semestre de 2005:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Toda vez que se cai na armadilha de seguir enumerativamente a vertiginosa pluralidade da mente de Eco, se acaba por ter que desistir derrotado: estamos frente ao inesgotável [...]. Se eu também me pusesse a enumerar tudo aquilo que ele enumera não faria nada mais do que lhe fazer eco."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1033819584431009578?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1033819584431009578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/do-mosteiro-ao-picadeiro-umberto-eco-80_2583.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1033819584431009578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1033819584431009578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/do-mosteiro-ao-picadeiro-umberto-eco-80_2583.html' title='Do mosteiro ao picadeiro - Umberto Eco, 80, e sua mente plural'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-l7Jx78D6rlk/Tx2UJGlzJ1I/AAAAAAAAAzo/f2cbBHiY5Dc/s72-c/umberto-eco1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-356068715105929808</id><published>2012-01-20T14:54:00.000-03:00</published><updated>2012-01-20T14:54:18.941-03:00</updated><title type='text'>Quando dá branco</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-12a7AWGwLsQ/TxmqG5FX4nI/AAAAAAAAAzg/Kfy-5593izk/s1600/deu_branco+%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-12a7AWGwLsQ/TxmqG5FX4nI/AAAAAAAAAzg/Kfy-5593izk/s400/deu_branco+%25281%2529.jpg" width="360" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Juliana Vines, da Revista Equilíbrio&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esqueceu uma coisa importante? Normal. Qualquer pessoa saudável, em qualquer idade, pode ter lapsos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não existe memória absoluta", diz Iván Izquierdo, neurocientista argentino radicado no Rio Grande do Sul, autor de "Memória".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Brancos" acontecem por motivos comuns: nervosismo, estresse, insônia, cansaço, excesso de informações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O estresse faz com que seja liberado o hormônio cortisol, que age no cérebro impedindo a evocação de memórias", explica Izquierdo. São exemplos cantores que se esquecem das letras e estudantes que não se lembram de nada na hora da prova.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se for crônico, o estresse também pode atrapalhar a aquisição de informações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A memória é uma função cognitiva dependente dos processos de atenção. Qualquer coisa que interfira na concentração pode prejudicá-la", afirma Mônica Sanches Yassuda, neuropsicóloga e pesquisadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de sono é uma das principais inimigas da boa memória. De acordo com o neurologista Luciano Ribeiro Pinto Júnior, dormir pouco resulta em perda de atenção no dia seguinte, além de atrapalhar no armazenamento de informações anteriores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"As lembranças são consolidadas quando dormimos, principalmente no terço final da noite, no sono REM [em que acontecem os sonhos]."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que muitas pessoas têm cada vez menos episódios de sono REM. "Dormimos mais tarde e acordamos mais cedo. Isso faz com que sejamos privados desse tipo de sono. A longo prazo, isso pode até causar perda irreversível da memória."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O consumo de álcool também pode prejudicar as funções cerebrais de forma irreversível. É a chamada demência alcoólica, diferente daquela "amnésia" que acontece depois de uma bebedeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A demência aparece ao longo dos anos e é comum entre dependentes químicos, explica a psiquiatra Carla Bicca, da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já a "amnésia alcoólica" aparece uma vez ou outra. "Nem todo mundo tem esse apagão, ele não deve ser comum. Se você tem sempre, é um alerta: ou é mais vulnerável ou está exagerando."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;AMNÉSIA PROTETORA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O esquecimento não é ruim. Para a neurologia, é tão importante quanto a lembrança. "Para recordar seletivamente o que interessa você tem que inibir, bloquear ou esquecer certas coisas. É inútil lembrar-se de tudo", diz o neurologista Benito Damasceno.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A inibição de uma lembrança pode acontecer quando o fato é perturbador ou traumático. "É uma forma de a pessoa seguir em frente", afirma Damasceno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A amnésia de fatos ruins também é vista pela psicanálise como normal. "Faz parte do equilíbrio da mente deixar alguns fatos no âmbito do inconsciente. Mas, se houver um esquecimento grande, pode indicar um desequilíbrio que precisa ser trabalhado em terapia", diz a psicanalista Giselle Groeninga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, esquecer parece com mentir. Mas, nos casos mais comuns, é tudo culpa do cérebro, que não só não grava com perfeição (daí os lapsos), como nos engana criando falsas lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso tudo só é preocupante quando os apagões são frequentes e interferem no cotidiano -e você se esquece de pagar uma conta, digamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse lapso é mais comum depois dos 45 anos e pode ser sinal de perda cognitiva, diz a neuropsicóloga Ivanda Tudesco. "O alerta é a mudança de comportamento: a pessoa que nunca esquecia panela no fogo e passa a esquecer."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em pessoas mais jovens, é comum que os esquecimentos sejam causados por excesso de tarefas e desorganização. "Passar a usar lembretes e agenda já ajuda. Todo mundo precisa de lembrete, é um recurso saudável e fácil."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;SEM RECEITA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tem uma fórmula para melhorar a memória. Mas sempre é bom reforçar quegravar um fato depende de concentração e interesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Estar motivado aumenta o tônus cerebral, criando uma situação ótima para que informações sejam registradas", diz Benito Damasceno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma dica é pensar no significado da informação e tentar fazer o maior número de associações possíveis. "Se associarmos vários sentidos, fica mais fácil de lembrar."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usar as informações várias vezes também faz com que exista mais chances de aquela memória ser consolidada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jogos e exercícios de treinamento ajudam, mas não resolvem o problema, segundo a neuropsicóloga Gislaine Gil, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Não adianta a pessoa ficar boa em um jogo e continuar perdendo a chave de casa. É mais útil você tentar lembrar antes de dormir o que fez durante o dia do que jogar jogo da memória."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela dá algumas orientações de organização. "Faça uma lista do que você precisa fazer no dia, organize a gaveta e a mesa de acordo com o uso dos objetos e guarde coisas que somem (óculos, chave) no mesmo lugar."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-356068715105929808?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/356068715105929808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/quando-da-branco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/356068715105929808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/356068715105929808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/quando-da-branco.html' title='Quando dá branco'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-12a7AWGwLsQ/TxmqG5FX4nI/AAAAAAAAAzg/Kfy-5593izk/s72-c/deu_branco+%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-4954581851853838609</id><published>2012-01-19T11:54:00.000-03:00</published><updated>2012-01-19T11:54:38.604-03:00</updated><title type='text'>EUA: projeto antipirataria perde força após protesto virtual</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U9qbPcXgdUE/Txgsonkt9dI/AAAAAAAAAzQ/YdrgaLhxTIM/s1600/2185767-3528-rec.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="http://4.bp.blogspot.com/-U9qbPcXgdUE/Txgsonkt9dI/AAAAAAAAAzQ/YdrgaLhxTIM/s400/2185767-3528-rec.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Manifesto - &lt;/b&gt;Apagão da Wikipédia liderou protestos contra projetos de lei antipirataria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Do Portal Terra&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Proeminentes congressistas americanos retiraram, ontem (19), o apoio à lei antipirataria discutida no Senado dos Estados Unidos após forte pressão de sites como Google e Wikipedia. Entre os que mudaram de posição estão dois dos propositores dos projetos de lei, os senadores Marco Rubio, da Flórida, e Roy Blunt, do Missouri. Vários outros senadores e deputados também retiraram o apoio às propostas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na quarta, a enciclopédia eletrônica Wikipédia tirou do ar sua versão em inglês por 24 horas, deixando na página inicial os dizeres: "Imagine um mundo sem conhecimento". O Google não saiu do ar, mas inicialmente colocou uma tarja preta na homepage de seu site americano; depois, postou, abaixo da linha de busca, o link "Diga ao Congresso: Por favor, não censure a internet!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O protesto é direcionado aos projetos de lei Sopa (Stop Online Piracy Act, ou Lei para Parar com a Pirataria Online) e Pipa (Protect Intellectual Property Act, ou Lei para Proteger a Propriedade Intelectual), que estão sendo debatidos, respectivamente, na Câmara dos Representantes (deputados federais) e no Senado dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As propostas opõem produtores de conteúdo - como emissoras de TV, gravadoras de músicas, estúdios de cinema e editoras de livros, que se sentem lesadas pela pirataria - às empresas de tecnologia do Vale do Silício, que alegam que os projetos ferem a liberdade inerente à internet e dão excessivo poder para quem quiser tirar websites de circulação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outros sites, como o o blog tecnológico Boing Boing, também participaram do "apagão", o maior em envergadura de que se tem notícia no mundo digital. O portal de notícias Politico estima que 7 mil sites participaram do protesto. No outro lado, o presidente da Motion Picture Association of America (MPAA), Chris Dodd, classificou o protesto como "irresponsável".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Empresas de tecnologia estão recorrendo a manobras que punem seus usuários para transformá-los em seus peões corporativos, ao invés de vir para a mesa a fim de encontrar soluções para um problema que todos agora parecem concordar que é real e muito prejudicial ", disse Dodd.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Falta de consenso&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os projetos seriam examinados pelo Senado na próxima semana. O presidente da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), o republicano John Boehner, já reconheceu, no entanto, que "falta consenso" nesse momento para os projetos terem seguimento no Congresso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, admitiu que o problema da pirataria virtual precisa ser encaminhado, mas "de forma que não infrinja a liberdade e a internet aberta". A ONG Repórteres Sem Fronteiras se juntou ao protesto, dizendo que tais leis "sacrificam a liberdade de expressão online em nome de combater a pirataria".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outros gigantes da internet como a rede social Facebook e o microblog Twitter também manifestaram sua oposição. O cofundador do Twitter, Jack Dorsey, pediu a seus 1,8 milhão de seguidores para dizer "Não ao Congresso". O cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que "continuará a se opor a qualquer lei que fira internet".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Penas para pirataria&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os projetos, que tentam combater especialmente a proliferação de cópias piratas de filmes e programas de TV e outras formas de pirataria de conteúdo midiático em servidores internacionais, propõem penas de até cinco anos de cadeia para pessoas que sejam condenadas por compartilhar material pirateado dez ou mais vezes ao longo de seis meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As propostas também preveem punições para sites acusados de "permitir ou facilitar" a pirataria. Estes podem ser fechados e banidos de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes, em nível internacional. Em tese, um site pode ser fechado, a pedido do governo dos EUA ou de geradores de conteúdo, apenas por manter laços com algum outro site suspeito de pirataria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, o Sopa, se aprovado, também exigiria que ferramentas de busca removessem os sites acusados de pirataria de seus resultados&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Jogos políticos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Analistas dizem que o "apagão" da quarta é o primeiro grande teste das empresas do Vale do Silício em uma batalha contra uma indústria muito mais organizada, a de mídia e entretenimento. Para o New York Times, a amplitude do protesto da quarta marca uma "maturidade política" de um setor - o de internet - que é "relativamente novo e desorganizado e que em geral se manteve distante de lobbies e outros jogos políticos de Washington".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pela primeira vez, está claro que a legislação pode ter um impacto direto na habilidade da indústria (de internet) em funcionar", disse ao jornal nova-iorquino a diretora-gerente da organização New York Tech Meetup, Jessica Lawrence. "Foi um chamado de alerta."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, o senador Patrick J. Leahy, democrata e autor de projetos de proteção de direitos autorais na web, acusou os opositores do Pipa e do Sopa de tentarem "criar (clima de) medo" ao realizar o "apagão digital". "Proteger criminosos internacionais (em referência aos piratas de conteúdo) em vez de proteger os direitos autorais americanaos é irresponsável e custará empregos", afirmou em comunicado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-4954581851853838609?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/4954581851853838609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/eua-projeto-antipirataria-perde-forca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/4954581851853838609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/4954581851853838609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/eua-projeto-antipirataria-perde-forca.html' title='EUA: projeto antipirataria perde força após protesto virtual'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-U9qbPcXgdUE/Txgsonkt9dI/AAAAAAAAAzQ/YdrgaLhxTIM/s72-c/2185767-3528-rec.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-6888308491396536887</id><published>2012-01-18T12:41:00.001-03:00</published><updated>2012-01-18T12:41:32.662-03:00</updated><title type='text'>Como nasce uma ditadura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0YGI5SwXMTE/TxboD839KwI/AAAAAAAAAzI/Hjd2GI3RszY/s1600/ditadura+1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="278" src="http://4.bp.blogspot.com/-0YGI5SwXMTE/TxboD839KwI/AAAAAAAAAzI/Hjd2GI3RszY/s400/ditadura+1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Eleonora de Lucena, da Ilustríssima&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RESUMO &lt;/b&gt;Coletânea em três volumes, estruturados por regiões do planeta, busca explicar de que maneira regimes autoritários são legitimados e como seus valores transparecem nas sociedades. Ensaios abrangem da Alemanha nazista à Tunísia que, nos últimos anos, tornou-se precursora da Primavera Árabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NOS ÚLTIMOS MESES&lt;/b&gt;, a democracia tem sido colocada em xeque de forma explícita pelos mercados financeiros. Na Europa, a simples ideia de um plebiscito para aprovar medidas de arrocho à sociedade levou as finanças ao chilique. Governos foram derrubados, e os novos indicados prometem cumprir a cartilha para garantir os ganhos privados e os sacrifícios públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lideranças à direita ganham relevo. Manifestações e greves se esparramam. Nos Estados Unidos, os protestos contra a desigualdade -os vários Ocupe Wall Street- são enxotados dos espaços públicos. A Primavera Árabe apenas engatinha: as eleições começam, mas não esvaziam as praças nem detêm confrontos violentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Brasil, foi criada a Comissão da Verdade para investigar os crimes das ditaduras. Enquanto isso, muitas empresas estão preocupadas com o crescimento na China. Uma desaceleração econômica e/ou uma desestabilização política puxada pela classe média ascendente poderia ter impacto significativo por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos esses temas encontram algum tipo de reflexão histórica na leitura de "A Construção Social dos Regimes Autoritários - Legitimidade, Consenso e Consentimento no Século 20", coletânea organizada por Denise Rollemberg e Samantha Viz Quadrat. , ambas professoras.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São três volumes, estruturados por regiões do planeta, que trazem 39 artigos, totalizando 1.340 páginas. Tratam da Alemanha nazista, da Espanha franquista, da Itália fascista. Falam da extinta URSS, da Coreia do Norte, do Uruguai. Discutem os papeis desempenhados por Alfredo Stroessner, António Oliveira Salazar, Alberto Fujimori. Debatem a ditadura militar no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tentativa de costurar dessa colcha de retalhos, as organizadoras lançam duas perguntas: 1) Como um regime autoritário/uma ditadura obteve apoio e legitimidade na sociedade?; e 2) Como os valores desse regime autoritário/ditatorial estavam presentes na sociedade e, assim, tal regime foi antes resultado da própria construção social?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado é irregular e incompleto. Alguns textos partem de aspectos laterais para buscar esse todo articulado da tese do autoritarismo como produto social. Poucos reúnem informações detalhadas sobre o país focado. Faltam dados sobre os autores escolhidos (38 no total). No conjunto, apesar das falhas, o mosaico é interessante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CARICATURA&lt;/b&gt; O volume "África e Ásia" [392 págs.], por exemplo, traz dois artigos sobre a Tunísia. O mais vigoroso é de Michel Camau. Professor de ciência política da Universidade de Aix-en-Provence, na França, ele argumenta que o país africano, precursor da Primavera Árabe, transformou-se numa caricatura das "contradições da suposta democratização do mundo no contexto da intensificação e da liberalização do comércio".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Partindo da herança colonial na formação das elites do país, o autor desenvolve o conceito de "autoritarismo de mercado", que mescla repressão, mercado aberto aos produtos europeus, liberdade para os capitais e controle das migrações. Uma estratégia que Camau resume assim: "Os mercados, agora; a democracia, depois".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No outro artigo, a pesquisadora francesa Béatrice Hibou mostra as ligações entre o Estado de Ben Ali e os empresários, que receberam financiamentos e outras benesses no "milagre econômico" tunisiano. Os dois capítulos foram escritos antes da revolta que derrubou o ditador e destampou a panela de pressão de toda a região. Mas ajudam a entender as razões da revolta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já para compreender a situação chinesa, Jonathan Unger se debruça nos motivos que levam a classe média urbana do país a aderir ao regime. Diretor do Centro da China Contemporânea da Universidade Nacional da Austrália, ele descreve como o crescimento viabilizou aumentos de salários para professores, médicos, engenheiros e funcionários públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembra que, num único ano, no final dos 1990, o salário de todos os professores das universidades públicas mais prestigiadas dobrou. "Se houver outra explosão como a de Tiananmen, muitos deles [os instruídos urbanos] vão preferir o outro lado das barricadas -o lado do governo", prevê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ESFACELAMENTO&lt;/b&gt; Urger tem a avaliação de que a classe média chinesa se tornou um bastião do regime e passou a rejeitar a liberalização política ao olhar o exemplo da União Soviética de Mikhail Gorbatchov. Ali o esfacelamento, que acaba de completar 20 anos, trouxe queda vertiginosa do padrão de vida e corrupção. Por isso, para ele, não há espaço para mudanças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A trama entre política e economia também aparece com força no artigo sobre o controvertido Jean-Bedel Bokassa, presidente da República Centro-Africana de 1966 a 1979. Brian Titley, professor da Universidade de Lethbridge em Alberta, no Canadá, descreve como os interesses coloniais, da elite local e do Estado se entrelaçaram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando essa costura se rompeu e Bokassa nacionalizou petrolíferas e empresas francesas, passou a ser pintado como extravagante e monstruoso: seus inimigos eram jogados aos crocodilos e ele comia carne humana. Histórias inventadas pelo serviço secreto francês, conta Titley, para quem "só destruindo a reputação de Bokassa seria possível justificar a invasão que o derrubou".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há nada sobre Muammar Gaddafi na coleção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O volume "Europa" [309 págs.] traz análise de Robert Gellately, professor de história da Universidade da Flórida, sobre a Alemanha. Ele aponta como "o desemprego minou a força dos trabalhadores organizados e muitos começaram a achar que deveriam dar uma oportunidade a Hitler".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gellately recorda que os primeiros campos de concentração foram criados em 1933, saudados pela imprensa como "lugares para onde mandar os comunistas e outros inimigos do povo". Lembra a perseguição do regime a minorias e a campanha de esterilização em massa, que não teve resistência da Igreja Católica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mesmo volume, Marc Ferro, em texto de 1985, aborda a URSS. Já o regime de Vichy é avaliado por Marc Olivier Baruch. Professor da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais de Paris, ele destrincha como as elites francesas se acomodaram ao sistema de capitulação aos nazistas. Enfatiza as ambiguidades e de como esse lado da história teima em ser esquecido. Afinal, nem todos que alegaram ter participado da resistência a Hitler de fato estiveram nessa luta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;AMBIGUIDADES&lt;/b&gt; Questão semelhante é levantada em relação ao combate ao regime militar no Brasil: se todos se tornaram resistentes e democratas, como a ditadura durou 21 anos?, perguntam as organizadoras da obra. Na busca de respostas, há artigos sobre as marchas da Família com Deus pela Liberdade (foram 69, 80% delas após o golpe militar), a Associação Brasileira de Imprensa (que teve comportamento ambíguo em alguns momentos), a Arena (o partido da ditadura).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o forte sobre esse período no volume "Brasil e América Latina" [606 págs.] é o enfoque cultural. Marcos Napolitano, professor de história da USP, tenta escapar da dicotomia entre resistência e cooptação e descreve uma produção artística cheia de meandros e contradições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Napolitano mostra como a ditadura no início buscou dissolver as conexões entre a cultura de esquerda e os movimentos populares. Depois, com o Ato Institucional n° 5, ampliou a repressão, tentando atacar a mobilização da classe média. A partir de 1979, com a Anistia, quis controlar a desagregação do regime.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usando conceitos do nacionalismo, a ditadura se aproximou de artistas e intelectuais de esquerda e financiou projetos (cinema, teatro, folclore etc.). A música popular dos festivais era uma válvula de escape para as críticas ao regime, que sonhava com uma reconciliação com a classe média. No final dessa época, o Estado atuou no processo de mercantilização cultural, nota o autor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria bom acrescentar à análise o papel-chave que a televisão desempenhou durante todo o período. Também as conexões com o meio empresarial pouco aparecem nos textos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No conjunto, os três volumes fazem um inesperado e difuso turbilhão de informações. Demonstram que não é possível explicar autoritarismos pela simples existência de populações infantilizadas ou medrosas. Apontam para os consensos e legitimidades -sem defendê-los, pedem as organizadoras. Registram nacos de "um século marcado por muitas ditaduras, em diversos países e continentes, com culturas, tradições e passados diversos, que tiveram apoio da sociedade".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-6888308491396536887?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/6888308491396536887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/como-nasce-uma-ditadura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6888308491396536887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6888308491396536887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/como-nasce-uma-ditadura.html' title='Como nasce uma ditadura'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0YGI5SwXMTE/TxboD839KwI/AAAAAAAAAzI/Hjd2GI3RszY/s72-c/ditadura+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8151344599917237517</id><published>2012-01-17T11:53:00.000-03:00</published><updated>2012-01-17T11:53:34.557-03:00</updated><title type='text'>William Shakespeare - Inspiração sem fim para o cinema</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QMEQsH3xDI8/TxWLVJZ1zXI/AAAAAAAAAzA/iRadA79cWqY/s1600/william-shakespeare.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://4.bp.blogspot.com/-QMEQsH3xDI8/TxWLVJZ1zXI/AAAAAAAAAzA/iRadA79cWqY/s400/william-shakespeare.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por José Geraldo Couto, da Carta Capital&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;William Shakespeare (1564-1616) viveu três séculos antes da invenção do cinema, mas não existe outro autor que tenha sido levado tantas vezes às telas: o Internet Movie Database (IMDb) registra nada menos que 858 títulos, entre longas-metragens, telefilmes e minisséries.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira adaptação cinematográfica de Shakespeare de que se tem notícia é o curta britânico King John, de 1899, que mostrava apenas a cena da morte do protagonista. De lá para cá, cineastas de todos os cantos do mundo mergulharam no universo shakespeariano em busca de inspiração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As peças mais revisitadas do bardo foram Hamlet, Macbeth e, claro, Romeu e Julieta. Alguns diretores de primeiro time, como Laurence Olivier, Orson Welles e Akira Kurosawa, têm vários Shakespeares em sua filmografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do homem William Shakespeare não há muito o que dizer, até porque sua biografia é repleta de sombras e pontos cegos. Sabemos que nasceu em Stratford-upon-Avon e aos 18 anos engravidou a amante Anne Hathaway, oito anos mais velha, com quem casou e teve três filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 28 anos, já era um ator e dramaturgo conhecido em Londres. Em 1599 se tornou sócio do Globe Theatre, que ganhou patrocínio real quando o rei James subiu ao trono, em 1603.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato de Shakespeare ter suas obras saqueadas das mais diversas maneiras em nossa época não deixa de ser irônico, já que ele próprio se servia sem cerimônia das fontes mais variadas, inclusive da literatura de seus antecessores e contemporâneos. “Somos da mesma substância de que são feitos&amp;nbsp;os sonhos”, escreveu em A Tempestade. Parecia estar falando, profeticamente, do cinema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Conheça algumas produções baseadas na obra shakespeariana:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Henrique V (1944)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realizada no calor da luta contra o nazismo, a versão de Laurence Olivier do épico patriótico de Shakespeare sobre a Batalha de Agincourt (1415) começa&amp;nbsp;com uma encenação da peça no Globe Theatre e ganha aos poucos a liberdade do cinema. Olivier dirigiu e protagonizou também Hamlet (1948) e Ricardo III (1955).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Macbeth (1948)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Macbeth (Orson Welles), nobre escocês do século XI, mata seu soberano e seus rivais para realizar a profecia ouvida de bruxas de que se tornaria rei. A versão de Welles, de baixo orçamento e com elenco teatral, tem uma ambientação selvagem e fantasmagórica. O diretor voltaria a Shakespeare com Otelo (1952) e Falstaff (1965).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;Ran (1985)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao transpor a tragédia Rei Lear para o Japão medieval, Kurosawa fez uma mudança: em vez de filhas, o protagonista (Tatsuya Nakadai) tem três filhos que se digladiam pelo poder e pelas terras. Um dos filmes mais exuberantes de Kurosawa, é também um libelo pacifista. O diretor já adaptara Macbeth em Trono Manchado de Sangue (1957).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8151344599917237517?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8151344599917237517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/william-shakespeare-inspiracao-sem-fim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8151344599917237517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8151344599917237517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/william-shakespeare-inspiracao-sem-fim.html' title='William Shakespeare - Inspiração sem fim para o cinema'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-QMEQsH3xDI8/TxWLVJZ1zXI/AAAAAAAAAzA/iRadA79cWqY/s72-c/william-shakespeare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8902311907303579405</id><published>2012-01-16T10:07:00.000-03:00</published><updated>2012-01-16T10:07:03.869-03:00</updated><title type='text'>Clint Eastwood: "O trabalho me mantém jovem"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WeE_R3Iokx0/TxQgyW1FLCI/AAAAAAAAAy4/Cr5CWBo-AoQ/s1600/mi_285448772454770.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-WeE_R3Iokx0/TxQgyW1FLCI/AAAAAAAAAy4/Cr5CWBo-AoQ/s400/mi_285448772454770.jpg" width="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Elaine Guerini, da Revista Época&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos 81 anos, o ator e cineasta Clint Eastwood não dá sinais de cansaço. Apesar da pele envelhecida e da voz mansa, ele conserva o charme e a determinação dos caubóis que interpretou no passado. E tem uma receita: levanta pesos todos os dias de manhã, antes de encarar um dia de filmagem. Mas é o trabalho, mais do que tudo, que para ele o mantém com espírito jovial e ainda em atividade. Na semana passada, aceitou ser capa da revista do jornal francês “Le Monde”, sob a condição de não ter suas rugas apagadas pelo Photoshop. “Esperava ter me aposentado 30 anos atrás. Como não aconteceu, será preciso mais que uma dor nas costas para me fazer parar’’, brincou Eastwood, em entrevista à ISTOÉ em Los Angeles. Ele está lançando “J. Edgar”, protagonizado por Leonardo DiCaprio, com estreia agendada para a sexta-feira 27 nas telas brasileiras. A cinebiografia reconstrói a trajetória profissional e pes­soal de J. Edgar Hoover, chefe do FBI (Federal Bureau of Investigation) por 48 anos. Eastwood quis contar a história dessa lendária figura pública dos EUA porque, além de fascinante, a sua vida permite traçar paralelos com personalidades atuais. “O fato de ninguém con­seguir tirá-lo do cargo me lembra alguns figurões de hoje, pessoas que se recusam a perder o poder, seja o pre­sidente de um estúdio de Hol­lywood, seja um magnata das comunicações”, diz o cineasta na entrevista a seguir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sr. está lançando “J. Edgar”, mais um filme em que apenas dirige. Não sente falta de atuar?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Clint Eastwood&amp;nbsp;&amp;nbsp;-&amp;nbsp;Não. Mas não descarto essa possibilidade. Confesso que no set de “Gran Torino’’, que dirigi e do qual fui o protagonista, muitas vezes eu me perguntava: por que estou atuando? Para que fazer os dois trabalhos?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A que conclusão chegou?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como eu estava lidando com um elenco de atores não profissionais, funcionava um pouco como professor de interpretação, independentemente de ser o diretor. Mas é verdade que, dependendo do meu humor, eu me pergunto: por que você ainda se importa com tudo isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fazer filmes não é mais uma prioridade?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho com o cinema a mesma relação que tenho com o golfe. Adoro jogar golfe, mas não quero ter a obrigação de praticá-lo todos os dias. Claro que aprecio o fato de eu ainda ter o que fazer, o trabalho me mantém jovem. Pelo menos é assim que entendo. Ainda não estou preparado para me aposentar. O que poderia fazer? Certamente, ficaria bebendo cerveja pensando no que passou e nas coisas que eu poderia ter feito diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É verdade que o sr. gosta de se exercitar antes das filmagens, montando uma academia de ginástica no set?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não chega a ser uma academia. Gosto de levantar peso quando chego ao set, bem cedinho. É para melhorar a minha circulação.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Isso faz parte do seu ritual matinal?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim. Procuro me cuidar. Nos estúdios da Warner há uma ótima academia e, às vezes, eu passo por lá. Acho ótimo me exercitar pelo efeito que isso me proporciona, tanto físico quanto mental. Muitas vezes, o exercício ajuda a tirar a minha mente do que estou fazendo. Assim, quando eu volto ao assunto, tenho um olhar revigorado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sr. acha que J. Edgar Hoover aprovaria o seu novo filme?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei. Talvez ele o odiasse. Hoover não foi um cara necessariamente mau. Prefiro pensar que ele foi um homem bom que ultrapassou os limites. A maioria das pessoas que comete excessos não gosta de admiti-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Hoover gostava de se vangloriar na vida real. A cinebiografia não faz o mesmo com o personagem?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu não tivesse preenchido lacunas na sua vida, não teríamos filme algum. São poucos os livros publicados sobre ele e muitos apenas fazem especulações. Mesmo quando Hoover estava vivo, ninguém sabia muito sobre o homem, a não ser o que saía nos jornais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como ele era tratado pela mídia na época?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como um dos policiais mais admirados e temidos do país. Eu mesmo cresci tendo Hoover como um herói. Só muito mais tarde descobri que a história não era bem assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O que mais o fascina na personalidade de Hoover?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sua obsessão pelo poder. Ele comprova a teoria de que as pessoas sempre fazem coisas estranhas quando estão no topo do mundo. A verdade é que ninguém deveria ficar no mesmo cargo por tanto tempo. No seu caso, foram 48 anos, é tempo demais. Muitas vezes, vemos os governantes perder a noção do que fazem em apenas alguns anos de administração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por que essa história é relevante nos dias de hoje?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podem ser feitas muitas analogias entre a trajetória dele e a sociedade atual. A paranoia que o levou à caça aos comunistas não é muito diferente do sentimento pós-11 de setembro, que mantém o mundo em constante tensão diante dos terroristas. O fato de ninguém conseguir tirá-lo do cargo também me lembra alguns figurões de hoje, pessoas que se recusam a perder o poder, seja o presidente de um estúdio de Hol­lywood, seja um magnata das comunicações. Essas pessoas esquecem que, ficando tempo demais num cargo, perdem a sua utilidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Que excessos de Hoover mais o incomodam?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele foi maldoso com muitos, inclusive com o senador Robert Kennedy, que detestava. Quando o presidente John Kennedy foi assassinado, Hoover deu a notícia de uma forma cruel. A maneira como ele usava a informação para exercer a autoridade era terrível. Foi Hoover quem indiretamente ajudou Lyndon Johnson a se tornar o vice-presidente de JFK. Johnson era seu amigo e ele impôs o seu nome ao ameaçar expor a conduta sexual de JFK. O FBI tinha um arquivo meticuloso sobre esse tópico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ironicamente, o filme trata com bastante sutileza a suposta homossexualidade do ex-diretor do FBI.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O roteiro procurou incorporar todas as especulações sobre o personagem, inclusive a hipótese de que ele gostava de se vestir de mulher. Não seria justo, contudo, apresentar isso co­mo verdade. No filme ele só põe o vestido da mãe quando ela morre. E o que isso quer dizer? Que ele era gay ou que queria apenas se sentir perto da mãe? Tratamos da mesma maneira o seu suposto envolvimento com o seu assistente Clyde Tolson. Quem poderia saber se eles realmente foram amantes?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ele gostava de circular por Holly­wood. O sr. o encontrou alguma vez?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não. O mais perto que cheguei foi conhecer algumas pessoas que trabalharam com ele no FBI. Eu me lembro bem de vê-lo posando com estrelas de cinema. Recordo da foto em que aparece beijando Shirley Temple nos jornais, nos anos 1930. Como eu era garoto, vê-lo ensinando a menina a montar num cavalo mecânico me marcou. Na medida do possível, fiz questão de incluir situações que fizeram parte da minha infância. As fotos do bebê Lindbergh que mostro no filme são reais (a trama aborda o sequestro do filho do aviador Charles Lindbergh, um caso que Hoover ajudou a solucionar).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Leonardo DiCaprio correspondeu às suas expectativas para o papel?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Completamente. Leo é mesmo um dos atores mais aplicados de sua geração e não tem medo de trabalhar duro. Como Morgan Freeman, Gene Hackman ou Hillary Swank, outros que adorei dirigir, ele chega ao set preparado para tudo. E é assim que eu gosto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Não pensou em usar um ator mais velho para a fase final de Hoover e, assim, evitar o uso de uma maquiagem pesada?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria Leo dos 20 aos 70 anos. Entendo que a plateia observe a maquiagem por alguns segundos, tentando imaginar se será assim mesmo que ele ficará na velhice. Espero, no entanto, que o público supere isso rapidamente e siga o personagem, sem pensar mais no assunto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por que o sr. não gosta de filmar uma cena muitas vezes?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos atores acham que podem fazer melhor a partir da segunda tomada, mas nem sempre é verdade. O próprio Leo me pediu para fazer de novo algumas cenas. Às vezes, ele estava certo, apresentando uma melhora na nova tomada. Outras vezes, não. O problema é que muitas vezes o ator quer buscar a perfeição.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E isso não é bom?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Claro. Mas não é preciso. Conheço atores que são bons até quando erram (risos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Lembra de algum caso específico?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando dirigi Meryl Streep em “As Pontes de Madison’’, eu lhe mostrei uma versão inacabada do filme e ela reclamou. Disse: “Você guardou todos os meus erros! Eu respondi: “Claro! Eles são tão bons” (risos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Com a experiência, não acha que tem muito mais a dizer?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade. Eu nunca me conformei com o fato de Billy Wilder, que viveu até os 90 anos, ter se aposentado aos 60. Eu me perguntava por que o cara que fez “Quanto Mais Quente Melhor’’ e “Crepúsculo dos Deuses’’ parou de filmar. O mesmo eu sentia com relação a Frank Capra, que costumava visitar. Até hoje não entendo o que aconteceu. Não sei se eles é que deixaram o cinema ou se foi o cinema que os deixou.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sr. se vê como o cineasta português Manoel de Oliveira, na ativa aos 103 anos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É cedo para dizer. Conheci Manoel no Festival de Cannes, anos atrás. quase perguntei: qual o uísque que o sr. toma? Manoel ainda tem muita vitalidade, como quem está determinado a chegar aos 110. Às vezes, até fico desconfiado. Ou ele é mesmo incrível ou andou mentindo. Talvez Manoel esteja com 60 anos e diga ter passado dos 100 só para ouvir as pessoas dizer como ele ainda está bem para a idade (risos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Já sabe qual será o seu próximo filme?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu ia filmar “Nasce uma Estrela’’ com Beyoncé. Mas tive de adiar porque ela ficou grávida. Adiamos o projeto por um tempo. Talvez o façamos num futuro próximo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8902311907303579405?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8902311907303579405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/clint-eastwood-o-trabalho-me-mantem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8902311907303579405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8902311907303579405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/clint-eastwood-o-trabalho-me-mantem.html' title='Clint Eastwood: &quot;O trabalho me mantém jovem&quot;'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-WeE_R3Iokx0/TxQgyW1FLCI/AAAAAAAAAy4/Cr5CWBo-AoQ/s72-c/mi_285448772454770.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8747032864379261152</id><published>2012-01-10T11:14:00.001-03:00</published><updated>2012-01-10T11:17:16.038-03:00</updated><title type='text'>O recado de Immanuel Kant aos chineses</title><content type='html'>&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; font-weight: bold; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EY1dWyC5S_0/TwxHgrrlMnI/AAAAAAAAAyw/o06n6Bf1nYA/s1600/kant.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-EY1dWyC5S_0/TwxHgrrlMnI/AAAAAAAAAyw/o06n6Bf1nYA/s400/kant.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Do Caderno Ilustríssima&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Alemães e chineses&amp;nbsp;tinham objetivos diferentes ao negociar "Arte do Iluminismo", a primeira exposição internacional do Museu Nacional da China após uma ambiciosa reforma que durou quatro anos e consumiu US$ 380 milhões.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Para o lado europeu, o objeto da mostra representa "um fenômeno universal que simboliza diversidade, abertura e tolerância", como define a apresentação da série de palestras "Iluminismo em Diálogo", paralela à mostra.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Já os chineses viram no convênio com três grandes acervos alemães uma oportunidade para dar um ar de "classe mundial" ao museu, anunciado como o maior do mundo e localizado na supervigiada praça da Paz Celestial, onde qualquer manifestante está sujeito a anos de prisão. A aposta é na opulência, e não na ousadia.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Em abril passado, as diferentes expectativas produziram uma vítima. Escalado para o ciclo de palestras, o sinólogo alemão Tilman Spengler teve o visto negado pelas autoridades chinesas. O motivo: ter participado de um evento em homenagem a Liu Xiaobo, o dissidente preso que ganhou o Prêmio Nobel da Paz. "Ele não é um amigo do povo chinês", justificou um porta-voz do Ministério da Cultura.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Já a exposição caminha para os seus últimos três meses sem provocar maiores polêmicas e com público garantido pelas hordas diárias de turistas do interior. Com cerca de 450 peças, inclui pinturas, móveis e roupas da época e está dividida em nove partes.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Na seção mais ousada, "Emancipação e a Esfera Pública", há um busto do filósofo Immanuel Kant onde se lê: "Tenha a coragem de usar a sua própria compreensão". O veto a Spengler e as centenas de policiais e câmeras do lado de fora sugerem que não.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A ARTE E OS RISCOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Um dos maiores entusiastas da arte chinesa sai de cena. O bilionário belga Guy Ullens vem se desfazendo de sua coleção de arte do país, tida como a maior do mundo, e desistiu de administrar a pioneira galeria UCCA, localizada no 798, o distrito das artes em Pequim.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;As obras estão sendo leiloadas em grandes lotes em Hong Kong, com preços surpreendentes. O maior exemplo foi o quadro "Amor Eterno", de Zhang Xiaogang. Estimado inicialmente em até US$ 4,5 milhões, foi arrematado por US$ 10,1 milhões, recorde para um artista contemporâneo chinês.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Já o UCCA (Centro Ullens para Arte Contemporânea, na sigla em inglês), é um dos maiores espaços culturais de Pequim. Inspirado na Tate Modern, de Londres, reúne três grandes salas de exposição, auditório, biblioteca, loja e restaurante, tudo financiado pelo belga.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;"No longo prazo, este lugar precisa ser administrado por chineses", disse Ullens, em recente entrevista ao jornal "China Daily". "Quem vai assumir o risco? É muito comum no resto do mundo. O que queremos demonstrar para a China é que é possível existir um lugar assim."&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ÓPERA SINO-PERNAMBUCANA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Recém-formado pela Escola de Ópera de Bolonha, o tenor recifense Max Jota, 34, se apresentou no último dia 12 de dezembro no Teatro Nacional de Pequim, o palco mais prestigiado da China. Na programação, nada de Puccini ou Verdi -ele cantou em mandarim.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;Jota é o único brasileiro entre 20 selecionados pelo programa "I Sing Beijing" (eu canto Pequim) em disputadas audições pela Europa e pelos EUA. Em meados de 2011, por 40 dias, eles receberam mais de oito horas diárias de aula para cantar em mandarim e conhecer a história da música chinesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;"O estilo é muito diferente", explica Jota, depois da apresentação. "É muito pela entonação das palavras. Há cinco tons para a mesma palavra. Tecnicamente, é muito difícil, principalmente para quem vem de uma língua latina."&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;O programa incluiu professores do Metropolitan, de Nova York, e tem o ambicioso objetivo de "apresentar a emergente ópera moderna chinesa com um novo gênero na ópera de estilo ocidental". Para os escolhidos, é a chance de entrar num mercado novo e em expansão, em contraste com os centros de ópera tradicionais da Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;"A partir de agora, sou um embaixador da música chinesa", afirma Jota, ex-aluno da Universidade Federal da Paraíba. "Podemos ser chamados a qualquer instante para cantarmos em qualquer lugar do mundo e apresentar a cultura do país."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8747032864379261152?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8747032864379261152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-recado-de-immanuel-kant-aos-chineses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8747032864379261152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8747032864379261152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/o-recado-de-immanuel-kant-aos-chineses.html' title='O recado de Immanuel Kant aos chineses'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EY1dWyC5S_0/TwxHgrrlMnI/AAAAAAAAAyw/o06n6Bf1nYA/s72-c/kant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5097411451074510824</id><published>2012-01-06T18:33:00.000-03:00</published><updated>2012-01-06T18:33:54.848-03:00</updated><title type='text'>Quem ainda escreve carta?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8-7hbtE-gWg/TwdojHV3kpI/AAAAAAAAAyo/ZgMJz8ie2sU/s1600/cartas%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-8-7hbtE-gWg/TwdojHV3kpI/AAAAAAAAAyo/ZgMJz8ie2sU/s320/cartas%255B1%255D.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Alberto Villas, da Carta Capital&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém! Pelo menos que eu conheça, ninguém mais tem tempo de pegar um envelope verde amarelo, o bloco Aviador papel de seda e a caneta Parker 51 para escrever uma carta. Vivemos a era do skype, da msg pelo cel, do e-mail, do vaptvupt, bateu voltou. Quem hoje teria paciência de escrever uma carta e ficar dias e dias esperando a resposta? Se a resposta do e-mail não vem em um minuto já começa aquele tictic nervoso, não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Quem hoje teria paciência de escrever uma carta e ficar dias e dias esperando a resposta?'&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira notícia que tivemos do Brasil foi através de uma carta, aquela de Pero Vaz de Caminha escreveu ao Rei Dom Manuel, o Venturoso: “Posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova…” e por aí ia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante meu auto-exílio em Paris durante a década de 1970, escrevi e recebi centenas e centenas de cartas. Até hoje me emociono ao ver um envelope verde amarelo, daqueles bem antigos onde se lia Par Avion. Acordava cedo e a primeira coisa que fazia era descer quatro andares para buscar a correspondência. Quando tinha envelope verde amarelo era uma festa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro deles, notícias boas, notícias ruins. Os sobrinhos que nasciam, a luta que aumentava, a censura que apertava. Recortes de jornais, fotografias. Se na primeira carta que mandei de lá reproduzi a carta de Pero Vaz de Caminha, a última começava assim: “São 11 horas da noite e cá estou eu sozinho no único cômodo da casa onde ainda resta um pouco de esperança. São nove baús de alumínio empilhados no canto, esperando o navio chegar. Dentro deles, tudo que restou da nossa vida aqui em Paris nestes anos todos. Estou voltando nas asas do tecoteco da anistia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cartas já inspiraram poetas e compositores. Quem não se lembra do rei cantando “Cartas já não adiantam mais/Quero ouvir a sua voz/Vou telefonar dizendo/Que eu estou quase morrendo/de saudade de você”? Renato Russo, que comandava a Legião cantava: “Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor/Porque veio a saudade visitar meu coração”. Milionário e Zé Rico também já derramaram lágrimas em missivas: “Estou escrevendo esta cara meio aos prantos/Ando meio pelos cantos/Pois não encontrei coragem/De encarar o teu olhar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cartas não eram apenas meras cartas. Havia um ritual para escrevê-las. Muitas delas foram guardadas e acabaram virando livros da maior importância. As cartas de Vincent Van Gogh ao irmão Theo, por exemplo. Outras eram literatura pura. Sempre leio e releio as cartas que Caio Fernando de Abreu escreveu a seus amigos. Quanta ternura! Quanta literatura! Caio era daqueles que gostava de se preparar para escrever uma carta. Papel, caneta, um café, um cigarro. E derramava toda a sua dor e sua felicidade nos papéis de seda dos blocos Aviador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos últimos dias estou aqui mergulhado nas cartas que Otto Lara Resende escreveu ao amigo do peito Fernando Sabino, agora organizadas pelo jornalista e escritor Humberto Werneck. São cartas escritas nas décadas de 50,60 e 70 quando o mundo era outro. Cartas deliciosas que às vezes começavam assim: “Fernando: Tráfego engasgado, nervos à mostra, passei na Embaixada, a porta apertou meu dedo, sangrou, xinguei, me indignei, Helena desencavou a bagagem do Benedito, saí lascado pelos Champs Elysées, Concorde, Madeleine, rumo ao subúrbio (esqueci de comprar o Rinoceronte de Ionesco), estrada – na volta se anda mais depressa, num instante estávamos em Soissons, omeletes de queijo, bomba de chocolate. Café três fff, pé na estrada, tempo nublado, meio frio, mas sem chuva.” Quem hoje escreveria assim num e-mail desses tempos modernos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5097411451074510824?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5097411451074510824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/quem-ainda-escreve-carta.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5097411451074510824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5097411451074510824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/quem-ainda-escreve-carta.html' title='Quem ainda escreve carta?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-8-7hbtE-gWg/TwdojHV3kpI/AAAAAAAAAyo/ZgMJz8ie2sU/s72-c/cartas%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3747283116126745127</id><published>2012-01-04T17:02:00.000-03:00</published><updated>2012-01-04T17:02:16.516-03:00</updated><title type='text'>Amós Oz - Pacifista Militante</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Orcr9RZ_Koo/TwSv7aNFbcI/AAAAAAAAAyg/XKmFGv_86x8/s1600/amos_oz.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-Orcr9RZ_Koo/TwSv7aNFbcI/AAAAAAAAAyg/XKmFGv_86x8/s400/amos_oz.jpeg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por José Eduardo Barella, da Revista Veja&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amós Oz, 62 anos, dezoito livros traduzidos em 22 idiomas, é o tipo de intelectual que provavelmente só pode existir em Israel. Pacifista militante, já combateu em duas guerras. Defensor de um Estado palestino, fala com dureza sobre os vizinhos árabes e os responsabiliza pela atual situação de violência permanente, que deverá favorecer, nas eleições desta semana em Israel, o linha-dura Ariel Sharon. Oz é o principal expoente da literatura israelense. Sua obra explora a complexidade de uma sociedade formada originalmente por pessoas provenientes dos mais distantes rincões do planeta e seus dramas cotidianos, traduzidos em personagens marcados pela tensão da guerra interminável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filho de judeus poloneses, nascido em Jerusalém com o nome de Amós Klausner, adotou o sobrenome Oz, que em hebraico significa coragem. Fundador do movimento Paz Agora, Oz pegou em armas em 1967, na Guerra dos Seis Dias, e seis anos mais tarde, na Guerra do Yom Kippur. O conflito não tem solução militar, acredita. A paz só virá com concessões mútuas, dolorosas mas inevitáveis, como acontece num divórcio litigioso. Desde 1986, o escritor mora com a mulher e os filhos em Arad, pequena cidade no Deserto de Negev, de onde, por telefone, deu a entrevista abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;As pesquisas mostram que Ariel Sharon, o candidato da linha dura mais radical, deve vencer as eleições desta terça-feira. Por que o primeiro-ministro Ehud Barak perdeu o apoio dos israelenses?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Oz –&lt;/b&gt; Porque o senhor Yasser Arafat deu um tapa na cara de Barak. Tudo o que os palestinos poderiam pedir Barak ofereceu; mas, quanto mais concessões ele fez, mais violência recebeu em troca. Numa situação dessas, que reação esperar do eleitorado israelense? O apoio a Sharon é natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Com a vitória de Sharon o processo de paz será enterrado de vez?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não gostaria de fazer profecias porque aqui é a terra dos profetas e já existe muita competição nessa área. É difícil prever como será uma negociação envolvendo Sharon e Arafat, dois homens igualmente intransigentes. É claro que tudo pode mudar. Ao longo da História, cansamos de ver heróis nacionalistas fazendo concessões e líderes radicais tomando atitudes moderadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Arafat não fez a maior das concessões ao reconhecer o direito de existência do Estado de Israel na terra originalmente pertencente a seu povo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem fez a maior concessão? Arafat realmente fez uma grande concessão ao reconhecer Israel. Mas os judeus também cederam muito ao abrir mão da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. O que temos são dois povos reivindicando o mesmo território. Ambos têm razão e argumentos fortes. A única solução para a tragédia que vivemos é um compromisso. Os judeus terão de renunciar à metade de sua terra natal e os palestinos, também. Não existe outro país para onde os palestinos ou os judeus possam ir, temos de dividir este. É duro, mas as soluções de compromisso são assim mesmo: nunca satisfazem plenamente as duas partes, seja na separação de um casal ou na dissolução de uma sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Israel não ficou com a melhor parte do território?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei. Israel ficou com o deserto de Negev, que é uma terra inóspita e desabitada, e a costa mediterrânea. Os palestinos ficaram com as montanhas e lugares santos como Belém, a Samaria e Jerusalém Oriental. A divisão é dolorosa para todos. Cada lado sente como se tivesse sofrido a amputação de um membro do corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por quais razões um palestino deveria concordar com a existência do Estado de Israel?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo a dificuldade dos palestinos em aceitar a existência de Israel, mas os judeus não são extraterrestres que vieram de outro planeta. Eles vivem aqui há mais de 2.000 anos. Como pacifista, tenho lutado para que os palestinos tenham seu Estado, vizinho a Israel, mas não no lugar de Israel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A ocupação militar dos territórios palestinos por Israel, com toda a violência que implica, não compromete o patrimônio moral da civilização judaica?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ocupação e a repressão contra os palestinos são repugnantes e precisam acabar. Mas o ciclo de violência, terrorismo, opressão e ocupação só vai acabar por meio de um acordo de paz que contemple a criação do Estado palestino. O que está faltando é o reconhecimento mútuo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O senhor acusa os palestinos pela atual onda de violência, mas não foi Ariel Sharon que detonou as agressões ao visitar a área mais venerada pelos muçulmanos em Jerusalém?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse senhor agiu como se fosse um elefante numa loja de cristais. Mas a visita de uma pessoa a um lugar santo, por mais provocadora que seja, não dá para justificar tanta violência. Não acredito que os israelenses sairiam matando palestinos se um líder deles visitasse um lugar de culto dos judeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O acordo de Oslo, que deu início ao processo de paz, foi assinado há oito anos, mas parece que a situação, em vez de evoluir, retrocedeu. O que saiu errado?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdemos uma boa oportunidade no começo das conversações, quando havia entusiasmo de ambas as partes para chegar a um acordo definitivo. Mas ainda acho que a paz é viável, já que nenhum dos dois lados deixará de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por que ainda não foi possível chegar a um acordo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque está ocorrendo uma considerável radicalização das posições palestinas, principalmente por motivos religiosos. Eles reivindicam soberania exclusiva sobre os lugares santos disputados pelos dois lados. Há ainda a questão da volta dos refugiados e a insistência em querer abolir o Estado de Israel. Enquanto esse radicalismo persistir, as chances de paz serão mínimas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Israel não adota posições igualmente radicais?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Israel assumiu posições mais moderadas sob a liderança do primeiro-ministro Ehud Barak. Pela primeira vez em trinta anos, os israelenses admitem a possibilidade de existir um Estado palestino, estão dispostos a devolver todo o território da Cisjordânia e até a dividir Jerusalém. É uma mudança dramática de posição. Barak fez tantas concessões que perdeu a maioria no Parlamento e, seguramente, a possibilidade de ganhar as eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É o máximo que Israel pode conceder?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ir além disso significa um suicídio. A volta dos 3,5 milhões de refugiados reivindicada pelos palestinos seria mortal para Israel. Porque significa mais que a existência de dois Estados, um palestino e outro judeu. Significa que teremos, mais cedo ou mais tarde, dois Estados palestinos e nenhum judeu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O problema dos refugiados palestinos não é conseqüência direta da criação de Israel?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na época de sua criação, o Estado de Israel recebeu 1 milhão de judeus que viviam em países árabes. Enquanto isso, 60.000 palestinos que moravam onde hoje é Israel tiveram de se mudar para países vizinhos. Com a criação do Estado palestino, é justo que os refugiados palestinos possam estabelecer-se no novo país, mas não em Israel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como convencer os refugiados palestinos e os países árabes que os abrigam a aceitar essa solução?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Israel tem um território equivalente a 1% da área dos países árabes. É preciso fazer um acerto no qual os refugiados recebam uma indenização financeira equivalente ao valor das terras que eles deixaram para trás em 1948. Os judeus que abandonaram suas propriedades naquela época também devem ser indenizados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual a solução para outras questões fundamentais, como a situação de Jerusalém e o futuro dos assentamentos israelenses em áreas palestinas?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso de Jerusalém, acho que a parte judaica deveria ser administrada pelos judeus e a parte árabe pelos palestinos. Israel reconheceria a soberania palestina sobre o Monte do Templo e os palestinos respeitariam as ligações religiosas, históricas e afetivas dos judeus com esse lugar santo. Sobre os assentamentos judeus, em sua maioria os colonos deveriam ter o direito de continuar onde estão, com autorização das autoridades do futuro Estado palestino, e ser tratados como cidadãos palestinos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Existe alguma chance de israelenses e palestinos conviverem pacificamente?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vão ter de conviver de uma forma ou de outra. A solução é estipular as fronteiras e fazer com que vivam como vizinhos decentes. Agora, não dá para imaginar israelenses e palestinos juntos, dividindo a mesma cama numa lua-de-mel. Seria o mesmo que propor a unificação de Brasil e Argentina: vocês acham que formariam uma nação feliz?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;No caso de palestinos e israelenses, meio século de conflitos demonstrou que não se trata de uma questão de felicidade, mas de total impossibilidade de convivência.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os países da Europa Ocidental passaram 800 anos em lutas cruentas antes de chegar à realidade do mercado comum e das fronteiras abertas. Pode demorar 800 anos, mas, a exemplo do que ocorreu na Europa, o que hoje parece impensável vai acabar acontecendo: algum dia, os povos do Oriente Médio vão viver como uma família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os palestinos vão aceitar paz pela via da negociação?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que muitos palestinos&amp;nbsp;apoiam&amp;nbsp;uma solução negociada com Israel. A maioria dos conflitos do mundo é resolvida por meio de negociações e de concessões de lado a lado. Israelenses e palestinos já estão cansados da guerra, e eu chamaria essa fadiga de síndrome da paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mas os palestinos parecem menos cansados e mais dispostos a seguir lutando por seus direitos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles não têm um Estado independente, que nós israelenses já temos. Muitos ainda vivem sob ocupação estrangeira. Tudo isso os motiva ainda mais a continuar lutando. Quando tiverem seu Estado, o ímpeto nacionalista tenderá a diminuir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como é viver num país em estado de guerra permanente?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Terrível. Eu nasci em Jerusalém em pleno conflito e tenho memórias amargas de minha infância. Até hoje nunca pisei em certos bairros de Jerusalém porque, se for lá, me passam a faca. Na época da independência, em 1948, o setor judeu sofreu um cerco igual ao de Sarajevo. Fui para o campo de batalha em 1967 e em 1973. Apesar de ser pacifista militante há mais de trinta anos, sei que um perigo mortal paira sobre Israel e nos faz viver constantemente encostados na parede. Tenho consciência de que os palestinos vivem em condições semelhantes. É uma tragédia, mas me recuso a pintar o quadro de preto e branco. A situação não é como na África do Sul do apartheid, onde era possível saber quem era mocinho e quem era bandido. O conflito aqui é entre o certo e o certo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como o conflito árabe-israelense interfere em sua obra literária?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meus livros falam do povo israelense, das pessoas que vivem aqui e sofrem uma influência dramática do conflito árabe-israelense. Mas nunca usei meus romances para transmitir uma idéia política. Quando quero divulgar minhas posições, uso ensaios ou artigos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O senhor lê obras de autores árabes?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, mas infelizmente leio apenas obras traduzidas. Meu autor favorito é meu amigo Naguib Mahfouz (escritor egípcio, ganhador do Nobel de Literatura em 1988).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Muitos árabes nasceram em Israel, falam o hebraico e estão integrados ao país. Isso não cria um conflito interior insuportável?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ser palestino nascido em Israel é uma condição ambígua e dolorosa. Como disse um deles, "é duro ver meu povo em guerra com meu país". Eles estão no meio da discussão. Uma das características mais interessantes dos israelenses é que você não encontra duas pessoas que concordem sobre todos os assuntos. É difícil até mesmo que um israelense concorde consigo mesmo, porque aqui todos têm a mente e a alma divididas. Os palestinos nascidos em Israel têm opiniões diferentes das dos judeus e vice-versa. E temos ainda os imigrantes judeus que vieram de vários países.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Esse conflito pode afetar a unidade da sociedade israelense?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Oz – Não acredito. Os israelenses têm uma expressão verbal exacerbada: eles conversam, falam, gritam e discutem, mas não costumam matar-se uns aos outros. Talvez por causa da memória do holocausto, ou até mesmo por causa da história do povo judeu, existe um tabu sobre a possibilidade de uma guerra civil entre judeus. O que temos é uma guerra civil verbal o tempo todo. A divisão é complexa: não se trata apenas de judeus de origem européia e de origem oriental, ou de religiosos e seculares. Trata-se de um mosaico que abriga diversos grupos e subgrupos. Isso, curiosamente, é bom para Israel: não temos uma sociedade dividida por causa de um assunto, mas de vários.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O senhor acha que vai viver para ver a paz no Oriente Médio?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Está muito claro que vamos acabar tendo, infelizmente, a criação de dois Estados. Digo infelizmente porque nenhum dos dois lados vai ficar satisfeito com a paz que será alcançada. Não será uma cena de Dostoievski, de irmãos se abraçando. Não haverá uma reconciliação, mas um acordo mais parecido com um divórcio do que com uma lua-de-mel. Não posso dizer quanto tempo vai demorar, mas sei que vai acontecer. Simplesmente porque não há alternativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3747283116126745127?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3747283116126745127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/amos-oz-pacifista-militante.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3747283116126745127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3747283116126745127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/amos-oz-pacifista-militante.html' title='Amós Oz - Pacifista Militante'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Orcr9RZ_Koo/TwSv7aNFbcI/AAAAAAAAAyg/XKmFGv_86x8/s72-c/amos_oz.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-219061828003810887</id><published>2012-01-03T23:49:00.000-03:00</published><updated>2012-01-03T23:49:29.544-03:00</updated><title type='text'>Ainda é preciso ler Freud?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2i8WEOH0_Z8/TwO-Jn_Ph9I/AAAAAAAAAyU/FcnA-wnUcf8/s1600/freud-slider.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://3.bp.blogspot.com/-2i8WEOH0_Z8/TwO-Jn_Ph9I/AAAAAAAAAyU/FcnA-wnUcf8/s400/freud-slider.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Fernando Aguiar, da Revista Cult&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fora do círculo familiar, os 50 anos de Freud foram festejados apenas pelo pequeno grupo de psicanalistas vienenses que se reuniam em sua casa todas as quartas-feiras desde o outono de 1902. A ocasião era propícia a comemorações: não sendo mais o único analista, sua psicanálise já ultrapassara os limites de Viena – a conquista dos “arianos” de Zurique neutralizara a vil acusação de “ciência judia”. Vivia-se a fase áurea da clínica psicanalítica e, em termos de publicações de fôlego, jamais haveria para Freud ano igual ao anterior (1905). Além do livro sobre os chistes e do “Caso Dora”, houve os Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, com o qual ele adicionara ao discurso do desejo (1900) o discurso da pulsão, definindo categoricamente os dois eixos centrais de sua investigação metapsicológica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como presente de aniversário, os alunos ofereceram-lhe um medalhão, realizado pelo escultor K. M. Schwerdtner. Sobre uma face, fora gravado o perfil de Freud, e sobre a outra, a cena de Édipo em frente à Esfinge. Em volta do desenho, um verso de Édipo Rei: “Aquele que resolveu o famoso enigma e que foi um homem de enorme poder”. Lendo a inscrição, Freud teria empalidecido: “Parecia ter visto um fantasma”, escreveu E. Jones. Depois de P. Federn admitir ser o autor da escolha da citação, Freud, agitado, contou que, quando jovem estudante de medicina na Universidade de Viena, costumava olhar os bustos dos antigos professores, imaginando que um dia poderia estar entre eles: o seu traria exatamente a mesma citação de Sófocles inscrita no medalhão com o qual acabava de ser honrado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A posição de marginalidade e ruptura da psicanálise&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desse episódio, apenas a segunda parte do sonho diurno de Freud materializou-se: afinal, como o Édipo da mitologia, ele decifrou, no plano da cultura, o próprio enigma edipiano, adentrando os mistérios da sexualidade humana. Quanto a figurar entre pares, nem seria o caso, pois de fato jamais fora médico; foi um psicanalista e um magnífico professor. Mas, na Universidade de Viena, seu estatuto não passou de um professor extraordinarius, que, no regime acadêmico da época, designava quem se encarregava de cursos que não constavam do currículo oficial obrigatório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse caráter marginal permanece também o destino da psicanálise, e mesmo seu grande trunfo ou talvez condição de sobrevivência. Na academia, em particular, a psicanálise não deve estar no centro de uma formação, mas exterior aos outros domínios. O próprio Freud assumia uma incompatibilidade com toda sorte de “existência oficial” e demandava “independência em todas as direções”. O professor francês Jean Laplanche afirma que o analista [e a psicanálise] nasce e desenvolve-se apenas na marginalidade e na ruptura, e não pode garantir-se senão preservando todo um jogo de extraterritorialidades, em todos os níveis: marginalidade do tratamento em relação às instâncias da vida cotidiana, da análise pessoal em relação aos requisitos das sociedades de analistas, do exercício da análise em relação às profissões reconhecidas (médico ou psicólogo), das instituições analíticas em relação às instituições e aos reconhecimentos oficiais etc. “Como analistas, como pesquisadores e como universitários, afirmamos (…) que a experiência analítica constitui um campo epistemológico específico e autônomo”. A contrapartida é que ela não seja propriedade privada de um indivíduo ou de uma instituição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que ao fim e ao cabo, como teoria do inconsciente, a psicanálise acabaria por se tornar indispensável para todas as ciências que se ocupam da gênese da civilização humana e de suas grandes instituições como a arte, a religião ou a ordem social. “Creio ter introduzido alguma coisa que ocupará constantemente os homens”, escreveu Freud a Binswanger, em 1911.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não há qualquer anseio imperialista na pretensão freudiana. Se a disciplina por ele fundada deve interessar à psicologia, às ciências da linguagem, à filosofia, à biologia, à história da civilização, à estética, à sociologia e à pedagogia, isso não faz mais do que prolongar o movimento mesmo de seu próprio pensamento, “interessado” em todas essas disciplinas, conforme nos explica S. Mijolla-Mellor (Recherches en Psychanalise, 2004). Desse ponto de vista, antes de interessar a outros campos do saber ou da cultura, é a própria psicanálise que tem interesse nesses campos, sendo eles parte constitutiva dela própria. Quanto ao interesse das outras disciplinas pela psicanálise, é certo que tal movimento não elimina o fato da resistência – e esta diz respeito à vexação psicológica dos homens diante de seus desejos inconscientes tais como apontados pela invenção freudiana. Na fundação da Associação Psicanalítica Internacional, em 1910, Freud anunciou aos colegas: “Os indivíduos aos quais fazemos descobrir o que recalcam experimentam hostilidade a nosso respeito; não podemos esperar uma amabilidade simpática da sociedade para com aqueles que desvelam impiedosamente seus defeitos e insuficiências”. Em carta a Arthur Schnitzler, ainda escreveria que a psicanálise não é “um meio de se fazer amar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devemos esperar, por isso, de tempos em tempos, vilanias tais como a infame e medíocre compilação de críticas publicada na França, em 2005, com o nome de O Livro Negro da Psicanálise, no qual Freud é tratado como falsário, trapaceiro e mentiroso (tal como faz agora, em 2010, Michel Onfray em O Crepúsculo de um Ídolo: a Fabulação Freudiana). Costuma-se aproveitar essas ocasiões para mais uma vez se falar em “crise da psicanálise”, o que Jacques Lacan (1901-1981), já em 1974, refuta com vigor, em termos definitivos: “A crise (…) não existe (…).” A psicanálise ainda não encontrou seus próprios limites. Há muito que descobrir na prática e no conhecimento. Em psicanálise não há solução imediata, mas apenas a longa e paciente busca das razões”. Além disso, há Freud, arremata Lacan, “que ainda não compreendemos inteiramente”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-219061828003810887?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/219061828003810887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/ainda-e-preciso-ler-freud.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/219061828003810887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/219061828003810887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/ainda-e-preciso-ler-freud.html' title='Ainda é preciso ler Freud?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2i8WEOH0_Z8/TwO-Jn_Ph9I/AAAAAAAAAyU/FcnA-wnUcf8/s72-c/freud-slider.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-6682658612056302225</id><published>2012-01-02T21:46:00.000-03:00</published><updated>2012-01-02T21:46:50.977-03:00</updated><title type='text'>A grande depressão e o Mágico de Oz</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--iC8GukeJvU/TwJPwcV3RvI/AAAAAAAAAyI/k6BB3i-2wH0/s1600/oz_1282682025.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/--iC8GukeJvU/TwJPwcV3RvI/AAAAAAAAAyI/k6BB3i-2wH0/s400/oz_1282682025.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Christiane Marcondes, do Portal Vermelho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um coração para o homem de lata, um cérebro para o espantalho, coragem para o leão e um lar para Dorothy. Esta é a busca dos personagens de O mágico de Oz, um musical clássico de 1939. A maioria dos fãs compra a versão de que é uma história típica de Hollywood com final feliz. Poderia ser se não tivesse Yip Harpurg como letrista.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yip escreveu também o “hino da depressão”, em 1932, no qual narra o engodo do sonho capitalista. O Mágico de Oz resgata o sonho, realizável além do arco-íris, ou das fantasias do mundo imperialista que Yip, socialista, sempre combateu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Do palco para a depressão&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Posso imaginar o letrista Yip Harburg em um bar freqüentado por roteiristas, artistas, compositores da Broadway, logo após a quebra da Bolsa de Nova York em 1929. Os pedintes nas esquinas o deixam indignado. Também inspiram.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yip começa então a rabiscar num guardanapo a letra da música que se tornaria o verdadeiro hino da depressão norte-americana. Um gole na bebida e um verso: ““Eles me diziam que eu estava construindo um sonho”. Outro gole, novo verso: “Com paz e glória à minha espera”. Engole a seco, conclui a quadra: “Por que então estou aqui na fila/ esperando apenas por um pedaço de pão?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título da canção “Brother, can you spare a dime?” pode ser traduzido por “Amigo, você tem um trocado?”. Bing Crosby gravou em 1932 -- muitos outros famosos regravam até hoje -- e foi um retumbante sucesso.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música expõe a realidade estúpida do operário -- personagem da letra -- que construiu tudo o que constitui o “american way of life”, de ferrovias a mansões, grandes torres e edifícios, mas não tem um tostão no bolso e fica na esquina, espiando a pressa dos ricos na tentativa vã de ser ouvido na sua pobreza.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Da depressão para a guerra&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo passa, chega 1939. O mundo se confronta com a guerra. Yip cria o Mágico de Oz. Dorothy, o leão, o espantalho e o homem de lata metaforizam o drama e transformam a história em uma fábula universal.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A canção-tema, “Somewhere over the rainbow”, gravada por Judy Garland, resgata o sonho, não o capitalista, mas o dos direitos humanos, que Yip persegue como bom socialista. O tema principal? Voltar para casa, um espaço onde somos aceitos, compreendidos e amados!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltar para casa também é chegar a um lugar além do arco-íris, diz a letra, e esse lugar não tem nada a ver com o tal pote de ouro do folclore popular. Também não tem relação com posse ou poder, conforme explica o medroso leão, na cena em que assume por breves momentos o posto de rei dos animais: “A diferença entre um rei e um escravo é a coragem”. Logo a coragem o abandona e ele rasteja diante do mágico no trono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Da Broadway para a lista negra&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yip Harburg, filhos de pais imigrantes de origem russo-judaico, conheceu cedo na pele a pobreza e o preconceito e nunca virou as costas ao passado miserável.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao longo da carreira, escreveu letras para mais de 600 canções em parceria com uma variedade de notáveis compositores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De 1951 a 1961, durante a temporada de caça a artistas, celebridades e jornalistas supostamente remota ou completamente ligados a comunistas, promovida pelo Senador Joseph McCarthy, Yip foi para a "lista negra" em função de suas idéias políticas sobre cinema, televisão e rádio. A Broadway, no entanto, manteve-se livre desse tipo de censura, só por isso o autor pôde continuar trabalhando, embora perseguido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;De Hollywood para o Havaí&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Yip Harburg morreu em 5 de março de 1981 aos 84 anos. Seu espírito visionário não morreu, muito menos sua obra, que continua inspirando ativistas de todo o tipo, como Israel Kamakawiwo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nascido em Honolulu, Israel nunca ocultou a sua posição a favor da independência do Havaí e de defesa dos direitos dos nativos. Regravou “somewhere over the rainbow” em um mix com “What a wonderful World”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cenário, o humor e o ritmo são outros; o sonho, não sei, mas gosto de pensar que continue sendo o mesmo sonho de Yip.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-6682658612056302225?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/6682658612056302225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/grande-depressao-e-o-magico-de-oz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6682658612056302225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6682658612056302225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2012/01/grande-depressao-e-o-magico-de-oz.html' title='A grande depressão e o Mágico de Oz'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--iC8GukeJvU/TwJPwcV3RvI/AAAAAAAAAyI/k6BB3i-2wH0/s72-c/oz_1282682025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3373152196303246976</id><published>2011-12-22T16:58:00.000-03:00</published><updated>2011-12-22T16:58:34.617-03:00</updated><title type='text'>Natal sem entulho</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-JFL99iicj2Y/TvOLuWIoQLI/AAAAAAAAAx8/8hrUlpOnnjM/s1600/1321.consumo_2D00_natal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://1.bp.blogspot.com/-JFL99iicj2Y/TvOLuWIoQLI/AAAAAAAAAx8/8hrUlpOnnjM/s400/1321.consumo_2D00_natal.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Iara Biderman, da Revista Equilíbrio&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eliminar excessos para começar o ano mais leve é um dos clichês da hora: quase ninguém discorda, tampouco põe em prática. E fica todo mundo na mesma, depois da overdose de compras e presentes. Mesmo para quem já adotou uma vida simples, a época é um desafio, diz o empresário americano Dave Bruno, 40. Autor de "100 Thing Challenge" (O Desafio das Cem Coisas) e da proposta de viver com poucos itens, ele dá ideias para aliviar a "bagagem".&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual é o maior desafio do Natal para você?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dave Bruno&lt;/b&gt; - É nos sentirmos obrigados a dar algo especial, que mostre à pessoa "Gastei um bom dinheiro com seu presente". Dar e receber presentes é bom, mas, nessa época, parece que a única forma de expressar afeto é por meio de objetos. O desafio é dar coisas simples. Mas, também, saber recusar presentes em excesso de forma gentil. É difícil, porque as pessoas ficam ofendidas se você diz não querer presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A crise econômica pode ajudar a mudar hábitos de consumo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a crise nos ensinar a ser mais responsáveis e éticos com a economia, pode trazer benefício. Mas já vimos outras situações em que as pessoas esquecem essas lições e voltam a consumir loucamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Por que é tão difícil mudar?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente pensa: "Amanhã, vou doar minhas coisas e me tornar uma pessoa diferente". Não funciona. É mais fácil pensar que, ao longo de um ano, você vai viver com menos e continuar sendo alguém comum. Sugiro eliminar um pouco de cada vez. Comece pelo armário: escolha um conjunto de roupa diferente para usar a cada dia, por duas semanas, e passe dois meses só com essas peças. Assim é fácil perceber o que você precisa e que não é tão difícil viver com menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Na sua lista de cem coisas, você contou todos os seus livros como um só item. Isso pode?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem flexibilidade, não dá para vencer o desafio. Se há um grupo de objetos muito significativos para você, pode contar como um item só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mesmo se for uma coleção com cem pares de sapatos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada de errado em gostar de sapatos, eles são maravilhosos. O que você precisa pensar é o que espera daquele monte de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você fica mais feliz vivendo com menos coisas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você se livra do excesso, fica feliz. Depois passa, a vida continua. Isso é o que faz muita gente desistir. Parar de acumular coisas pode ser bom para o planeta, mas você não vai virar um herói só porque limpou seu armário. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3373152196303246976?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3373152196303246976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/natal-sem-entulho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3373152196303246976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3373152196303246976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/natal-sem-entulho.html' title='Natal sem entulho'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JFL99iicj2Y/TvOLuWIoQLI/AAAAAAAAAx8/8hrUlpOnnjM/s72-c/1321.consumo_2D00_natal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3761036014670428396</id><published>2011-12-21T15:41:00.000-03:00</published><updated>2011-12-21T15:41:23.104-03:00</updated><title type='text'>A moral é medida em dinheiro?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-YfEmlrzKhvo/TvIoJB_wxuI/AAAAAAAAAxw/THYgngmx-4g/s1600/corrupcao2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-YfEmlrzKhvo/TvIoJB_wxuI/AAAAAAAAAxw/THYgngmx-4g/s400/corrupcao2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Marcia Tiburi, da Revista Cult&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tradição teológica e filosófica nunca conseguiu explicar o “mistério da iniquidade”, a existência do mal como potência do desejo e da ação humanas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, a corrupção é o mal do nosso tempo. Curiosamente, ela aparece como uma nova regra de conduta, uma contraditória “moral imoral”. Da governalidade aos atos cotidianos, o mundo da vida no qual ética e moral se cindiram há muito tempo transformou-se na sempre saqueável terra de ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como toda moral, a corrupção é rígida. Daí a impossibilidade do seu combate por meios comuns, seja o direito, seja a polícia. Do contrário, meio mundo estaria na prisão. A mesma polícia que combate o narcotráfico nas favelas das grandes cidades poderia ocupar o Congresso e outros espaços do governo onde a corrupção é a regra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o problema é que a força da corrupção é a do costume, é a da “moral”, aquela mesma do malandro que age “na moral”, que é “cheio de moral”. Ela é muito mais forte do que a delicada reflexão ética que envolveria a autonomia de cada sujeito agente. E que só surgiria pela educação política que buscasse um pensamento reflexivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Pobre, mas honesto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sistema da corrupção é composto de um jogo de forças do qual uma das mais importantes é a “força do sentido”. É ela que faz perguntar, por exemplo, “como é possível que um policial pobre se negue a aceitar dinheiro para agir ilegalmente?” O simples fato de que essa pergunta seja colocada implica o pressuposto de que uma verdade ética tal como a honestidade foi transvalorada. Isso significa que foi também desvalorizada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a conduta de praxe seria não apenas aceitar, mas exigir dinheiro em troca de uma ação qualquer na contramão do dever, é porque no sistema da corrupção o valor da honestidade, que garantiria ao sujeito a sua autonomia, foi substituído pela vantagem do dinheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não somente. Aquele que age na direção da lei como que age contra a moral caracterizada pelo “fazer como a grande maioria”, levando em conta que no âmbito da corrupção se entende que o que a maioria quer é “dinheiro”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verdade é que a ação em nome de um universal por si só caracteriza qualquer moral. É por meio dela que se faz o cálculo do “sentido” no qual, fora da vantagem que define a regra, o sujeito honesto se transfigura imediatamente em otário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se a moral é medida em dinheiro, não entregar-se a ele poderá parecer um luxo. Mas um contraditório luxo de pobre, já que a questão da honestidade não se coloca para os ricos, para quem tal valor parece de antemão assegurado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daí que jamais se louve nos noticiários a honestidade de alguém que não se enquadra no estereótipo do “pobre”. Honesto é sempre o pobre elevado a cidadão exótico. Na verdade, por meio desse gesto o pobre é colocado à prova pelo sistema. Afinal ele teria tudo para ser corrupto, ou seja, teria todo o motivo para sê-lo. Mas teria também todo o perdão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cidadão exótico – pobre e honesto – que deixa de agir na direção de uma vantagem pessoal como que estaria perdoado por antecipação ao agir imoralmente sendo pobre, mas não está. A frase de Brecht seria sua jurisprudência mais básica: “O que é roubar um banco comparado a fundar um?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, sabemos que essa “moral imoral” tem sempre dois pesos e duas medidas, diferentes para ricos e pobres. No vão que as separa vem à tona a incompreensibilidade diante do mistério da honestidade. De categoria ética, ela desce ao posto de irrespondível problema metafísico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois quem terá hoje a coragem de perguntar como alguém se torna o que é quando a subjetividade, a individualidade e a biografia já não valem nada e sentimos apenas o miasma que exala da vala comum das celebridades da qual o cidadão pode se salvar apenas alcançando o posto de um herói exótico, máscara do otário da vez?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3761036014670428396?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3761036014670428396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/moral-e-medida-em-dinheiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3761036014670428396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3761036014670428396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/moral-e-medida-em-dinheiro.html' title='A moral é medida em dinheiro?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-YfEmlrzKhvo/TvIoJB_wxuI/AAAAAAAAAxw/THYgngmx-4g/s72-c/corrupcao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-187607381431019569</id><published>2011-12-20T16:14:00.000-03:00</published><updated>2011-12-20T16:14:46.985-03:00</updated><title type='text'>Évora: O sentir mais profundo da música</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ljrofvAgL_M/TvDebMkomMI/AAAAAAAAAxo/Op07l-FJn5E/s1600/cesaria-evora_pagina_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-ljrofvAgL_M/TvDebMkomMI/AAAAAAAAAxo/Op07l-FJn5E/s400/cesaria-evora_pagina_1.jpg" width="323" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Christiane Marcondes, do Portal Vermelho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Todos os Homens são Mortais, a escritora Simone de Beauvoir narra a vida do Conde Fosca, personagem do século XIII que toma o lendário elixir da vida eterna. No século XX, já imerso em tédio e decepção, Fosca conhece uma vaidosa atriz que descobre sua sina e passa a ter uma ambição além das materiais: quer que ele a ame, assim conquistará uma fama que ultrapasse o tempo, permanecendo para sempre na lembrança de um imortal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Regine, a personagem, não conquista o conde e morre ignorando que a arte é imortal por sua própria natureza. A definição é de Bakunin: “a verdadeira arte é aquela através da qual perpassam rumores de futuro”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um bom critério para julgar o contemporâneo em relação ao eterno. Quantos atores, músicos, artistas vivem a fama e desaparecem no rastro do tempo ainda vivos ou após a morte? Outros estão aqui ainda agora e jamais sairão de cena, permanecem com uma vivacidade a toda prova, é o caso de Cesária Évora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Cesária por Cesária&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a imortalidade de um talento não chega de mãos beijadas. A imprensa e a própria história não cultuam obscuridade e fracasso. Por isso &amp;nbsp;é que as honrarias que a morte lega aos escolhidos da arte geralmente não fazem menção aos sacrifícios que a trajetória em direção à consagração exigem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para Cesária, os aplausos da crítica e a luz dos holofotes da fama chegaram tarde, após 1985 e um período de 10 anos afastada da carreira; "Vivia com minha mãe, que me sempre me amparou", conta no vídeo a seguir, com a tranquilidade de quem nunca se iludiu com outra ambição a não ser dar corpo e voz a uma vocação natural e irrecusável. Confessa que viveu tempos difíceis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que não foi Cabo Verde, terra natal, mas a França, onde deixou muitos fãs e boas lembranças, que elevou seu nome ao panteão dos eleitos: "Até aí, talvez, não tenha encontrado ninguém que me ajudasse", tenta explicar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz referência a mestres portugueses, que lhe ensinaram muito, e arrisca palpite de sucessores seus na sua terra, como a cantora Lura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando confrontada com a afirmação de que ela cantava mais por amizade do que por dinheiro, reage sem alarde: "Quando a gente faz uma apresentação, espera ser paga por ela. Agora, a gente é pouco exigente, contenta-se com um envelope fechado que nos entregam depois de cantarmos", conta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na época da entrevista, estava às vésperas de um grande espetáculo em Lisboa. Seria diferente dos outros? "Será igual", responde sem titubear, sem maiores expectativas: "A minha voz mudou, mas a prática me faz cantar melhor, é técnica, só isso", resume.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclui a entrevista dizendo que, quando tiver que parar, será de vez: "Não quero sentir saudades do palco".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Cesária pelos amantes da sua música&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cantora de Cabo Verde faleceu no sábado, será enterrada nesta terça (20), mas sua obra não passará. E ela já começa a trilhar nova carreira, primeiro na lembrança dos próximos, que aqui a recordam, depois descoberta por gerações que ainda virão. Sua música está em toda parte onde se buscar. Viva a tecnologia!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Nação de pés descalços&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A primeira vez que chorei em Cabo Verde, há quase vinte anos, foi por ter ouvido a voz de Cesária Évora, que se apoderou de mim como um furacão de alma e sentimento. Tinha acabado de chegar ao Mindelo e pela mão do músico Vasco Martins fomos a um bar de amigos, para um serão tranquilo de boa conversa. Estava sentado, distraído com uma qualquer leitura, quando aquele espaço foi invadido por uma voz única, grave, possante. O disco era o “Miss Perfumado”, o CD que haveria de catapultar Cesária para a fama internacional, por via do mercado francófono e a transformaria na maior embaixadora da história do arquipélago, hoje no mapa global muito por responsabilidade do retumbante e espantoso sucesso da sua impar carreira.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No saudoso Café Royal, da mítica Rua de Lisboa, para onde ela ia quase diariamente, numa época em que ainda não tinha que viajar constantemente, com tournês que a obrigavam a ficar tão longe da sua cidade querida, a sua chegada de carro, sempre com um condutor próprio, e a entrada com os pés descalços no estabelecimento, eram dignos de um cerimonial que nunca mais esquecerei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesa onde se sentava Cesária ia-se enchendo e esvaziando, à medida que ela recebia amigos, familiares, conhecidos ou curiosos. Pagava bebidas a todo o mundo, dava dinheiro aos pedintes, brincava constantemente com aqueles que a rodeavam, muitos já adivinhando que ali estava uma fonte inesgotável de talento e projecção. Na sua casa, sempre tinha a porta aberta, com o mesmo espírito generoso, próprio de uma grande matriarca.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, depois do choque inicial, a voz de Cesária Évora ecoa por toda a cidade do Mindelo. Nas ruas, nos cafés, nos bares, nos carros, nas vozes das pessoas. Um mendigo grita no centro histórico do Mindelo: Cesária já morrê! Hoje, Cabo Verde, é uma Nação que se curva, de pés descalços, perante a sua maior Diva."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(João Branco, diretor do Grupo de Teatro do Centro Cultural Português do Mindelo)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Saudade com tinta e pincel&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como na tela de um quadro, a tua voz pinta estas paisagens perdidas e os sentimentos que animam o povo das tuas ilhas. Agradeço à vida o privilégio de te ter conhecido, tu que pela tua voz nos fizeste existir perante os olhos do mundo. Sentimos terrivelmente a tua falta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sodade, sodade, sodade..."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Mayra Andrade, cantora)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Um país empobrecido&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Recebi a notícia com profunda tristeza. Cabo Verde fica mais pobre, da mesma forma que ficou mais rica quando ela nasceu, porque nasceu uma estrela que não se apagará, ficará sempre acesa, a brilhar através da sua música.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Espero que todos os cabo-verdianos, sobretudo os mais jovens, dêem valor ao que ela nos deu; muitos não têm noção do que ela nos ofereceu. A Cesária levou-nos de uma parte do mundo para a outra, levou o nome de Cabo Verde por todo o mundo e, quando ela estava em palco, todo o cabo-verdiano estava lá com ela. Ela levou a morna, e o sorriso, e o calor do Mindelo, e ficará na nossa memória. Estamos profundamente tristes. Que descanse em paz. Todo o mundo da música ficou mais pobre, mas um artista, um poeta, nunca morre.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Tito Paris, músico)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A dor que se espera não dói menos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“É uma notícia triste, embora esperada. A Cesária já não estava bem há algum tempo, mas quando a notícia chega nunca estamos preparados. O extraordinário sucesso internacional da Cesária mudou por completo a forma como a música cabo-verdiana passou a ser acolhida no mundo e, dessa forma, mudou a própria música cabo-verdiana. Mas mais do que isso, julgo que ela foi muito importante para todo o mundo da música em língua portuguesa, porque ela abriu caminhos para todas as outras culturas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que foi extraordinário nela foi ter sido capaz de dar voz a todo esse património que criou. Lembro-me de a ter entrevistado para o Público no início de tudo, antes do sucesso em França. Ela fazia muitos concertos, sobretudo para cabo-verdianos, lembro-me de um na Voz do Operário, para muito pouca gente. E ela já era todo aquele património extraordinário de Cabo Verde, o que explica o seu sucesso era o facto de ela ser muito autêntica naquilo que fazia.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(José Eduardo Agualusa, escritor)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Perfeição musical, referência humana&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Soube esta manhã, um irmão que vive em Cabo Verde ligou-me a dar a notícia. Fiquei atónito: nos últimos tempos tinha-me dedicado, com uma alegria tremenda, a escrever sobre a Cesária, a sua faceta de artista e pessoal, porque muita gente me perguntava sobre ela. Por todos os contactos que tinha, a informação era que a Cesária estava bem, tranquila, a repousar. Eu imaginava-a à espera da sua passagem de ano, que para nós é uma festa muito mais importante do que o Natal. E agora vem esta surpresa. Ouço as reações, todos falam sobre esta perda irreparável, mas nem consigo pensar nisso, só consigo pensar numa enorme tristeza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para mim a Cesária sempre foi o mundo. Cresci numa família de músicos, e ela sempre foi uma grande referência, a Cesária e a minha avó tinham uma relação de grande amizade. Cresci com a ideia que a Cesária era quase a perfeição ao nível musical. Mas eu adorava ir vê-la quando ela ia cantar aem qualquer espaço por causa da sua pessoa, da sua maneira brincalhona. Era isso que eu adorava antes de saber o que a música dela representava. Ela é uma referência incontestável em termos musicais, mas para mim é uma referência humana, absolutamente forte e inspiradora e que eu não quero nunca esquecer.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Flávio Hamilton, ator)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sentir mais profundo da música&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Artista singular, que tão bem soube exprimir a cultura e a tradição musical da sua terra, muito para além das fronteiras da Língua Portuguesa, a memória de Cesária Évora é merecedora da nossa elevada consideração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com pesar que presto a minha homenagem a Cesária Évora, cujo desaparecimento deixa de luto não só a nação cabo-verdiana mas toda a comunidade da lusofonia, ao mesmo tempo que nos lega uma saudade patente na memória de quem a ouviu cantar o sentir mais profundo da música do seu país, um patrimônio que continuará a ser partilhado por todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Cavaco Silva, Presidente da República)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Deusa feita música&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O desaparecimento físico de Cesária deixa-nos sem palavras adequadas e seguras para exprimirmos a funda dor que atravessa o nosso ser. Não se trata aqui de dizer coisas exigidas pelo protocolo ou pela nossa condição de Presidente da República. Cize era - é - única, ímpar, na voz que sobrevoa o pequeno espaço das ilhas e paira sobre o continente vasto de uma nossa alma que rejeita ser feita de pedaços de cada um de nós. Na impossibilidade de retribuirmos a Cesária o que ela nos deu, apenas podemos aprisioná-la nos nossos corações, torná-la deusa, feita música, de um país sofrido, combalido mas eternamente grato a quem tanto fez para dar razão aos que um dia disseram "meu país é uma música".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Jorge Carlos Almeida Fonseca, Presidente da República de Cabo Verde)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-187607381431019569?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/187607381431019569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/evora-o-sentir-mais-profundo-da-musica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/187607381431019569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/187607381431019569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/evora-o-sentir-mais-profundo-da-musica.html' title='Évora: O sentir mais profundo da música'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ljrofvAgL_M/TvDebMkomMI/AAAAAAAAAxo/Op07l-FJn5E/s72-c/cesaria-evora_pagina_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1015460508184743578</id><published>2011-12-19T18:32:00.001-03:00</published><updated>2011-12-19T18:35:23.081-03:00</updated><title type='text'>Enquanto o Chaplin dos games não vem</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GMp6zrk_Rdc/Tu-teAIY3kI/AAAAAAAAAxg/0t_a5mSALXo/s1600/a284_1364_videogame.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" oda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-GMp6zrk_Rdc/Tu-teAIY3kI/AAAAAAAAAxg/0t_a5mSALXo/s400/a284_1364_videogame.jpg" width="357" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Gabriela Longman, da Ilustrada&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O especialista em estudos visuais Josep Català, professor da Universitat Autònoma de Barcelona, defende que a interação possível entre espectador e narrativa pode transformar os jogos de videogame no grande suporte expressivo das próximas décadas, assim como foi a sétima arte ao longo do século 20.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o cinema surgiu, era coisa de mágico, artimanha do demônio, algo a se espiar com desconfiança. Atração de feiras e parques de diversões, dividia espaço com dançarinos anões, animais adestrados, espelhos deformadores de corpo e outras distrações que faziam a alegria das camadas populares em fins do século 19. Mulheres e homens ditos refinados não o frequentavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar do sucesso imediato no grande "museu de novidades", o cinema carregava certa aura vulgar num mundo pautado pelas artes visuais e pela literatura. Àquela altura, ninguém poderia supor que a técnica se tornaria a principal plataforma artística narrativa do século 20.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espanhol Josep Català, professor de direção cinematográfica e estética da imagem na Universitat Autònoma de Barcelona, sugere que fenômeno análogo esteja em curso em relação aos videogames. Vistos ainda pela maior parte das pessoas como brinquedos de adolescentes que buscam apenas dar tiros, pular de fase ou salvar princesas, a interface dos jogos permite uma interação entre o espectador e a narrativa que, segundo o teórico, pode transformar o formato no grande suporte expressivo das próximas décadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"'Anna Kariênina' foi escrita no século 19, virou filme no século 20 e poderia perfeitamente se tornar um jogo de videogame no século 21", disse o teórico, durante recente visita ao Brasil para ministrar palestras sobre estudos visuais, tema de seu livro "A Forma do Real" [Summus Editorial].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os estudos visuais representam para Català uma ampliação da noção de história da arte. Estendem suas fronteiras para além dela e consideram manifestações visuais de naturezas mais amplas -campanhas publicitárias, produtos audiovisuais de toda espécie. Lugar de encontro entre "o real, o imaginário, o simbólico e o ideológico", as imagens e as plataformas de interface são uma forma, talvez a única forma, de adentrar a subjetividade contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O processo de multiplicação de imagens na sociedade em que vivemos tende a deixar as pessoas menos imaginativas?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Josep Català&lt;/b&gt; - A princípio, quando comecei a estudar as questões da imagem, essa era a minha tese. Pensava que a imagem detinha a imaginação na comparação com a literatura, porque aquele que lê pode imaginar, enquanto a imagem já nos oferece essa passagem por feita. Agora já não vejo assim. A imagem não é um muro que bloqueia a imaginação, pelo contrário: está cheia de impulsos e estímulos que projetam a imaginação para mais além.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É possível ficar só com a superfície da imagem, contentar-se com ela, até porque a imaginação é um procedimento que requer esforço, não se produz automaticamente. Penso, então, que há vários tipos de imagem, algumas mais imaginativas e outras que de certa forma fecham as portas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A literatura foi fonte para modos de comportamento no século 19, tal e qual o cinema inspirou comportamentos culturais do século 20. Podemos antever um pouco os suportes que pautam nosso comportamento na chamada nova era?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um fenômeno bem concreto. O século 19 produziu um largo processo de letramento. Com a alfabetização e introdução no mundo literário nas zonas urbanas mais desenvolvidas, o romance se converte no instrumento de socialização por excelência e o mesmo acontece com o cinema. Penso que, neste momento, os videogames estariam prestes a assumir esse posto. Existem a internet e todas as novas tecnologias, mas, de todas, a mais capaz de incorporar a condição emocional e socializante da narrativa é o videogame.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali há uma história que se vive, como se vivia no cinema ou na literatura, e poderíamos pensar inclusive em adaptações. "Anna Kariênina", de Tolstói, foi escrita no século 19, virou filme no século 20 e poderia perfeitamente virar um jogo para videogame.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quais os indícios desse processo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não vimos isso porque a indústria, por enquanto, atira para outro lado, mas dá perfeitamente para pensar. Por enquanto, um videogame dificilmente consegue igualar a complexidade de um livro ou de um filme, mas temos que pensar que, no início do cinema, este também não era capaz de nada muito elaborado. Uma grande parcela da população torceu o nariz para o cinema até os anos 40, 50, sem se dar conta de que ali havia algo muito importante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o cinema começou, as pessoas punham o olho no cinematógrafo e viam um casal que dava um beijo e nada mais. Na época, se alguém dissesse que ali havia um novo parâmetro artístico, seria acusado de louco. E, no entanto, o cinema chegou num ponto em que é capaz de expressar a mesma complexidade de um grande romance.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso então parar, com calma, e ver o videogame como forma simbólica -a possibilidade de criação de mundos imaginários e interface do jogador com esses mundos. A tendência é a de uma maior participação no mundo narrativo, de tal forma que a identificação, que se estabelecia de forma passiva, passe à forma ativa. Essa é a mudança que poderia haver, mas que ainda não se deu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como se estivéssemos esperando por um Chaplin dos videogames...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, exatamente. O exemplo de Chaplin é muito bom, porque Chaplin, de cara, move as massas, faz-se extremamente popular. Também temos que ver que esses novos meios não anulam os anteriores, mas vão se sobrepondo. Ler um livro, ver um filme e participar de um game são experiências distintas e até complementares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Por enquanto, temos visto com cada vez mais frequência no Brasil a adaptações de grandes romances para os quadrinhos...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As histórias em quadrinhos são um meio poderoso que, por muito tempo, foi visto como infantil. Nos últimos anos surgiram as "graphic novels" com histórias pessoais, memórias, investigações. Há uma densidade dos personagens combinadas com potência visual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do ponto de vista estrutural, a HQ se adianta ao cinema. O cinema é um conjunto de imagens que se sobrepõem de modo que a arquitetura cinematográfica não fica visível, enquanto a HQ traz a montagem à tona. No momento em que os desenhistas se deram conta de que tinham uma página para brincar, começaram a inventar novas formas de articulação, muito mais ousadas do que as velhas tirinhas que imitam quadros cinematográficos. Há uma capacidade de interação tremenda, que o próprio cinema agora começa a descobrir, quando reparte a tela e brinca com esses formatos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Estamos vivendo a transição entre uma geração que cresceu com a televisão -um meio passivo- para uma geração que cresceu com internet, que é interativa. A tendência é que seja uma geração mais criativa, mais ousada?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu diria que sim. A geração da televisão, estamos vendo na Europa, é bastante passiva. Há reações ao que está acontecendo, mas também há uma passividade geral diante da crise. As novas tecnologias estão incentivando uma maior participação, mas que ainda não está bem desenvolvida. O potencial da internet como fonte de conhecimento ainda é muito pouco aproveitado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sr. costuma falar de uma crise no modelo universitário corrente. De onde ela deriva?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que existe na Europa, mas também em outras partes do mundo, uma espécie hegemonia da mentalidade científica. Campos mais imaginativos têm que se submeter a funcionamentos que não lhes são próprios, com resultados mensuráveis e quantificáveis. Produziu-se uma indústria de produção de conhecimento "útil", enquanto para uma pesquisa de caráter imaginativo, que ninguém sabe ao certo onde vai dar, não há verba. Formarmos alunos para o que as empresas querem nesse momento, mas deveríamos formar alunos capazes de dizer às empresas o que elas vão precisar daqui a cinco ou seis anos. A universidade deveria estar alimentando a sociedade de ideias, e não está.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O sr. opõe duas formas de representação do real, o simulacro de Baudrillard e o espetáculo de Guy Debord. Qual dos dois serve melhor para interpretar a sociedade contemporânea?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os dois eram muito apocalípticos, mas Baudrillard foi um pouco mais longe. O conceito de simulacro vê sentido na criação de imagens novas, que agora não precisam mais de um referente "real". O pensamento de interface parte disso. A interface é o dispositivo em que, na medida em que atuamos, mudamos a plataforma de modo seja possível continuar. É por aí que estamos indo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1015460508184743578?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1015460508184743578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/enquanto-o-chaplin-dos-games-nao-vem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1015460508184743578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1015460508184743578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/enquanto-o-chaplin-dos-games-nao-vem.html' title='Enquanto o Chaplin dos games não vem'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GMp6zrk_Rdc/Tu-teAIY3kI/AAAAAAAAAxg/0t_a5mSALXo/s72-c/a284_1364_videogame.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-954726709992097783</id><published>2011-12-16T11:50:00.000-03:00</published><updated>2011-12-16T11:50:46.175-03:00</updated><title type='text'>Niemeyer desafia as linhas do tempo e completa 104 anos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wpiyFTsRikU/TutZ7xNAUmI/AAAAAAAAAxY/cXgX4ruiocY/s1600/OSCAR-NIEMEYER.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-wpiyFTsRikU/TutZ7xNAUmI/AAAAAAAAAxY/cXgX4ruiocY/s400/OSCAR-NIEMEYER.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Do Portal Vermelho&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O homem que desafia as linhas retas e o tempo. Oscar Niemeyer completou 104 anos ontem (15). O famoso arquiteto brasileiro produziu mais de 600 obras no mundo inteiro, entre elas Brasília. Para marcar a data, Niemeyer apresentará os projetos que desenhou para a sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em uma nova edição da revista que edita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como sempre a comemoração será limitada a seus amigos mais íntimos, em casa, mas, para não deixar o dia passar em branco, Niemeyer fez coincidir o aniversário com o lançamento da 11ª edição da (revista) Nosso Caminho", disse Luiz Otavio Barreto Leite, um de seus colaboradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista, outra iniciativa de Niemeyer para continuar ativo e expor suas ideias, destacará nesta edição os planos da sede da Universidade Latino-Americana, que está sendo construída em Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A revista incluirá um texto inédito sobre o Haiti do (escritor uruguaio) Eduardo Galeano e uma extensa homenagem a Vinícius de Moraes, mas no que Niemeyer mais trabalhou foi na apresentação de suas ideias para a Universidade Latino-Americana e dos diferentes detalhes da obra", antecipou seu colaborador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Leite, "se trata de um projeto pelo qual Niemeyer tem muito apreço" e com o qual quer desenvolver uma velha aspiração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual governante Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto para a universidade, que ocupará 40 hectares na sede de Itaipu, a hidrelétrica compartilhada por Brasil e Paraguai, inclui seis edifícios, alguns já em construção, destinados à reitoria, biblioteca, anfiteatro, restaurante, laboratórios e salas de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Governo Federal, a universidade terá capacidade para dez mil estudantes, metade brasileiros e metade de outros países latino-americanos, e oferecerá cursos nas áreas de ciências e humanidades, tanto em espanhol como em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista Nosso Caminho também apresentará em sua nova edição outros dois projetos desenvolvidos pelo arquiteto nos últimos meses. O primeiro é uma residência particular na Inglaterra que Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, quer transformar em um modelo da arquitetura moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro é o Teatro Musical Rio's, um enorme espaço destinado a shows e musicais, situado no Aterro do Flamengo, que ainda precisa do aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Prefeitura do Rio para sair do papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A dedicação às diferentes obras que lhe encomendaram, à revista, a seus encontros com amigos para falar de filosofia e a outras atividades é uma forma de mostrar que quer seguir ativo e que não pensa em se aposentar", comentou o colaborador de Niemeyer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há exatamente um ano, quando completou 103 anos, o arquiteto de Brasília surpreendeu ao apresentar a letra de um samba que compôs com o enfermeiro Caio Almeida e o músico Edu Krieger. A composição foi a forma que encontrou para se distrair durante o período em que esteve internado em um hospital pelos problemas de saúde que sofreu no ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ocasião do 104º aniversário do artista, o recém criado Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro realizará amanhã sua primeira reunião em homenagem a Niemeyer, um dos impulsores do órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra homenagem acontecerá no Parque Dona Lindu, projetado por Niemeyer no Recife, onde será inaugurada nesta quinta-feira uma exposição retrospectiva de sua obra que incluirá esculturas, maquetes e desenhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o 103º aniversário do arquiteto esteve marcado pela inauguração de um dos edifícios que desenhou para o Centro Cultural Oscar Niemeyer em Avilês, na Espanha, o 104º o estará por mudanças na administração do espaço e a possível retirada do nome do brasileiro do complexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Governo do Principado de Astúrias anunciou no meio de uma polêmica que assumirá a gestão do Centro, até agora administrado pela Fundação Oscar Niemeyer, e por isso o local terá que mudar de nome.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-954726709992097783?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/954726709992097783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/niemeyer-desafia-as-linhas-do-tempo-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/954726709992097783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/954726709992097783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/niemeyer-desafia-as-linhas-do-tempo-e.html' title='Niemeyer desafia as linhas do tempo e completa 104 anos'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wpiyFTsRikU/TutZ7xNAUmI/AAAAAAAAAxY/cXgX4ruiocY/s72-c/OSCAR-NIEMEYER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1033108331374292570</id><published>2011-12-15T11:40:00.000-03:00</published><updated>2011-12-15T11:40:44.541-03:00</updated><title type='text'>Nova produção cinematográfica paraibana "Onde Borges tudo vê" será lançada neste sábado (17) em CG</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RB8i1fPr-QQ/TuoGArFdUwI/AAAAAAAAAxQ/SjYzfksHU1U/s1600/OBTV+foto+por+Wagner+Pina+%25285%2529.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/-RB8i1fPr-QQ/TuoGArFdUwI/AAAAAAAAAxQ/SjYzfksHU1U/s400/OBTV+foto+por+Wagner+Pina+%25285%2529.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Universo borgeano -&lt;/b&gt; Reflexões existenciais, intimistas e surrealistas em cena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Da Assessoria do filme&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; &lt;b&gt;Crédito da foto: Wagner Pina&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conflitos humanos e literatura permeiam o longa-metragem “Onde Borges Tudo Vê”, a mais nova obra do diretor Taciano Valério que terá seu lançamento neste sábado (17) no Cinesercla - Boulevard Shopping, localizado na Avenida Prefeito Severino Bezerra Cabral, 1050 Campina Grande, às 10h30. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O filme é baseado em uma livre adaptação do conto homônimo publicado no livro "Fragmentos de um Olhar" lançado em 2002 de autoria do próprio Taciano. Com brilhantes atuações de atores paraibanos, premiados e reconhecidos nacionalmente, como Everaldo Pontes (Napoleão), Verônica Cavalcanti (Yara), Fabiano Raposo (Romão) e Paulo Philippe (Vladimir). A trama se passa através dos olhos de um singelo hamster (Borges). Os personagens interagem a partir de suas particularidades e problemáticas numa atmosfera cotidiana usando locais próprios de Campina Grande, como a Rua Maciel Pinheiro e zona rural de Lagoa de Roça, o filme em seu todo é legitimamente paraibano, tanto no elenco como na equipe de produção e locações filmadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O longa-metragem contextualiza em seu enredo a história do falecido poeta argentino Jorge Luis Borges. Importante expoente da literatura latino-americana, sua obra se destaca por abordar temáticas como filosofia, metafísica, mitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde figuram os "delírios do racional", expressos em labirintos lógicos e jogos de espelhos, abrangendo o caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura. A partir dessa premissa, Taciano Valério cria em seu longa-metragem um universo tipicamente borgeano inserido no ventre da vida urbana campinense.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A câmera contemplativa leva a perspectiva do filme tanto para reflexões existenciais e intimistas, quanto para aquelas mais subjetivas e surrealistas. Na questão existencialista, o cotidiano de Napoleão, um homem que vive para a literatura, desloca o nosso olhar diante da labuta, paciência, silêncio e isolamento. Na forma intimista a câmera entra em contato com detalhes do espaço físico e na perspectiva surreal os sonhos aparecem através de memórias literárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O filme, que conta com o incentivo do FIC (Fundo de Incentivo a Cultura – Augusto dos Anjos) sendo aprovado em 2008, foi gravado em duas etapas, pois sua ideia inicial era para um curta-metragem, virando depois um longa-metragem, o primeiro a ser finalizado nessa retomada que o cinema paraibano vem vivendo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A primeira etapa foi gravada em meados de dezembro de 2010 e a segunda em 29 de abril do corrente ano. A equipe técnica conta com nomes já conhecidos do cenário artístico da Paraíba, a exemplo de Amazile Vieira na Produção Executiva, Luciano Mariz e Danielle Freire na Direção de Produção, Breno César na Direção de Fotografia, Allanclerystton Pequeno na Direção de Som.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1033108331374292570?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1033108331374292570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/nova-producao-cinematografica-paraibana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1033108331374292570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1033108331374292570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/nova-producao-cinematografica-paraibana.html' title='Nova produção cinematográfica paraibana &quot;Onde Borges tudo vê&quot; será lançada neste sábado (17) em CG'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RB8i1fPr-QQ/TuoGArFdUwI/AAAAAAAAAxQ/SjYzfksHU1U/s72-c/OBTV+foto+por+Wagner+Pina+%25285%2529.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1758895654767284776</id><published>2011-12-14T11:30:00.000-03:00</published><updated>2011-12-14T11:30:16.354-03:00</updated><title type='text'>Por que e para que direitos humanos?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GohrwRDrPLU/Tuix8K3WliI/AAAAAAAAAxI/3_6vOIrUb_0/s1600/mundo.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="375" src="http://4.bp.blogspot.com/-GohrwRDrPLU/Tuix8K3WliI/AAAAAAAAAxI/3_6vOIrUb_0/s400/mundo.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Paulo César Carbonari, doutorando e professor de Filosofia&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 10 de dezembro de 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) proclamava a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Documento fundacional dos anseios de respeito à dignidade humana, de justiça, de paz e de solidariedade. Em razão desse fato histórico é que esta data é anualmente celebrada no mundo inteiro como o Dia Mundial dos Direitos Humanos. Mas, por que, 63 anos depois, falar de direitos humanos? Para que direitos humanos?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de enfrentar as questões indicadas, uma breve contextualização sobre a elaboração da Declaração. Foi longa e exigiu muitos debates, enfrentou muitas controvérsias e resistências, chegou ao texto que conhecemos depois de muitas votações. A elaboração do documento iniciou-se na sessão plenária da Comissão de Direitos Humanos (CDH/ONU), de janeiro/fevereiro de 1947. Foi conduzida por um comitê de elaboração do qual participaram representantes de oito países (Austrália, Chile, China, EUA, Franca, Líbano, Reino Unido e União Soviética).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira minuta do texto foi anunciada na sessão de dezembro de 1947. Recebeu sugestões até a sessão da CDH/ONU realizada em maio de 1948, que trabalhou até 16 de junho daquele ano para finalizar o texto que apresentou ao Conselho Econômico e Social. Por sua vez, o Conselho o encaminhou para a Assembleia Geral em agosto. O texto foi analisado na terceira Assembleia Geral, que funcionou em Paris de setembro a dezembro de 1948. Foram 1400 votações para que o texto chegasse ao plenário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sessão de 10 de dezembro de 1948, o plenário promulgou o texto que conhecemos depois de votação que registrou 48 votos a favor, nenhum contra, oito abstenções e duas ausências. A Declaração Universal dos Direitos Humanos saiu a público através da Resolução 217-A (III) da Assembleia Geral da ONU.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Austregésilo de Athayde, representante do Brasil, foi escolhido para ser o orador responsável pela apresentação do texto para a Assembleia, em 10 de dezembro. Em seu discurso, declarou que o documento não resultara da imposição de “pontos de vista particulares de um povo ou de um grupo de povos, nem doutrinas políticas ou sistemas de filosofia” e continuou dizendo que “a sua forca vem precisamente da diversidade de pensamento, de cultura e de concepção de vida de cada representante. Unidos formamos a grande comunidade internacional do mundo e é exatamente dessa união que decorre a nossa autoridade moral e política”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vamos às questões. Primeiro para tratar de explicitar o porquê dos direitos humanos. Esta questão pode ser enfrentada se lembrarmos de que: 1) milhões de seres humanos ainda não vivem em condições humanas e humanizadas – existem “vítimas” e excluídos; 2) seres humanos são/querem ser sujeitos de direitos – exigem a dignidade como valor intrínseco; e 3) somente em relações livres, justas e respeitosas há humanização – se constrói a dignidade e em dignidade e se pode realizar os direitos humanos – mas ainda não as vivemos significativamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora vamos tratar da finalidade, do para que dos direitos humanos. Esta questão pode ser compreendida se tomarmos em conta ao menos os seguintes aspectos: 1) direitos humanos existem para promover e proteger a dignidade de cada uma e de todas as pessoas; 2) direitos humanos existem para enfrentar todo tipo de vitimização, de exploração, de discriminação, de desigualdade; e 3) direitos humanos existem para gerar animar a luta para garantir acesso e usufruto dos bens necessários à vida boa e para promover o reconhecimento de cada pessoa como quer ser e não como as outras gostariam que ela fosse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As razões aduzidas para justificar os direitos humanos e para indicar sua finalidade continuam desafiantes nos dias atuais, assim como foram no momento da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Por isso é que cada pessoa e a sociedade como um todo estão chamadas à reflexão para que os direitos humanos, mais do que serem a lembrança de um dia, sejam a ação de todos os dias. Este é o compromisso que se renova neste mês de dezembro de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1758895654767284776?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1758895654767284776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/por-que-e-para-que-direitos-humanos_14.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1758895654767284776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1758895654767284776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/por-que-e-para-que-direitos-humanos_14.html' title='Por que e para que direitos humanos?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GohrwRDrPLU/Tuix8K3WliI/AAAAAAAAAxI/3_6vOIrUb_0/s72-c/mundo.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-2090416837228799159</id><published>2011-12-12T17:55:00.000-03:00</published><updated>2011-12-12T17:55:33.842-03:00</updated><title type='text'>Você está se tornando uma máquina humana?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Esllg-PoGFg/TuZqC2ix9DI/AAAAAAAAAxA/7vY6lxqbysY/s1600/robo.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-Esllg-PoGFg/TuZqC2ix9DI/AAAAAAAAAxA/7vY6lxqbysY/s400/robo.JPG" width="388" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Eliane Brum, da Revista Época&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro – o nome é fictício porque ele não quer ser identificado – é um cara por volta dos 40 anos que adora o seu trabalho e é reconhecido pelo que faz. É casado com uma mulher que ama e admira, com quem tem afinidade e longas conversas. Juntando os fundos de garantia e algumas economias os dois compraram um apartamento anos atrás e o quitaram em menos de um ano. Este é o segundo casamento dele, e a convivência com os dois filhos do primeiro é constante e marcada pelo afeto. Ao contrário da regra nesses casos, a relação com a ex-mulher é amigável. Pedro tem vários bons amigos, o que é mais do que um homem pode desejar, acha ele, porque encontrar um ou dois bons amigos na vida já seria o bastante, e ele encontrou pelo menos uns dez com quem sabe que pode contar na hora do aperto. A vida para Pedro faz todo sentido porque ele criou um sentido para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo. Ele poderia ser personagem de uma daquelas matérias sobre sucesso, felicidade e bem-estar. Mas há algo estranho acontecendo. Algo que pelo menos Pedro estranha. Há dois anos, Pedro toma Lexapro (um antidepressivo), Rivotril (um ansiolítico, tranquilizante) e Stilnox (um hipnótico, indutor de sono). Dou os nomes dos remédios porque os psicofármacos andam tão populares que se fala deles como de marcas de geleia ou tipos de pão. E o fato de nomes tão esquisitos estarem na boca de todos quer dizer alguma coisa sobre o nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro conta que a primeira vez que tomou antidepressivo, anos atrás, foi ao perder uma pessoa da família. A dor da perda o paralisou. Ele não conseguia mais trabalhar. Queria ficar quieto, em casa, de preferência sem falar com ninguém. Nem com a sua mulher e com os filhos ele queria conversar. Pedro só queria ficar “para dentro”. E, quando saía de casa, sentia um medo irracional de que algo poderia acontecer com ele, como um acidente de carro ou um assalto ou ser atingido por uma bala perdida. Ele mesmo pediu indicação de um bom psiquiatra a uma amiga que trabalha na área. Pedro sentia que estava afundando, mas temia cair na mão de algum charlatão do tipo que receita psicofármacos como se fossem aspirinas e acredita que tudo que é do humano é uma mera disfunção química do cérebro.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O psiquiatra era sério e competente. Ele disse a Pedro não acreditar que ele fosse um depressivo ou que tivesse síndrome do pânico, apenas estava em um momento de luto. Precisava de tempo para sofrer, elaborar a perda e dar um lugar a ela. Receitou um antidepressivo a Pedro para ajudá-lo a sair da paralisia porque o paciente repetia que precisava trabalhar. A licença em caso de luto – dois (!!!!) dias, segundo a legislação trabalhista – já tinha sido estendida por um chefe compreensivo. Por Pedro ser muito bom no que faz recebera o privilégio de duas semanas de folga para se recuperar da perda de uma das pessoas mais importantes da vida dele. Pedro não queria “fracassar” nessa volta. E não “fracassou”. Com a ajuda do antidepressivo, depois de algumas semanas ele voltou a produzir com a mesma qualidade de antes. Três meses depois da morte de quem amava, ele já voltara a ser o profissional brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro tomou o antidepressivo por cerca de um ano, com acompanhamento rigoroso e consultas mensais. Como não agradava nem a ele nem era o estilo do psiquiatra que escolheu, pediu para parar de tomar o remédio. O psiquiatra concordou, e Pedro foi diminuindo a dose da medicação até cessar por completo. Tocou a vida por mais ou menos um ano e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste intercurso, ele se tornou ainda mais criativo. Aumentou o número de horas de trabalho, que já eram muitas, porque se sentia muito potente. Pedro multiplicou o seu sucesso, que sempre foi medido por ele não pela quantidade de dinheiro, mas de paixão. E achava que tudo estava maravilhoso até começar a ter insônia. Pedro dormia e acordava, sobressaltado. Sem conseguir voltar a dormir, pensamentos terríveis passavam pela sua cabeça. Pedro pensava que perderia todo o seu sucesso, a sua possibilidade de fazer as coisas que acreditava e às vezes temia morrer de repente. As noites de Pedro passaram a ser povoadas por catástrofes imaginárias, mas bem reais para ele. E, toda vez que saía de casa pela manhã, voltara a ter medo de ser atingido por alguma fatalidade, por algo que estaria sempre fora do seu controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas depois do início da insônia, Pedro paralisou de novo. Não conseguia trabalhar – e este, para Pedro, era o maior dos pesadelos reais. Voltou ao consultório psiquiátrico e há dois anos toma os três remédios citados. Pedro, que sempre tinha olhado com desconfiança para a prateleira de psicofármacos, começou a achar natural precisar deles para enfrentar os dias e também as noites. “Que mal tem tomar uma pílula para dormir?”, dizia para a mulher, quando ela o questionava. “Ou tomar umas gotas de tranquilizante para não travar o maxilar de tensão? Ou 15 mg de antidepressivo para vencer a vontade de se atirar no sofá e ficar apenas olhando para dentro?” Sua mulher conta que ele parecia o Capitão Nascimento, em “Tropa de Elite”, tomando comprimidos no banheiro e dizendo à esposa: “Isso aqui não tem problema nenhum. Todo mundo faz isso. Não tem problema nenhum”.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2011, Pedro teve momentos em que achou que tudo estava muito bem mesmo. E, se para tudo ficar tão bem era preciso tomar algumas pílulas, não tinha mesmo problema nenhum. Pedro talvez nunca tenha produzido tanto como neste ano e, por conta disso, até ganhou um aumento de salário sem precisar pedir. Mas, às vezes, não com muita frequência, ele se surpreendia pensando que algumas dimensões da sua vida tinham se perdido. Pedro não tinha mais o mesmo desejo pela sua mulher, e o sexo passou a ser algo secundário na sua vida. Não tinha mais tanto desejo pela sua mulher nem desejo por mulher alguma. “Efeito colateral do antidepressivo”, conformou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro trabalhava tanto que tinha reduzido às idas ao cinema, os encontros com os amigos e a pilha de livros ao lado da cama continuava no mesmo lugar. Ele também tinha perdido o interesse por viagens de lazer com a família, porque estava ocupado demais com seus projetos profissionais. Pedro constatou que os momentos de subjetividade eram cada vez mais escassos na sua vida. E, embora o trabalho lhe desse muita satisfação, ele tinha eliminado uma coleção de pequenos prazeres do seu cotidiano. Por volta do mês de setembro, Pedro começou a sentir uma difusa saudade dele mesmo que já não conseguia ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Devagar eu comecei a perceber que tinha criado uma vida que não podia sustentar sem medicação. E tinha aceitado isso. Como, acho, boa parte das pessoas que conheço e que tomam esse tipo de remédio”, conta. “Eu só consigo fazer tudo o que faço porque tenho essa espécie de anabolizante. Sou um bombado psíquico. Vivo muitas experiências todo dia e não tenho nenhum tempo para elaborar essas experiências, como não tive tempo para elaborar o meu luto. É uma vida vertiginosa, mas é uma vida não sentida. Às vezes tenho experiências maravilhosas, mas, na semana seguinte, ou na mesma semana, já não me lembro delas, porque outras experiências se sobrepuseram àquela. E sei que só durmo porque engulo pílulas, só acordo porque engulo pílulas. Só suporto esse ritmo porque engulo pílulas. Até pouco tempo atrás eu achava que tudo bem, então eu ficaria tomando pílulas pelo resto da vida. Em vez de mudar meu cotidiano para que ele se tornasse possível, eu passei a esticar meus limites porque sabia que podia contar com os medicamentos e, se voltasse a cair, me iludia que bastaria aumentar a dose. Eu me tornei uma equação: Pedro + medicamentos. Aos poucos, porém, comecei a perceber que não é essa vida que eu quero para mim. Tem algo errado quando a vida que você inventou para você só é possível porque você toma três comprimidos diferentes para poder vivê-la. E, talvez, daqui a pouco, eu esteja tomando Viagra para ter desejo pela mulher que amo. Isso aos 40 anos. E, com o tempo, os efeitos colaterais desses remédios vão causar, pelo prolongamento do uso, doenças em outras partes do meu corpo. Eu sei que muita gente, como eu, já se habituou a achar que é normal viver à custa de pílulas. Mas, se você parar para pensar, isso é uma loucura. Isso, sim, é doença. E os médicos estão nos mantendo doentes, mas produtivos, usando os remédios para ajustar a máquina a um ritmo que a máquina só vai aguentar por um certo tempo. De repente, percebi que eu era uma máquina humana. E que eu estava usando remédios legais como se fossem cocaína e outras drogas criminalizadas. E o mais maluco é que todo mundo acha que tenho uma vida invejável e que está tudo ótimo comigo. Por serem drogas legais, por causa da popularização de coisas como depressão e síndrome do pânico, todo mundo acha normal eu tomar pílula para ter coragem de sair da cama de manhã e pílula para conseguir dormir sem ter medo de morrer no meio da noite. De repente, me caiu a ficha, e eu comecei a enxergar que estamos todos loucos, a começar por mim. Loucos por achar que isso é normal.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a autorização de Pedro, procurei o psiquiatra dele para uma conversa. É um profissional inteligente e sério. E foi de uma honestidade rara. Perguntei a ele porque receitava psicofármacos para gente como Pedro. “Porque vivemos num mundo em que as pessoas não têm tempo para elaborar o que é do humano. Muitas vezes eu me deparo com essa situação no consultório. Vejo uma pessoa ali me pedindo antidepressivo porque não consegue mais trabalhar, não consegue mais tocar a vida. Eu sei que ela não consegue mais trabalhar nem tocar a vida porque é a sua vida que se tornou impossível, porque precisa de um tempo que não tem para elaborar o vivido. É óbvio que não é possível, por exemplo, elaborar um luto ou uma separação em uma semana e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Assim como não é possível viver sem dúvidas, sem tristezas, sem frustrações. Tudo isso é matéria do humano, mas o ritmo da nossa vida eliminou os tempos de elaboração. Essa pessoa não é doente – é a vida dela que está doente por não existir espaço para vivenciar e elaborar o que é do humano. Só que esse cara precisa trabalhar no dia seguinte e produzir bem ou vai perder o emprego. Então eu dou o antidepressivo e faço um acompanhamento sério, com psicoterapia, para que esse cara possa dar um jeito na vida e parar de tomar remédios. É um dilema e não tem sido fácil lidar com ele, mas é neste mundo que eu exerço a profissão de psiquiatra. Porque no tratamento da depressão, de verdade, a doença, de fato, é muito difícil obter resultados, mesmo com os medicamentos atuais. Assim como outras doenças psíquicas, quando são doenças mesmo. Os resultados são muito mais lentos – e às vezes não há resultado nenhum. A maioria das pessoas que estamos medicando hoje não é doente. E por isso o resultado é rápido e parece altamente satisfatório. Estas pessoas só precisam dar conta de uma vida que um humano não pode dar conta.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro, que nunca foi adepto das famosas resoluções de Ano-Novo, desta vez se colocou uma que talvez seja a empreitada mais difícil que já enfrentou. “Estou reduzindo progressivamente a dose dos medicamentos e vou parar até março. Minha meta, em 2012, e talvez leve muitos réveillons para conseguir alcançar isso, é criar uma vida possível para mim. Uma vida e uma rotina que meu corpo e minha mente possam dar conta, uma vida em que seja possível aceitar os limites e lidar com eles, uma vida em que eu tenha tempo para sofrer e elaborar o sofrimento, e tempo para usufruir das alegrias e dos pequenos prazeres e da companhia dos que eu amo. Sei que vai ter um custo, sei que vou perder coisas e talvez tenha até de mudar de emprego, mas acho que vai valer a pena. Não quero mais uma mente bombada, nem ser uma máquina bem sucedida. Quero só uma vida humana.”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Torço por Pedro, torço por nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-2090416837228799159?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/2090416837228799159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/voce-esta-se-tornando-uma-maquina.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2090416837228799159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2090416837228799159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/voce-esta-se-tornando-uma-maquina.html' title='Você está se tornando uma máquina humana?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Esllg-PoGFg/TuZqC2ix9DI/AAAAAAAAAxA/7vY6lxqbysY/s72-c/robo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-2679045077223825526</id><published>2011-12-09T23:11:00.000-03:00</published><updated>2011-12-09T23:11:14.153-03:00</updated><title type='text'>Louvando quem bem merece</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HUrlCFPJrts/TuK_nDxeqeI/AAAAAAAAAw4/Bi9PnN935no/s1600/097.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://3.bp.blogspot.com/-HUrlCFPJrts/TuK_nDxeqeI/AAAAAAAAAw4/Bi9PnN935no/s400/097.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Lucia Couto, professora e prefeita universitária da UEPB&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Crédito da foto: Paizinha Lemos&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na última quarta-feira (07) a professora Marlene Alves chamou a seu&amp;nbsp;&amp;nbsp;gabinete a equipe da Prefeitura Universitária, atualmente envolvida em&amp;nbsp;dedicação exclusiva à conclusão dos blocos 4 e 5 da Central de Aulas.&amp;nbsp;Um pouco constrangidos por estarem com as roupas empoeiradas, a equipe entrou e se acomodou nas cadeiras e&amp;nbsp;poltronas do gabinete.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em silêncio escutaram da reitora palavras de&amp;nbsp;gratidão e respeito pela atitude corajosa e respeitosa de todos os que&amp;nbsp;fazem a Prefeitura Universitária para com a Instituição. É a&amp;nbsp;dedicação, competência e tenacidade desses funcionários que irá&amp;nbsp;garantir o início do semestre 2012.1 na Central de Aulas, com a tão&amp;nbsp;esperada transferência dos cursos do Centro de Educação e do curso de&amp;nbsp;Serviço Social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma reunião histórica pela demonstração de valorização desses&amp;nbsp;trabalhadores, que em sua humildade, se sentiram honrados por terem&amp;nbsp;sido chamados pela Reitora que, num gesto nobre e honesto, afagou seus&amp;nbsp;egos fazendo-os superar o constrangimento de adentrarem, em trajes de&amp;nbsp;trabalho, um recinto onde até hoje só entraram para&amp;nbsp;cumprir missões de trabalho. Quarta-feira passada foram chamados e&amp;nbsp;recebidos como todos os ilustres que já passaram por aquela sala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Bravo ao suor do trabalhador.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Bravo professora Marlene!&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;"Louvando o que bem merece e deixando o ruim&amp;nbsp;de lado". (Louvação - Elis Regina e Torquato Neto)&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-2679045077223825526?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/2679045077223825526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/louvando-quem-bem-merece.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2679045077223825526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2679045077223825526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/louvando-quem-bem-merece.html' title='Louvando quem bem merece'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-HUrlCFPJrts/TuK_nDxeqeI/AAAAAAAAAw4/Bi9PnN935no/s72-c/097.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-6961896435236209977</id><published>2011-12-07T11:18:00.000-03:00</published><updated>2011-12-07T11:18:03.599-03:00</updated><title type='text'>Crianças: presas no mundo, soltas na Internet</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-o74JrIYEqRs/Tt91UYBo0xI/AAAAAAAAAww/1xgkCUS8_k8/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="299" src="http://1.bp.blogspot.com/-o74JrIYEqRs/Tt91UYBo0xI/AAAAAAAAAww/1xgkCUS8_k8/s400/images.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Rosely Sayão,&amp;nbsp;psicóloga e escritora&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma pesquisa apontou, em 2005, as crianças brasileiras como as que mais assistiam à televisão. Será que a situação mudou de lá para cá? Ou nossas crianças continuam campeãs nessa modalidade?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode ser que tenham trocado a televisão pelo computador, porque uma pesquisa atual revelou que nossas crianças são as que acessam as redes sociais mais cedo. Ou será que somaram as horas em frente à TV com as horas diante do computador?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas crianças, aos nove anos, já tinham telefone celular e o usavam com intimidade. Agora, com essa mesma idade, muitas já possuem vários outros aparelhos, com funções variadas. O tablet é apenas mais um deles que permite acesso à internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criar páginas e perfis em sites de relacionamento é uma entre as várias atividades que os mais novos podem realizar na internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O curioso fica por conta de um detalhe: esses sites não são indicados para crianças. Pelo menos, não para as que têm menos de 13 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitos insistem que nossas crianças se mostram cada vez mais precoces. Apostam que elas sabem o que querem, que usam todos os recursos da informática de forma até melhor que os próprios pais e outros adultos da família, que têm vida social intensa etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, com a violência urbana, as crianças têm sido cada vez mais tuteladas em sua relação com o mundo real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os pais temem que seus filhos transitem pelo mundo público desacompanhados. Desse modo, crianças e adolescentes vão de casa para a escola sempre levados pelos pais ou por seus substitutos, assim como para festas e outros locais que frequentam. Mas, nesses locais, ficam sozinhos ou com seus grupos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É comum vermos grupos de crianças entre nove e 12 anos nos shoppings sem a companhia de adultos, não é?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais provável é que seus pais as levem até lá e marquem uma hora para buscá-las depois que a programação planejada terminar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, nesse intervalo de tempo, as crianças ficam sozinhas. Como o local é fechado, os pais consideram a situação segura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma maneira, consideram segura a relação dos filhos com a internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo com todos os alertas que têm sido dados, o mundo virtual parece bem menos ameaçador do que o real, para os pais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, vamos juntar algumas informações que temos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escolas têm tido dificuldade para contribuir positivamente com a socialização de seus alunos no espaço público. A explosão de pequenas violências entre eles no espaço escolar -fenômeno que tem sido chamado de bullying indiscriminadamente- é uma prova disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, a própria competição escolar por boas colocações, classificação etc. em nada ajuda na socialização dos mais novos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto aos pais, esses socializam seus filhos para o convívio no espaço privado, que é marcado pela afetividade. E, nas cidades, não há outro espaço além da escola que tenha a função de contribuir de maneira educativa com o processo de socialização dos mais novos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso significa que eles têm crescido sem aprender, no conceito e na experiência, a conviver respeitosamente com o outro com quem não tenha vínculos afetivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tem mais: também não aprendem a proteger a sua intimidade e a sua privacidade. Aliás, talvez nem aprendam o sentido disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, quem não aprende a ter habilidade social no mundo real, como poderá ter habilidade no mundo virtual?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos pensar nisso antes de considerar os inúmeros e reais benefícios que as crianças podem colher no mundo da internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-6961896435236209977?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/6961896435236209977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/criancas-presas-no-mundo-soltas-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6961896435236209977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6961896435236209977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/criancas-presas-no-mundo-soltas-na.html' title='Crianças: presas no mundo, soltas na Internet'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-o74JrIYEqRs/Tt91UYBo0xI/AAAAAAAAAww/1xgkCUS8_k8/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1647348665450448127</id><published>2011-12-05T17:23:00.001-03:00</published><updated>2011-12-05T17:23:49.231-03:00</updated><title type='text'>INCRA/PB contratará pessoas para elaboração de Relatórios Antropológicos de territórios quilombolas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7A2Ax-MqMg0/Tt0oKIqiabI/AAAAAAAAAwo/8sNBBZZ69C4/s1600/Comunidades-Quilombolas-Direito-a-Terra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-7A2Ax-MqMg0/Tt0oKIqiabI/AAAAAAAAAwo/8sNBBZZ69C4/s1600/Comunidades-Quilombolas-Direito-a-Terra.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Superintendência Regional do INCRA na Paraíba, lançou na última &amp;nbsp;quarta-feira (30), um processo de licitação a &amp;nbsp;fim de contratar pessoas físicas ou jurídicas &amp;nbsp;para elaborar Relatórios &amp;nbsp;Antropológicos de seis territórios quilombolas no Estado. &amp;nbsp;O &amp;nbsp;objetivo é acelerar o processo de regularização das áreas, que culmina &amp;nbsp;com a concessão do título de propriedade da terra às comunidades, &amp;nbsp;beneficiando aproximadamente 390 famílias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O aviso de licitação - na modalidade pregão eletrônico, do tipo menor &amp;nbsp;preço global - foi publicado no Diário Oficial da União e as propostas já podem ser entregues a partir desta data.&amp;nbsp;Os interessados terão até as 10h do dia 12 &amp;nbsp;de &amp;nbsp;dezembro para enviar as propostas de realização do trabalho, que envolve levantamento de campo, pesquisas etnográficas, bibliográficas e &amp;nbsp;documentais para a caracterização histórica, econômica, sociocultural &amp;nbsp;e ambiental das comunidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O relatório antropológico é a peça inicial do processo administrativo &amp;nbsp;de regularização dos territórios quilombolas. A missão foi atribuída &amp;nbsp;ao INCRA em 2003, com a promulgação do Decreto nº 4.887, que &amp;nbsp;regulamentou o procedimento para identificação, reconhecimento, &amp;nbsp;delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas pelos &amp;nbsp;remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata a &amp;nbsp;Constituição Federal, em seu Artigo 68, do Ato das Disposições &amp;nbsp;Constitucionais Transitórias.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente existem 27 processos de regularização territorial cadastrados nesta superintendência.&amp;nbsp;O Edital está disponível no portal&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.comprasnet.gov.br/"&gt;http://www.comprasnet.gov.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1647348665450448127?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1647348665450448127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/incrapb-contratara-pessoas-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1647348665450448127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1647348665450448127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/incrapb-contratara-pessoas-para.html' title='INCRA/PB contratará pessoas para elaboração de Relatórios Antropológicos de territórios quilombolas'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-7A2Ax-MqMg0/Tt0oKIqiabI/AAAAAAAAAwo/8sNBBZZ69C4/s72-c/Comunidades-Quilombolas-Direito-a-Terra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8210728002621779718</id><published>2011-12-02T20:02:00.000-03:00</published><updated>2011-12-02T20:02:07.536-03:00</updated><title type='text'>Mulheres ou pedaços de carne?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_hsCU9ytTo0/TtlY2UhEtFI/AAAAAAAAAwg/F8VHQQrorO8/s1600/joumana.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://2.bp.blogspot.com/-_hsCU9ytTo0/TtlY2UhEtFI/AAAAAAAAAwg/F8VHQQrorO8/s400/joumana.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Da Revista Cult&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sherazade, personagem da obra As mil e uma noites é o objeto das críticas da escritora libanesa Joumana Haddad, que, na verdade, se dirigem a uma questão maior, a posição da mulher na atualidade. “Não é apenas no mundo árabe, eu não aceito que haja mulheres que precisem negociar um direito que já lhes pertença. Também acho que as que aceitam ser tratadas como um pedaço de carne são comparáveis às que vestem burcas”, afirmou durante o painel “Quem é a nova mulher árabe”, na Fliporto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em conversa com o jornalista Silio Boccanera, Haddad comentou o título de seu livro, Eu matei Sherazade – confissões de uma árabe enfurecida, relembrando a história da personagem. “Ela era uma mulher inteligente, que se salvou da morte utilizando sua cultura e imaginação, mas o problema é que ela estava negociando o direito de permanecer viva. Eu a matei porque não temos que dizer: ‘dê esse mundo para nós’, esse mundo é nosso.” A escritora ainda comentou a tendência a se eximir da culpa pelo problema, “a responsabilidade de fazer as coisas mudarem não é dos homens, é das mulheres. Quando você dá encargos a alguém, também dá poder”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito aplaudida pela plateia, Haddad leu partes de seu livro e explicou suas críticas. “Eu falo basicamente sobre a autoridade patriarcal, que não é fortalecida apenas por homens, mas por algumas mulheres”. A escritora comentou que se define uma pós feminista, por não concordar com algumas posturas do movimento precursor. “Um erro foi transformar os homens em demônios. Existem misóginos, como existem os que podem ser feministas. Outro erro foi dizer não à feminilidade, como se isso fosse sinônimo de fraqueza.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Haddad nasceu e ainda vive no Líbano: “dizem que o país é bem moderno se comparado ao outros árabes. Essa é uma visão perigosa, porque tudo acontece apenas superficialmente, as leis não são tão modernas assim”. Sobre a publicação de seu livro no país, disse que há um mês foi lançado na capital, Beirute. “Meu editor diz que está vendendo bem, mas ninguém comenta, os jornais não dizem nada, a não ser que estou me ocidentalizando. Eu digo que não, apenas sou favorável aos direitos da Declaração, que os países árabes também assinaram”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8210728002621779718?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8210728002621779718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/mulheres-ou-pedacos-de-carne.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8210728002621779718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8210728002621779718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/mulheres-ou-pedacos-de-carne.html' title='Mulheres ou pedaços de carne?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_hsCU9ytTo0/TtlY2UhEtFI/AAAAAAAAAwg/F8VHQQrorO8/s72-c/joumana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3653563673759116565</id><published>2011-12-01T21:41:00.000-03:00</published><updated>2011-12-01T21:41:04.344-03:00</updated><title type='text'>A maturidade dos documentários nacionais</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-UkF-hemFpcg/TtgaKvfGjJI/AAAAAAAAAwY/v9zO06tJPS8/s1600/filme.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://4.bp.blogspot.com/-UkF-hemFpcg/TtgaKvfGjJI/AAAAAAAAAwY/v9zO06tJPS8/s400/filme.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&lt;b&gt;"&lt;/b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Ônibus 174"&lt;/b&gt;- Documentário retrata &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;sequestro de um ônibus na zona sul do Rio de Janeiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Amir Labaki, do Caderno Ilustríssima&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;RESUMO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em texto publicado originalmente no catálogo oficial do Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, o diretor do É Tudo Verdade, membro do conselho do festival holandês, analisa como a revolução digital e outros fatores impulsionaram a revitalização dos documentários brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um balanço inicial do documentário brasileiro no século 21 aponta uma produção crescente, mais variada e complexa, com ampliada presença nas salas de cinema. A mostra especial "Cinema do Brasil" no IDFA (International Documentary Film Festival Amsterdam) deste ano apresentou uma seleção representativa dos títulos mais marcantes do período, com 13 longas-metragens, além de uma retrospectiva especial de nosso principal cineasta, Eduardo Coutinho, e de seis curtas-metragens experimentais no ciclo paralelo "Paradocs do Brasil".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O documentário atravessa com rara regularidade a história do cinema brasileiro. Em vários momentos, como durante o cinema novo, nos anos 60, e a retomada, a partir de meados dos 90, cumpriu o papel de locomotiva estética que desbravou caminhos desconhecidos e puxou os vagões. Os principais cineastas brasileiros assinaram documentários, de pioneiros, como Alberto Cavalcanti e Humberto Mauro, a realizadores com recente consagração internacional, como Fernando Meirelles, José Padilha e Walter Salles.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje a produção brasileira de longas documentais alcança a expressiva marca anual de cerca de 70 títulos, principalmente devido aos subsídios e financiamentos públicos e ao voluntarismo de produtores e cineastas. A parceria com a televisão, essencial nos grandes centros produtivos do mundo, é quase inexistente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A participação do gênero nas salas de cinema ampliou-se neste século. Dos dois títulos que estrearam no país em 1998, alcançou-se uma nova média anual de 35 longas documentais a conseguir distribuição comercial, o que representa um terço dos lançamentos brasileiros. O calcanhar de Aquiles, contudo, é a performance nas bilheterias de cada título, raramente ultrapassando a marca de 10 mil ingressos. O melhor resultado recente (70 mil ingressos vendidos no ano passado) deve-se ao documentário musical "Uma Noite em 67", de Renato Terra e Ricardo Calil, presente neste IDFA.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;FORTALECIMENTO&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos primeiros marcos da revitalização do documentário brasileiro, impulsionado, entre outros fatores, pela revolução digital, foi "Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos" (1999), de Marcelo Masagão, exibido e debatido pelo cineasta no IDFA do mesmo ano. Estreando em longa-metragem, Masagão inovou o cinema de arquivo a partir de uma recontextualização radical do "found footage" numa fragmentária narrativa histórica com toques ficcionais que resume "o breve século 20", segundo a célebre fórmula do historiador Eric Hobsbawm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Submetendo o cinema de arquivo às regras dramáticas dos "thrillers documentários" à moda "Um Dia de Setembro" (1998), de Kevin Macdonald, o também estreante José Padilha ajudou a despertar o interesse internacional pelo novo documentário brasileiro com "Ônibus 174" (2002). Tendo como montador e codiretor Felipe Lacerda, reconstituiu o trágico sequestro de um ônibus no Rio a partir, principalmente, de imagens e sons do cerco captadas por inúmeras câmeras, inclusive as do departamento de trânsito. O cinema de Padilha já exibia aqui uma de suas maiores qualidades: a sintonia com grandes temas nacionais, como a imensa dívida social e a violência urbana."Tropa de Elite" (2007) não tardaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais popular subgênero a firmar-se nas salas de cinema tem sido o documentário musical. Uma de suas obras formalmente mais originais, ao incluir rara reflexividade, é "A Pessoa É para o que Nasce" (2003), de Roberto Berliner, apoiado pelo Jan Vrijman Fund. Berliner documenta o cotidiano e a evolução da vida de três irmãs cegas que lutam pela sobrevivência como cantadoras de coco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"A Pessoa É para o que Nasce" vai muito além de retratá-las em suas existências de imensas privações e tocantes dramas familiares. Radicalizando as lições da escola antropológica do cinema verdade segundo Jean Rouch (1917-2004), Berliner explicita a intervenção do aparato cinematográfico em suas vidas e discute o impacto da absorção de sua arte e de suas histórias pela indústria cultural brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reconstituição dos primeiros passos artísticos de alguns dos nomes centrais da atual música brasileira, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo e Gilberto Gil, explica o grande sucesso em 2010 de "Uma Noite em 67". Os estreantes Renato Terra e Ricardo Calil apresentam pela primeira vez em tela grande a crônica do espetáculo de premiação do popularíssimo festival televisivo de música, consagrado como um dos divisores de águas na cultura nacional contemporânea, por exemplo, como um dos berços do tropicalismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três títulos sinalizam uma guinada mais cosmopolita da recente produção. Vencedor da disputa nacional do festival É Tudo Verdade de 2006, "Cidadão Boilesen", de Chaim Litewski, pesquisou na Dinamarca as raízes do imigrante que, como empresário, se vinculou à máquina repressora da ditadura militar de 1964. Por sua vez, Vicente Ferraz foi à Cuba, onde estudara, para recuperar os bastidores da produção de uma obra-prima subestimada do início da Revolução Cubana -"Sou Cuba" (1964), de Mikhail Kalatozov.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido a seu formalismo de planos-sequência inimagináveis e distorções fotográficas e sonoras, o filme foi tratado como um tropeço indesculpável por mais de três décadas. Um dia, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese o descobriram, restauraram e, em 1995, relançaram. O crítico J. Hoberman, da revista nova-iorquina "Village Voice", comparou o achado com um "mamute siberiano". Eis a origem do subtítulo do documentário de estreia de Ferraz, que leva o nome do filme de Kalatozov.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Padilha também lançou os olhos para além das fronteiras nacionais para realizar seu mais recente documentário, "Segredos da Tribo" (2010), uma coprodução BBC/HBO. Ele disseca os bastidores de uma missão antropológica junto a uma tribo ianomâmi nos anos 60. Acusações de abusos opõem pesquisadores e pesquisados, colocando em xeque a relação entre ética e ciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais importante projeto de renovação do cinema etnográfico brasileiro, Vídeo nas Aldeias, fundado por Vincent Carelli, conhece sua síntese autobiográfica em "Corumbiara" (2009). Um quarto de século de militância audiovisual pelo respeito à população indígena, tornada documentarista da própria história pelo projeto, é sumarizada enquanto se busca esclarecer uma antiga chacina na ocupação da Amazônia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NOVOS DISCURSOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na busca de novos discursos não ficcionais, três realizadores se consolidaram na última década: Cao Guimarães, Kiko Goifman e Maria Augusta Ramos. Em "Andarilho" (2006), Guimarães radicaliza a inflexão de sua obra em direção às artes visuais. A ênfase concentra-se no registro de uma situação no mundo, aqui a errância de homens, e não na explicação. É a plasticidade sobrepondo-se aos compromissos narrativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formado na escola da videoarte, Goifman articula em "33" (2002) um dispositivo original. Todo um projeto multimidiático, centrado num diário on-line, acompanhou a gravação, por 33 dias (sua idade à época), de sua busca pela mãe biológica, que o legou em adoção quando bebê. A obra fílmica resultante tinge o estilo consagrado do videodiário com tintas emprestadas pelo policial noir clássico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sua vez, Maria Augusta tem dado continuidade em sua carreira brasileira à exploração das fronteiras entre documentário e ficção, característica de sua primeira fase de formação na Holanda ("Desi", apresentado no IDFA 2000). A partir de uma proibição legal de exibir adolescentes infratores sob cuidados da Justiça, "Juízo" reencena casos verídicos de audiência judicial usando jovens habituados às mesmas circunstâncias de risco social. Contracenando com eles, os demais participantes vivem seus verdadeiros papéis: familiares, juízes, advogados, funcionários de uma instituição reformadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez nenhuma trajetória espelhe com maior nitidez a crescente sofisticação do documentário brasileiro na era digital que a de João Moreira Salles -que, com o irmão Walter Salles, foi curador os "Top Ten" do IDFA 2002. A exibição de "Entreatos" (2004) e "Santiago" (2006) pelo ciclo explicita a curva de sua produção, do domínio do cinema direto clássico até o documentário autobiográfico ensaístico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realizado na mesma época de "Peões", de Eduardo Coutinho, também presente na mostra, "Entreatos" segue a primeira campanha vitoriosa de Lula à Presidência. Ao contrário de clássicos do gênero, como "Primary" (1960), de Robert Drew, e "The War Room" (1993), de D. A. Pennebaker e Chris Hegedus, nada se registra dos compromissos públicos da disputa, mas sim os intervalos privados do cotidiano do candidato. É assim, entre o épico e o íntimo, que se desenvolve "Entreatos".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Santiago" é, por sua vez, reflexivo e autobiográfico, desenvolvido a partir de um depoimento do idiossincrático mordomo argentino da mansão em que João cresceu no Rio. A incapacidade de fazer um filme daquelas entrevistas, rodados uma década antes, é o motor do agora ensaio fílmico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Involuntariamente, "Santiago" dialoga com "De Zee Die Denkt" (o mar que pensa, 2000), ensaio documental sobre a feitura de documentários que valeu a Gert de Graaf o prêmio máximo do IDFA 2000. Enquanto o holandês discute o processo de forma externa, criando um roteiro que exemplifica as etapas da feitura de um documentário, o brasileiro o faz como autocrítica, a partir de material preexistente captado pelo próprio realizador. Com "Santiago", o documentário brasileiro parece ter deixado para trás sua era da inocência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3653563673759116565?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3653563673759116565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/maturidade-dos-documentarios-nacionais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3653563673759116565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3653563673759116565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/12/maturidade-dos-documentarios-nacionais.html' title='A maturidade dos documentários nacionais'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-UkF-hemFpcg/TtgaKvfGjJI/AAAAAAAAAwY/v9zO06tJPS8/s72-c/filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1522349977816830642</id><published>2011-11-30T22:48:00.001-03:00</published><updated>2011-11-30T22:53:26.101-03:00</updated><title type='text'>Boa oportunidade para docentes universitários que trabalham o tema Sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QOFL7Cflj5Q/TtbdsQOvZqI/AAAAAAAAAwQ/nGmy5jjyeeY/s1600/mente-humana-11.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-QOFL7Cflj5Q/TtbdsQOvZqI/AAAAAAAAAwQ/nGmy5jjyeeY/s400/mente-humana-11.jpg" width="397" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Banco Santander, através da divisão Santander Universidades, lançou ontem (29), um programa cujo objetivo é reconhecer o trabalho de professores universitários que trabalharem com a temática de sustentabilidade nas disciplinas obrigatórias do primeiro semestre de 2012. A ação irá premiar as melhores propostas pedagógicas de professores universitários que envolvam a temática sustentabilidade e as inscrições começam em janeiro de 2012.&amp;nbsp;Esta será uma boa oportunidade para que os docentes da UEPB que trabalham o tema sustentabilidade inscrevam seus projetos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao final do semestre, serão premiadas e disseminadas as melhores práticas em educação que estimulem os alunos a fazerem uma ponte entre o tema central da disciplina e questões sociais, ambientais ou econômicas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os docentes interessados em participar da premiação deverão inscrever e apresentar sua proposta pedagógica a partir do dia 26 de janeiro. A busca por soluções inovadoras no trabalho, o papel das empresas no mundo sustentável e a sensibilização dos alunos quanto ao seu futuro papel na sociedade serão aspectos considerados na hora de encontrar o vencedor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por meio do programa, o Santander visa estimular, reconhecer e promover a multiplicação de práticas educativas que tenham como meta a formação de profissionais mais preparados para a gestão e geração de negócios sustentáveis no Brasil. Além disso, reconhece o papel das instituições de ensino superior na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais informações sobre o programa de reconhecimento podem ser obtidas &lt;a href="http://sustentabilidade.santander.com.br/default.aspx"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1522349977816830642?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1522349977816830642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/boa-oportunidade-para-professores.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1522349977816830642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1522349977816830642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/boa-oportunidade-para-professores.html' title='Boa oportunidade para docentes universitários que trabalham o tema Sustentabilidade'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-QOFL7Cflj5Q/TtbdsQOvZqI/AAAAAAAAAwQ/nGmy5jjyeeY/s72-c/mente-humana-11.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5162510451769018625</id><published>2011-11-29T11:54:00.000-03:00</published><updated>2011-11-29T11:54:41.694-03:00</updated><title type='text'>Mário Lago em família: “a porta de casa estava sempre aberta”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b9HYF2LAYMA/TtTyEkpOBLI/AAAAAAAAAwI/0bQrmdJr-kU/s1600/mario-lago.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" src="http://2.bp.blogspot.com/-b9HYF2LAYMA/TtTyEkpOBLI/AAAAAAAAAwI/0bQrmdJr-kU/s400/mario-lago.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Christiane Marcondes, do Portal Vermelho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antônio Henrique Lago, jornalista de longa e inspirada carreira, fala aqui do pai, Mário Lago, recordando cenas entre quatro paredes. Diz quais são seus trabalhos favoritos e compartilha ensinamentos de toda uma vida. Os fãs do artista plural vão adorar saber que, além de grande na vida pública, ele foi o pai que todo mundo gostaria de ter!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No último dia 26, Mário Lago completaria 100 anos. Morreu em 2002 sem contas a acertar com a vida. Foi tudo o que quis, dispensando já aos 13 anos a casaca de diplomata da qual a mãe fazia questão. Justificou para o filho: “Você é alto, magro, vai cair muito bem”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lago tinha outros planos e, apesar da pressão contra, ninguém na casa tinha moral para reclamar. O pai e avós, além de tios, eram todos músicos, como Mário que, já aos 15, fez uma marchinha para a namorada, com declaração de amor ditada pela militância política, outra vocação. Dizia: “nosso amor vai melhorar quando vier a Constituição”.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com esses versos, o adolescente selou o destino definitivo e um elefante branco invadiu a sala de visitas da casa. O pai sentenciou: “Você está treinando para profissão de fome”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda bem que não foi praga, nem foi de coração, não pegou. Mas dinheiro, a julgar pelo que o Mário personagem público expunha, nunca sobrou. Nem faltou. Em entrevista no programa “Ensaio”, da TV Cultura, Mário se aventurou a fazer uma conta de cabeça. Complicou-se tanto que ninguém conseguiu sequer ajudá-lo. Explicou que foi reprovado três vezes em matemática e soltou a piada, já que bom humor, sim, esbanjava: “Eu não sei somar, por isso sou pobre, sei menos ainda multiplicar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é "o" Mário, segundo contam a lenda, a história e seu filho, Antônio Henrique Lago, jornalista, que faz aqui um rápido e delicioso perfil do pai. Antônio Henrique tem o mesmo humor e convicções do pai, além de já ter produzido obras memoráveis no campo da reportagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Acompanhe a entrevista a seguir:&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Vermelho -&lt;/b&gt; Ator, produtor, diretor, compositor, radialista, escritor, poeta, autor de teatro, cinema, rádio e TV, frasista (que eu trocaria por “filósofo do cotidiano”), militante sindical, ativista político e boêmio. Está tudo lá, no site oficial do Mário Lago. Entre tantas facetas, uma ou algumas se sobrepunham a outras?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Antônio Henrique Lago &lt;/b&gt;- O político sempre. Discutia as questões brasileiras diariamente com a família, amigos, o motorista de táxi, qualquer um que puxasse conversa. A pregação por uma sociedade mais justa e igualitária jamais ficava escondida ou em plano secundário. Papai nunca perdeu uma campanha política. Comunista por formação ideológica, sempre apoiou os candidatos de esquerda e do seu partido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há também o ator, sempre, porque este foi uma parte importante da vida profissional dele. Dar vida a personagens era parte do “ser Mário Lago”. Fazia laboratório sozinho para enriquecer o papel, discutia com o autor e diretor todas as cenas. Atuar era um exercício de vida!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o escritor/autor/poeta, igualmente, sempre. Nos intervalos de gravação, nas férias, ele criava sempre um projeto para escrever. Durante as filmagens de O Padre e a Moça, recolheu material para um livro sobre o Chico Nunes das Alagoas, repentista e boêmio. Numas férias, traduziu a peça Fuente Ovejuna, do espanhol Lope de Vega. Do mesmo modo, escreveu uma peça sobre a revolução dos alfaiates - Foru Quatro Tiradentes na Conjuração Baiana -- que acabou censurada. Nunca deixou de compor, não havia como conter os versos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em casa, quais características pessoais predominantes você enumeraria?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conversa franca, sobre qualquer assunto. Respeito às decisões de cada um da casa. Clima muito democrático.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Boêmio em um casamento que durou a vida toda. Como o Mário dividia o tempo entre o amor/família e as paixões, como a arte. Ficava em déficit com um lado ou outro?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olha, papai sempre ia para os locais da boemia e levava minha mãe junto, mas eu lembro de ele chegar para uma conversa noturna sobre política, meus estudos - às vezes ele até me ajudava com os trabalhos escolares. Discutíamos minhas decisões pessoais e ele sempre respeitou as minhas escolhas. Ele e mamãe tinham a democracia entranhada no corpo e na mente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como era a casa do Mário? Um burburinho de música, amigos, festas? E o silêncio para criar, também habitava esse lar de artista?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A porta da casa de papai estava sempre aberta. Dolores Duran ia lá mostrar músicas. Carlos Marighela ia lá discutir coisas do PCB. Meus amigos e companheiros de militância política iam lá conversar. Era assim desde que me entendo por gente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na hora de criar, papai ia pro quarto, fechava a porta e se transportava para a criação, quer fosse para estudar as falas de um personagem, quer fosse para tocar o projeto de um livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em uma frase, na sua opinião, qual o maior legado do Mário para:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- Você, filho&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AHL - A defesa de uma sociedade justa e igualitária com o fim da exploração do homem pelo homem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- A arte&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AHL - Grandes interpretações como a do pescador Santiago, de O Velho e o Mar; e o Atílio da novela Casarão. Os versos de Nada Além, de Aí que saudades da Amélia e Aurora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;- A sociedade&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;AHL - Um exemplo de coerência política, honestidade de princípios. Tudo parte da luta pela sociedade sem exploração e opressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sem segunda opção, qual música, filme (como ator ou diretor), papel na TV você colocaria como número 1 no ranking das criações do Mário?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como música, eu gosto mais, puramente pessoal, do Nada Além. Mas sempre me emocionei muito nos bailes de carnaval ao ouvir o povo cantando Aurora. O Padre e a Moça, de Joaquim Pedro de Andrade, como filme. E papel na TV foi o Atilio, do Casarão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mário criava compulsiva ou metodicamente? Há ainda muita produção dispersa, inéditos? O que podemos esperar?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai era um criador compulsivo/metódico. Ele não podia ficar parado. Se não estivesse gravando, estava bolando algo e escrevendo.Escrevia, depois lia, corrigia, mudava, lia de novo e assim por diante, até ficar satisfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Mário era polivalente e multimídia. Como ele se relacionava com as novas tecnologias? Chegou a incorporar essa linguagem internética a seus trabalhos?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai não chegou a usar a tecnologia multimídia moderna. Ele exercia a multimídia pessoalmente. Acho que a formação sem a internet bastou para ele. Além do que ele conviveu muito pouco com a internet.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual, na sua opinião, foi a grande realização dele no campo das artes? De qual ou quais obras ele mais se orgulhava?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Papai achava que cada texto, música e personagem eram um sucesso particular e parte do todo que ele considerava o melhor da sua obra. Ele realmente gostava de tudo que fez.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E na política, qual a grande conquista e a grande frustração na sua vida de lutador?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele tinha muito orgulho de ter participado do comando da greve dos radialistas de 1962, que resultou na regulamentação da profissão. E de ter participado das lutas pela liberdade e ter visto as quedas das ditaduras de Getúlio Vargas e dos militares. Acho que frustração foi a de ver que o homem ainda vive numa sociedade intrinsecamente injusta e exploradora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pacifista e inconformado, por isso mesmo eterno militante, que causa ou causas você acha que ele defenderia hoje?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que ele continuaria a lutar contra a exploração do homem pelo homem. E, é claro, as causas ambientais também estariam entre as suas preocupações.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5162510451769018625?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5162510451769018625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/mario-lago-em-familia-porta-de-casa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5162510451769018625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5162510451769018625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/mario-lago-em-familia-porta-de-casa.html' title='Mário Lago em família: “a porta de casa estava sempre aberta”'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b9HYF2LAYMA/TtTyEkpOBLI/AAAAAAAAAwI/0bQrmdJr-kU/s72-c/mario-lago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3547737050162466677</id><published>2011-11-25T21:56:00.000-03:00</published><updated>2011-11-25T21:56:47.714-03:00</updated><title type='text'>Até FHC...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zT0aw8r_0wk/TtA4j5Inv8I/AAAAAAAAAwA/FmZjb4k9BeI/s1600/estudantes_usp-540x360%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-zT0aw8r_0wk/TtA4j5Inv8I/AAAAAAAAAwA/FmZjb4k9BeI/s400/estudantes_usp-540x360%255B1%255D.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Violência -&lt;/b&gt; PM apontando revolver calibre 12 para estudantes que ocupavam prédio da USP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Juliana Rosas, da Ascom/UEPB&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mídia e informação são poderosas. Haja vista que tanto em países com sistema capitalista, quanto comunista, restringem ou tentam restringir ao máximo o acesso a estas. Democracia pode ser o melhor caminho, mas é difícil e tem um alto custo. Neste momento, refiro-me mais especificamente aos comentários que infelizmente assisti no Jornal da Cultura, na primeira quinzena deste mês, sobre a represália policial na reitoria da Universidade de São Paulo (USP). Uma coisa que eu não aguento na parte medíocre do jornalismo brasileiro é uma tevê pública de suposta qualidade como a TV Cultura ter uma apresentadora rasa e ultraconservadora como Maria Cristina Poli. Começo logo dizendo que ela merece um alto e sonoro &lt;b&gt;CALA A BOCA, POLI!!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproveito para mandar um cala a boca também para a igualmente ultraconservadora professora de Direito, Maristela Basso, uma das convidadas do jornal, que, entre muitas besteiras disse, na ocasião, “que lugar de maconheiro não era dentro do campus”. Parabéns, advogada. Você se uniu à classe de juristas de extrema direita estereotipando tudo e todos. Se fosse numa universidade holandesa, será que ela estaria utilizando esses termos? Se daqui a cinco anos o governo descriminalizar a maconha, as pessoas continuarão utilizando esses termos? Isso justifica a agressiva atitude e ação policiais?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem não estiver entendendo, tal discussão se deu alguns dias após a invasão da reitoria por policiais militares, depois de alguns alunos se negarem a deixar a reitoria da USP. E o presente artigo, embora previamente pensado, finalmente veio à vida quando até o “neoliberal” ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, ter declarado que “chamar estudante da USP de maconheiro é absurdo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Entenda o caso&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O portal Última Instância explicou o caso, sem os preconceitos descabidos que vimos anteriormente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ver: &lt;a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/53988/chamar+estudante+da+usp+de+maconheiro+e+absurdo+diz+fernando+henrique+cardoso.shtml"&gt;Última Instância&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em algumas palavras, explicam que apesar de a discussão sobre o convênio entre a PM e a reitoria ser mais antiga, a tensão aumentou em 27 de outubro, quando três estudantes da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas foram abordados no estacionamento da instituição sob a alegação de porte e consumo de cigarros de maconha. A ação desencadeou tensão entre estudantes e policiais e foi seguida de uma ocupação da administração da faculdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 1º de novembro, reivindicando o fim do convênio entre a PM e a USP, bem como a renúncia do reitor João Grandino Rodas (Nomeado para o cargo pelo então governador José Serra, sem que fosse o mais votado nas eleições), um grupo composto por 73 estudantes ocupou o edifício da reitoria, contrariando deliberação de Assembleia-Geral e o posicionamento oficial do Diretório Central dos Estudantes, o DCE.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A reintegração de posse ocorreu sete dias depois, mediante operação policial que contou com batalhões da Tropa de Choque, da Cavalaria, do GOE (Grupo de Operações Especiais) e do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais). Também dois helicópteros da PM permaneceram sobrevoando a cidade universitária por toda aquela manhã. No mesmo dia uma nova Assembleia ocorreu na FFLCH e deliberou a greve dos estudantes, que permanece até hoje em algumas faculdades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Voltando ao Jornal&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto o outro convidado, professor Vladimir Safatle tentava dirimir os estereótipos que estavam sendo reverberados na mídia, de que ali eram todos estudantes ricos, por exemplo, pois em seu curso a maioria era advinda de escolas públicas e de lugares justamente avessos à ação de policiais, a advogada só e apenas continuava a reiterar seu conservador discurso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O professor Safatle, sabiamente e sobriamente, ainda tentava explicar que para a classe alta, a polícia chega para resolver o problema. Nas classes mais baixas, ao contrário, ele leva problemas e o pior, são treinadas para lidar com estereótipos, coisa que é bastante relativa dentro de um campus universitário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso essa classe e os estudantes tidos como estereótipos são avessos à presença desses policiais. Policial trata a classe baixa como lixo, como o problema causador. E é treinada para lidar com estereótipos. Quem é parado em revistas? Quem é parado em blitze de trânsito? O policial é treinado para achar que aquele cabeludo de bermuda é maconheiro. No ambiente universitário, aquele cabeludo pode ser um professor, um ótimo estudante, um pacifista, um pesquisador. Não necessariamente sinônimo de maconheiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Muitos estudantes que estão ali não pertencem a um grupinho desocupado de classe média. No campus da USP, os estudantes estão ali para estudar e a polícia está fazendo o papel, que, dentro do campus, não é dela, abordando estudantes até dentro de bibliotecas, baseados nos seus estereótipos e amostragem. E, claro, um estudante bem informado não vai gostar nada disso”, comentou Vladimir Safatle.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de uma opinião esclarecida, a professora Maristela vem reiterar a pérola “Lugar de maconheiro não é dentro do campus”. Eu acrescentaria que lugar de dondoca não é na Universidade, nem falando besteira em horário nobre ou tevê pública. E para a apresentadora, eu diria que lugar de jornalista incompetente, limitado e sem visão crítica é na rua.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3547737050162466677?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3547737050162466677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/ate-fhc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3547737050162466677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3547737050162466677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/ate-fhc.html' title='Até FHC...'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zT0aw8r_0wk/TtA4j5Inv8I/AAAAAAAAAwA/FmZjb4k9BeI/s72-c/estudantes_usp-540x360%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1661360369181231809</id><published>2011-11-24T14:52:00.000-03:00</published><updated>2011-11-24T14:52:38.120-03:00</updated><title type='text'>20 anos sem Freddie Mercury</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TmGO7hVYmY8/Ts6EO_yssbI/AAAAAAAAAv4/uQkRM5s4gB4/s1600/freddie_mercury_5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://2.bp.blogspot.com/-TmGO7hVYmY8/Ts6EO_yssbI/AAAAAAAAAv4/uQkRM5s4gB4/s400/freddie_mercury_5.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Thiago Ney, do Portal IG&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste 24 de novembro de 2011, completam-se 20 anos da morte de Freddie Mercury, cantor, compositor, músico e entertainer que ultrapassa barreiras geracionais e classificações de gênero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era o "mais virtuoso cantor da história do rock", segundo Roger Daltrey, vocalista do Who. Axl Rose disse: "Se não me apoiasse nas letras de Freddie Mercury na infância, não sei onde estaria". Ao ser perguntado certa vez se era um fã do Queen, Michael Jackson respondeu: "Sou um fã de Freddie Mercury". Katy Perry confessou que Mercury é a sua principal influência. "O maior frontman de todos os tempos", vaticinou Dave Grohl (Foo Fighters).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nascido Farrokh Bulsara em 5 de setembro de 1946 na Tanzânia, morou na Índia quando criança e, aos 17 anos, mudou-se para o Reino Unido e tornou-se cidadão britânico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Formou o Queen (o nome foi escolha dele) ao lado de Brian May (guitarista) e Roger Taylor (baterista) em 1970 - o baixista John Deacon entraria depois. Na mesma época, deixou de ser Farrokh Bulsara e passou a ser conhecido como Freddie Mercury.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no início dos anos 1970, a banda lançou discos fundamentais como "Sheer Heart Attack" (1974), "A Night at the Opera" (1975) e "A Day at the Races" (1976). Aí veio o punk, para destruir todos os excessos do rock. Mas o Queen sobreviveu - e bem. Após 1978, vieram músicas como "Bicycle Race", "Another One Bites the Dust", "Under Pressure", "Radio Ga Ga" (que influenciou certa cantora pop), "i Want to Break Free".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vocalista produziu dois discos fora da banda: um solo, "Mr. Bad Guy", em 1985; e outro com a soprano Montserrat Caballé, "Barcelona", em 1988. Gravou duetos com Michael Jackson até hoje inéditos - Brian May já disse que essas canções podem ser lançadas oficialmente em 2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Queen vendeu mais de 300 milhões de discos. Números impressionantes impulsionados também pelo lado compositor de Mercury: são dele canções como "Bohemian Rhapsody", "We Are the Champions", "Crazy Little Thing Called Love".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último show de Freddie Mercury com o Queen aconteceu em agosto de 1986, em Knebworth, na Inglaterra - para 300 mil pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 23 de novembro de 1991, um dia antes de morrer, Mercury anunciou que era portador do vírus HIV.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Pop, rock, heavy metal&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se Frank Sinatra não tivesse agarrado antes o apelido The Voice, ele certamente cairia bem em Freddie Mercury. Sua voz passeava entre graves profundos e agudos operísticos sem nenhum tropeço. Sentia-se à vontade tanto em arenas roqueiras como em um estúdio gravando com Montserrat Caballé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em um mesmo show (às vezes até durante uma mesma canção), encarnava um astro pop, um roqueiro teatral, um cerebral músico progressivo, um furioso líder heavy metal, uma estrela glam exagerada e colorida. O tipo de performance que parece saída de um sonho de Almodóvar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Brasil testemunhou o poder de palco de Freddie Mercury por duas vezes. Em 1981, no estádio do Morumbi (um dos primeiros grandes shows internacionais a aportar no país), e no Rock in Rio de 1985.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também em 1985, o vocalista (e consequentemente o Queen) protagonizou aquele que é provavelmente o seu grande momento: uma histórica performance no Live Aid, no estádio Wembley, em Londres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em pouco mais de 20 minutos, a banda tocou "Bohemian Rhapsody", "Radio Ga Ga", "Hammer to Fall", "Crazy Little Thing Called Love", "We Will Rock You" e "We Are the Champions". Segundo votação feita entre músicos e especialistas da indústria fonográfica, foi a melhor apresentação da história da música pop - e você pode assisti-la ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A influência do Queen - e de Freddie Mercury - está em toda parte. Na extravagância de Lady Gaga; na eletrônica de estética roqueira do Justice; na grandiosidade do Killers.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até Kurt Cobain respeitava Freddie Mercury. Na sua nota de suicídio, o líder do Nirvana escreveu: "Quando estou no backstage e as luzes se acendem e o público começa a gritar, isso não me afeta do jeito que afetava Freddie Mercury, que parecia amar, saborear a adoração do público, algo que eu admiro e invejo".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1661360369181231809?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1661360369181231809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/20-anos-sem-freddie-mercury.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1661360369181231809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1661360369181231809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/20-anos-sem-freddie-mercury.html' title='20 anos sem Freddie Mercury'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TmGO7hVYmY8/Ts6EO_yssbI/AAAAAAAAAv4/uQkRM5s4gB4/s72-c/freddie_mercury_5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5607546508917981286</id><published>2011-11-23T15:06:00.000-03:00</published><updated>2011-11-23T15:06:45.276-03:00</updated><title type='text'>Num mundo que dá extremo valor ao individualismo há lugar para a amizade?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PrLLMxEA-lA/Ts02E1_sRoI/AAAAAAAAAvw/R9F-WHqOQfc/s1600/fraternidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://3.bp.blogspot.com/-PrLLMxEA-lA/Ts02E1_sRoI/AAAAAAAAAvw/R9F-WHqOQfc/s400/fraternidade.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Rosely Sayão, psicóloga e escritora&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma garota de 15 anos me encaminhou uma longa, triste e emocionante mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Usando uma linguagem própria de alguns grupos de adolescentes, ela questionou a amizade de uma maneira bem adulta, arrisco dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os casos que ela me contou para desenvolver seu raciocínio argumentativo, escolhi dois, porque parecem ser situações bastante comuns na convivência entre adolescentes. Vamos partir desses exemplos para nossa conversa de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nossa jovem leitora tinha duas grandes amigas. Ou pelo menos era assim que as considerava: falavam-se sempre, trocavam segredos e honravam essa condição. Ofereciam apoio quando preciso, eram solidárias na tristeza e nas situações difíceis pelas quais passavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um segredo que a jovem compartilhou com uma das amigas foi o afeto que nutria por um garoto da escola, mas que ela não tinha coragem de demonstrar. Pois numa festa a que foram juntas, essa amiga ficou com o tal garoto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você pode imaginar, caro leitor, a decepção que essa garota vivenciou? E a situação piorou quando, no dia seguinte, ela foi conversar com a amiga e esta justificou o ocorrido de um modo muito simples: "rolou".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Então isso é amizade?", perguntou a garota em sua mensagem. Inconformada, cortou a relação de confiança e a intimidade com a outra menina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, elas se cumprimentam de modo distante, apenas isso. E, pelo jeito que nossa leitora conta, seu sofrimento aumenta cada vez mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que tal encontrar em uma rede social, ao ler a página de uma colega, a confissão pública daquela que também considerava uma amiga, de que ela só lhe fazia companhia por pura pena de nossa jovem leitora?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos agora refletir um pouco a respeito da amizade no mundo atual e, para tanto, comecemos por essa última situação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Franqueza e transparência são fundamentais para as relações de amizade. Sem tais características, o relacionamento amoroso que caracteriza a amizade não sobrevive. Aliás, nem sequer vive.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra característica básica de pessoas que querem ser amigas de outras é a maturidade para controlar os próprios impulsos em favor da amizade. Saber renunciar a prazeres imediatos para preservar o amigo é condição fundamental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na adolescência, o jovem amadurece e ganha, cada vez mais, a condição de ser e de ter amigo. É claro que, nessa trajetória, vai errar, vai experimentar o sabor amargo da perda de um amigo como consequência de um comportamento impensado, inconsequente, infantil e imaturo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, não foram os comportamentos daquelas que um dia foram consideradas amigas por nossa leitora que chamaram a atenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que causa estranhamento nessas histórias é o fato de nenhuma das garotas ter se sentido magoada por magoar. É o fato de nenhuma ter mostrado arrependimento por ter disposto de um relacionamento de amizade, e por tão pouco. E o pior: talvez elas nunca venham a saber disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devemos nos perguntar se, num mundo que dá extremo valor ao individualismo, à realização de nossos caprichos e ao prazer imediato, há lugar para a amizade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deve haver. Afinal, são os amigos que dão sabor à nossa vida, que a iluminam, que fazem com que valha a pena viver, mesmo enfrentando as mazelas inevitáveis com as quais nos deparamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos fazer algo para que os mais novos conheçam essa alegria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5607546508917981286?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5607546508917981286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/num-mundo-que-da-extremo-valor-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5607546508917981286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5607546508917981286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/num-mundo-que-da-extremo-valor-ao.html' title='Num mundo que dá extremo valor ao individualismo há lugar para a amizade?'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-PrLLMxEA-lA/Ts02E1_sRoI/AAAAAAAAAvw/R9F-WHqOQfc/s72-c/fraternidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1923900681470086026</id><published>2011-11-22T11:56:00.000-03:00</published><updated>2011-11-22T11:56:01.004-03:00</updated><title type='text'>Inscrições abertas para workshop "O Profissional da Música" - inscrições são um quilo de alimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RQhngNmXC30/Tsu3xwAJM7I/AAAAAAAAAvo/uEDIaEUnRCk/s1600/dia-do-musico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-RQhngNmXC30/Tsu3xwAJM7I/AAAAAAAAAvo/uEDIaEUnRCk/s400/dia-do-musico.jpg" width="371" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Da Assessoria do Sesc/CG&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Arte: Drum Shop&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já estão abertas as inscrições para o workshop O Profissional da&amp;nbsp;Música, promovido pelo guitarrista Zé Filho, dentro da programação do IX&amp;nbsp;Projeto 7 Notas e do V Encontro da Música Regional de Raiz. A oficina&amp;nbsp;acontece no dia 26 de novembro, das 10 às 12 horas, no Sesc Centro Campina&amp;nbsp;Grande. Para se inscrever, é necessária a doação de um quilo de alimento não&amp;nbsp;perecível, que será repassado para o programa Mesa Brasil Sesc. As vagas&amp;nbsp;são limitadas para 30 pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O workshop é voltado para os músicos e o público interessado e tem&amp;nbsp;como objetivo capacitá-los para o mercado fonográfico. O curso abordará&amp;nbsp;aspectos relacionados à profissão do músico, comportamento profissional,&amp;nbsp;além de demonstrar o uso dos equipamentos para as apresentações ao vivo e&amp;nbsp;em estúdio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com três álbuns e um DVD lançado, o guitarrista Zé Filho, que é natural&amp;nbsp;do Recife, desenvolve um trabalho na área de música instrumental há quase 15&amp;nbsp;anos, atuando ainda como divulgador desse estilo através de apresentações&amp;nbsp;em todo o país. O artista se apresenta no dia 26, a partir das 18h, na&amp;nbsp;Praça da Bandeira, através do Projeto Sete Notas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Projeto 7 Notas e Encontro da Música Regional de Raiz é uma&amp;nbsp;realização do Sesc Paraíba em parceria com o Departamento Nacional do&amp;nbsp;Sesc. Para mais informações, entrar em contato pelo telefone 3341-5800 ou dirija-se até a unidade, que fica na Rua Giló Guedes, 650, no Centro de Campina&amp;nbsp;Grande.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1923900681470086026?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1923900681470086026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/inscricoes-abertas-para-workshop-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1923900681470086026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1923900681470086026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/inscricoes-abertas-para-workshop-o.html' title='Inscrições abertas para workshop &quot;O Profissional da Música&quot; - inscrições são um quilo de alimento'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RQhngNmXC30/Tsu3xwAJM7I/AAAAAAAAAvo/uEDIaEUnRCk/s72-c/dia-do-musico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-2797170036904732280</id><published>2011-11-21T15:23:00.000-03:00</published><updated>2011-11-21T15:23:44.179-03:00</updated><title type='text'>Solidão em banda larga</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-N15GNTfUTZg/TsqXAdaay3I/AAAAAAAAAvg/HujxdJuv1OQ/s1600/tumblr_lhyaov3XyG1qblufoo1_500_large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://1.bp.blogspot.com/-N15GNTfUTZg/TsqXAdaay3I/AAAAAAAAAvg/HujxdJuv1OQ/s400/tumblr_lhyaov3XyG1qblufoo1_500_large.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Matheus Pichonelli, da Revista Carta Capital&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguma coisa acontece desde que o primeiro internauta descobriu que podia comprar comida chinesa com um botão. Ou analisar o perfil da mulher ideal e entregar de bandeja os seus segredos mais profundos em salas de bate-papo antes do primeiro encontro. Ou baixar música de graça, pagar conta no banco a distância ou contatar profissionais para passear com seu cão enquanto se mantém ocupado na frente do computador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É fato: a introdução das (já não tão) novas tecnologias no cotidiano provocou estragos nas formas tradicionais de relacionamento. Mas a dimensão desses estragos ainda está por ser medida em estudos, palestras motivacionais, campanhas políticas, reuniões de associação de bairro, memorandos governamentais, fichas médicas, investigações policiais, pesquisas de mercado ou de opinião. E é possível que poucos deles consigam chegar perto do retrato dos nossos dias feito pelo diretor Gustavo Taretto em seu filme “Medianeras”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No longa, Taretto correu todos os riscos de tropeçar num debate que, em condições normais de pressão e temperatura, jamais caberia (ou caberia ridiculamente) em 95 minutos de exibição. Não só coube como ficou delicadamente desenhado em dois personagens-símbolos do que seria o anti-herói da primeira década do século XXI. Uma geração com seus Iphones, vícios, neuroses e contradições guardados na mochila.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Martin e seu companheiro de quarto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa das mais emblemáticas cenas do filme, Martin, o estranho personagem interpretado por Javier Drolas, conta para uma amiga recém-conhecida numa sala de bate-papo eletrônico que desenvolveu uma espécie de termostato emocional que o impede de vivenciar grandes tristezas ou grandes alegrias na vida. Do outro lado da tela, a menina questiona: “E quando a tristeza se torna inevitável?”. “Aí eu tomo Rivotril”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sala de cinema relativamente cheia para uma noite de terça-feira, os sorrisos eram contidos diante de tantas estocadas emendadas pelo diretor sobre a vida em Buenos Aires. O cenário da metrópole funciona como a extensão das próprias contradições de seus habitantes, cada vez mais enclausurados em apartamentos sem janelas ou outras formas de conexão com o mundo que não seja a fibra ótica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não havia cenário melhor para retratar a solidão, candidata a mal do século passado, atual e futuro. No filme, Martin é um jovem fuçador de internet que ganha a vida criando sites. Mora sozinho com um cachorro abandonado por uma namorada que, no auge da crise argentina, embarcou para os Estados Unidos e não voltou jamais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hipocondríaco, só anda na rua se em sua mochila tiver todo tipo de medicamento – acompanhado das instruções por escrito sobre como ser socorrido em caso de ataque de pânico – três camisinhas, um iPod e várias parafernálias. Adora natação, mas odeia tudo o que tem em volta da piscina (o caminho de casa, os chinelos molhados, o movimento das raias, as pessoas…).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E fica desapontado toda vez que chega em casa e descobre que não tem e-mails novos. E com as mulheres quando as encontra pessoalmente: todas tão interessantes na apresentação em sites eletrônicos e suas listas de referências mil, gosto por viagens, livros, música e arte oriental. E que, no fim, têm o azar de não terem nascido mudas quando atuam na vida real. (Num dos momentos mais hilários, Martin chega a compará-las a um Big Mac, um lanche que, segundo ele, sempre parece mais interessante nas fotos e na propaganda do que no prato).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para passar o tempo, ou não morrer de tédio, Martin cumpre à risca a orientação do psicólogo: andar pela cidade tirando fotos para se distrair, num exercício que o leva a desconfiar que todas as fobias de seu tempo são consequência da expansão desenfreada e sem critério da própria cidade que fotografa, com seus prédios, seus becos e fachadas sem frente, verso ou janelas (as “medianeras”).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mariana e o trauma de não encontrar Wally no desenho da cidade&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sintomas da depressão e da desintegração povoam o cenário. Do outro lado da rua, exatamente no prédio ao lado de Martin, Mariana (Pilar López de Ayala) acaba de voltar para uma quitinete após quatro anos de um relacionamento que naufragou. Arquiteta que jamais construiu uma casa, ela passa os dias conversando com os manequins entulhados em casa e que serão usados para compor o cenário das vitrines decoradas por ela. É nessas vitrines, um espaço intermediário entre a rua e o interior da loja, que ela consegue se sentir em paz. Pensa que, se os transeuntes passarem, olharem e gostarem da decoração, estarão de alguma forma também gostando dela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mariana vive em silêncio, com medo e cheia de manias. É capaz de subir 20 andares de escada porque tem medo de elevador. E de descer todas as escadas em segundos para fugir de um encontro que a assusta. Quando perguntada por que não encara o medo com olhos fechados, ela desconversa: “nem tudo se resolve simplesmente fechando os olhos…”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua maior distração são as visitas ao planetário da cidade que a leva a pensar na finitude da própria vida, fechada num planeta que é só parte de um sistema, que é só parte de uma galáxia, que é só uma entre tantas galáxias do universo…tudo para lembrar do seu tamanho diante do infinito e amenizar o peso das próprias frustrações e o medo de não sentir dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parte de sua paranoia com o mundo que a rodeia é culpa de Wally, o personagem de camisas listradas que se esconde nos mais diferentes cenários. Desde criança, Mariana tenta, em vão, encontrar Wally nas páginas de um livro que reproduz a vida numa metrópole. Passa os olhos com lupa, ponto a ponto, mas o nervosismo cego a impede de cumprir a missão. O que a leva a concluir: “se a cidade não me permite encontrar alguém que eu conheço, que sei como é, como faço para encontrar comigo mesma, que não sei quem é nem o que quer?”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meio a tantas dúvidas, Martin e Mariana levam suas vidas a poucos metros um do outro. O desencontro entre eles pelas mesmas vias parece a alegoria perfeita sobre o autismo coletivo: andamos pelas ruas, mas sempre distraídos pela trilha sonora que passeia em nossos fones de ouvido. Já não ouvimos (nem vemos) o que acontece ao redor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Difícil não se identificar com as situações cotidianas vivenciadas diariamente em cidades como Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro, Cidade do México ou Nova York. É como se Taretto usasse seus personagens para situar a própria plateia, também enclausurada em suas contraditórias metrópoles. Parecia saber que, diferentemente do que acontecia num tempo não muito distante, muitos desses espectadores já não se reúnem com os amigos ao fim da tarde para um chope ou para ver (ou jogar) futebol. Também não almoçam com a família aos finais de semana. Não confessam os pecados para o padre nem veem respostas a leste ou oeste de Berlim. Não sentem culpa por não verem sentido nos relacionamentos nem na estabilidade da carreira. Nem convidam os colegas de trabalho para um café ou cigarro na área comum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São personagens (dentro e fora da tela) vítimas de crises econômicas perenes (embora pareçam cíclicas) e que desempenham trabalhos descontínuos, incertos, sem benefícios ou seguridade. Não têm casa própria nem carro e, diferentemente dos pais, já não acham que a grande festa de casamento irá salvá-los das próprias mediocridades. E estão expostas a tantas informações que, ao fim do dia, veem o corpo empacar na hora de dormir, falar, observar ou se relacionar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;'Quando gostam das vitrines que decoro, é como se também gostassem de mim', pensa a personagem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma multidão que se conecta, mas também se desagrega, se espalha, se desconcentra – e se o meio é a mensagem, personagens, espectadores e suas contradições não poderiam estar num lugar mais certo (e inseguro).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa enxurrada de novos signos que se espalham na velocidade das redes sociais, um certo instinto ainda é preservado entre as gerações que se sucedem: como numa sintonia, cada personagem se recolhe a seu canto quando quer chorar ou quando se emociona num fim de filme.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os arroubos de felicidade é que, por ironia, só passam a ter sentido se forem espalhados nos sites de compartilhamento, onde é impossível distinguir um sorriso de uma encenação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um sinal dos tempos que o diretor não deixou escapar, numa sacada mais assustadora que hilária: no admirável mundo novo, se nada mais der certo ainda é possível apertar o “Control + Alt + Del” e todos serão salvos (inclusive os arquivos e históricos de qualquer confissão). Nas ruas a coisa desanda, mas contra isso também há um comando: em caso de emergência, desista de mudar o mundo e quebre o Rivotril.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-2797170036904732280?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/2797170036904732280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/solidao-em-banda-larga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2797170036904732280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2797170036904732280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/solidao-em-banda-larga.html' title='Solidão em banda larga'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-N15GNTfUTZg/TsqXAdaay3I/AAAAAAAAAvg/HujxdJuv1OQ/s72-c/tumblr_lhyaov3XyG1qblufoo1_500_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-1257582949265727536</id><published>2011-11-18T14:03:00.000-03:00</published><updated>2011-11-18T14:03:30.578-03:00</updated><title type='text'>Acumulando o desnecessário</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-a15uL8TnZYY/TsaP0Bnk1gI/AAAAAAAAAvY/0lstWaSX7jM/s1600/consumismo_3_1173934933.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="271" src="http://2.bp.blogspot.com/-a15uL8TnZYY/TsaP0Bnk1gI/AAAAAAAAAvY/0lstWaSX7jM/s400/consumismo_3_1173934933.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Anna Veronica Mautner, da Revista Equilíbrio&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo está dividido entre os milhões abaixo da linha da miséria, que não têm nada, e os que têm. Mas todos sonham com abundância. Falo dos que têm, mas isso inclui os que sonham em ter o mínimo e, depois, bastante.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece uma epidemia! Com maior frequência, ouço gente da classe média se queixando da dificuldade para se desfazer de tralhas inúteis. Não sou só eu que me sinto abafada por excessos de tudo. Minha geração toda está assim. A esta altura temos demais de tudo. Mais de 3/4 dos meus livros, confesso, estão nas estantes como quadros de uma exposição. Livro enfeita, cria aconchego. Mesmo assim, não precisava de tantos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E roupa de cama? Quem não tem mais do que precisa? Estou falando de lares de classe média e até de lares milionários. Mas o vício da acumulação pode ser visto também entre pessoas de estilo e recursos mais modestos. Em geral, temos mais meias, sapatos e chinelos do que podemos vir a precisar na próxima década. Não estou falando de colecionadores. Colecionar é outra coisa -é ter para ter, e não para usar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E para que tantas frigideiras, conchas, escumadeiras e roupas que nunca usamos? É preciso muita força de vontade para apagar os resquícios que ainda estão na memória coletiva do tempo em que havia somente o necessário.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso a gente vai juntando, como se amanhã não fosse haver mais. Ao nos darmos conta, estamos diante de espaços empanturrados, em casa e no escritório.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante dessa situação historicamente insólita, nos encontramos perdidos, sem saber como lidar com isso tudo. Algumas raras pessoas que a natureza dotou de uma extraordinária aptidão espacial são capazes de ordenar os objetos em diminutos espaços. Enquanto as moradias são cada vez menores, portanto os espaços de armazenamento também, nossos bens são cada vez mais abundantes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vivendo neste mundo em que os bens mais caros são o silêncio e o espaço, não é fácil arrumar lugar para tudo. E aí caímos num terrível círculo vicioso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não consumirmos, desempregamos. Precisamos continuar a comprar, as fábricas têm que continuar a produzir, senão os empregados não poderão consumir o que os outros estão produzindo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um círculo vicioso sem fim. Ou será que algum economista sabe parar essa roda da fortuna ou, quem sabe, roda da pobreza? O consumismo tem um lado sombrio. Tão difícil é a solução que o estudo do destino do não perecível se tornou objeto de teses acadêmicas. O destino do lixo sólido é assunto de política e de ciência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-1257582949265727536?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/1257582949265727536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/acumulando-o-desnecessario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1257582949265727536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/1257582949265727536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/acumulando-o-desnecessario.html' title='Acumulando o desnecessário'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-a15uL8TnZYY/TsaP0Bnk1gI/AAAAAAAAAvY/0lstWaSX7jM/s72-c/consumismo_3_1173934933.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5617861460216421024</id><published>2011-11-16T15:34:00.000-03:00</published><updated>2011-11-16T15:34:04.767-03:00</updated><title type='text'>John Cassavetes e os épicos da alma humana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tquHooZ6lUI/TsQCBj3WOCI/AAAAAAAAAvQ/bjDbZ53JZwo/s1600/cassavetes1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="275" src="http://2.bp.blogspot.com/-tquHooZ6lUI/TsQCBj3WOCI/AAAAAAAAAvQ/bjDbZ53JZwo/s400/cassavetes1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por José Geraldo Couto, da Carta Capital&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filho de imigrantes gregos, John Cassavetes trabalhou como ator no teatro, no cinema e na televisão. Também diretor, transformou-se em referência no “cinema independente” ou “cinema verdade” nos Estados Unidos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre que se fala em “cinema independente” ou “cinema verdade” nos Estados Unidos, John Cassavetes (1929-1989) é citado como um destemido pioneiro. “Ele encarnou a emergência de uma nova escola de cinema de guerrilha em Nova York”, resume Martin Scorsese.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Filho de imigrantes gregos, Cassavetes formou-se em 1950 na American Academy of Dramatic Arts e passou a trabalhar como ator no teatro, no cinema e na televisão. Das aulas de atuação em teatro que ministrava em Nova York surgiu o projeto de seu primeiro longa como diretor, Sombras (1959), realizado totalmente fora dos padrões hollywoodianos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De baixíssimo orçamento, financiado por meio de subscrições entre amigos e parentes, o filme trazia já as principais marcas do cinema do diretor: planos longos, espaço para a improvisação dos atores, equipamento leve, filmagens fora do estúdio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A partir daí passou a alternar seu cinema independente, feito com um grupo pequeno e fiel de atores – sua mulher Gena Rowlands, Ben Gazzara, Seymour Cassel, o próprio Cassavetes –, e alguns projetos de encomenda e trabalhos na tevê. Como ator, esteve em quase 80 filmes, entre eles Os Doze Condenados, de Aldrich, O Bebê de Rosemary, de Polanski, e A Fúria, de De Palma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cassavetes foi um dos poucos cineastas indicados a Oscars nas três categorias: direção, roteiro e ator. Não ganhou nenhum.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suas principais obras – Faces, Uma Mulher sob Influência, Glória e Amantes – foram incensadas na Europa e influenciaram todo o cinema independente que veio depois. “Todos os filmes de Cassavetes são épicos da alma”, definiu seu admirador Martin Scorsese.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;DVDs&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sombras (1959)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No ambiente alternativo da Manhattan da era beatnik, um cantor mulato (Hugh Hurd) e seus irmãos vivem situações de racismo velado ou explícito. Com um andamento solto como a trilha de jazz, o filme de estreia de Cassavetes tem um tom de registro documental das reações humanas. Ganhou o prêmio da crítica em Veneza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Faces (1968)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crise de um casal de classe média. Richard Forst (John Marley) abandona a esposa Maria (Lynn Carlin) por uma mulher mais jovem (Gena Rowlands). Desesperada, Maria aborda um jovem (Seymour Cassel) na rua e o leva para casa. Os afetos e paixões são levados ao extremo neste que é um dos psicodramas cruciais de Cassavetes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Uma Mulher sob Influência (1974)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um operário (Peter Falk) às voltas com a instabilidade mental da mulher (Gena Rowlands). Ele tenta absorver o comportamento estranho dela para preservar os filhos, até a ruptura. Uma visão anticonvencional da loucura. O filme foi indicado aos Oscars de direção (Cassavetes) e atriz (Rowlands).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5617861460216421024?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5617861460216421024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/john-cassavetes-e-os-epicos-da-alma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5617861460216421024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5617861460216421024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/john-cassavetes-e-os-epicos-da-alma.html' title='John Cassavetes e os épicos da alma humana'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tquHooZ6lUI/TsQCBj3WOCI/AAAAAAAAAvQ/bjDbZ53JZwo/s72-c/cassavetes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-5653519590645692823</id><published>2011-11-14T11:47:00.001-03:00</published><updated>2011-11-14T11:57:52.666-03:00</updated><title type='text'>“Cálice” volta à cena: o rap de Criolo e Chico Buarque</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HKTLgFIYDF0/TsEsTw5OGDI/AAAAAAAAAvI/bvGNoVK3_to/s1600/113132561.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-HKTLgFIYDF0/TsEsTw5OGDI/AAAAAAAAAvI/bvGNoVK3_to/s1600/113132561.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Christiane Marcondes, do Portal Vermelho&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criolo Doido surgiu na cena paulista em 1989, de família vinda do Ceará. Hoje é rapper famoso, do tipo que fecha casa de show no Rio de Janeiro, templo de funkeiros. Sem entrar em detalhes sobre a sua escalada musical, importante dizer que ele detectou e letrou o que todo mundo já sabe: “Não existe amor em SP”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim, com seu jeito “manero” o compositor foi conquistando seguidores e se consagrou para além dos fãs do rap quando fez, de improviso e nitidamente muito emocionado, uma versão para a música “Cálice”, de Chico Buarque e Gilberto Gil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vídeo foi para o Youtube e chegou até o velho Chico, que não tem nada de velho, anda acelerando com os motores ligados a mil e explorando a internet com mais avidez do que os primeiros astronautas que desembarcaram na lua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com este pique, o Chico retomou uma turnê musical pelo país, após cinco anos fora dos palcos, e deslumbrou seu fiel “eleitorado” quando abriu o primeiro show da série, em Belo Horizonte, cantando o rap que o Criolo Doido fez para “Cálice”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe-se que Chico tirou do repertório ao vivo essa música e “Apesar de você” há muito tempo, por serem muito ligadas ao período da ditadura. Mas não causa espanto ele finalmente retomar o cálice, desta vez servido pelo Criolo Doido, que teve a sacada de que a música está atualizadíssima com os novos tempos, de PM em universidade, de imprensa manipuladora ou censurada, de indignados e indignos. Viva Chico, salve Criolo, o que parecia quase impossível virou uma parceria de trazer lágrimas aos olhos. Confiram o diálogo musical da dupla.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Cálice do Criolo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criolo Doido teve influências de MPB, samba e jovem guarda na composição de seu primeiro álbum lançado em &amp;nbsp;2006 e com tiragem esgotada em três semanas. Em 2009, &amp;nbsp;comemorou vinte anos de carreira com o lançamento de um DVD gravado ao vivo na ''Rinha dos Mc's'' e o lançamento de seu segundo álbum com influências da sonoridade turca, francesa e jamaicana. Foi indicado em 2007 a ''Artista do Ano '' e a ''Revelação do ano'' pelo "HUTUZ'' maior premiação de hip hop no Brasil. Em 2008, recebeu o prêmio de ''Música do ano'' e de ''Personalidade do Ano'' na quarta ediçao da premiação ''O Rap é Compromisso" em São Paulo. Fundador da Rinha dos Mc's, evento que abriga em suas atividades semanais shows, batalhas de Freestyle, exposições de graffiti e fotografia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Confira em:&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=akZY0-6Rs0A&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=akZY0-6Rs0A&amp;amp;feature=player_embedded&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Cálice do Chico para o Criolo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chico interpretou um trecho da letra de Crioulo com linguajar da periferia de São Paulo, incluindo final que diz, "Afasta de mim a biqueira, pai/ Afasta de mim as biate, pai/ Afasta de mim a coqueine, pai/ Pois na quebrada escorre sangue".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Confira em:&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=GUpyIvhydLo"&gt;http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=GUpyIvhydLo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-5653519590645692823?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/5653519590645692823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/calice-volta-cena-o-rap-de-criolo-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5653519590645692823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/5653519590645692823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/calice-volta-cena-o-rap-de-criolo-e.html' title='“Cálice” volta à cena: o rap de Criolo e Chico Buarque'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HKTLgFIYDF0/TsEsTw5OGDI/AAAAAAAAAvI/bvGNoVK3_to/s72-c/113132561.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-6160590676326273180</id><published>2011-11-11T17:57:00.001-03:00</published><updated>2011-11-11T17:59:51.289-03:00</updated><title type='text'>Evento do Câmpus da UEPB em João Pessoa é destaque na mídia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TwMp4OsUM_Q/Tr2LbpFDM7I/AAAAAAAAAvA/0qh30cp_UAE/s1600/CARTAZ%257E1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;img border="0" height="283" nda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-TwMp4OsUM_Q/Tr2LbpFDM7I/AAAAAAAAAvA/0qh30cp_UAE/s400/CARTAZ%257E1.JPG" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Andreza Albuquerque, da Ascom/UEPB&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Estudantes e professores do curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual da Paraíba realizaram durante três dias a 4ª edição do Modelo Universitário de Diplomacia (MUNDI LAB) , que se encerrou nesta sexta-feira (11).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A iniciativa foi pauta no jornal Bom Dia Paraíba, da Rede Paraíba de Comunicação, filiada a Rede Globo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Confira o vídeo com a reportagem clicando no link abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://g1.globo.com/videos/paraiba/v/estudantes-paraibanos-fazem-de-conta-que-sao-representantes-de-outros-paises/1692725/#/Todos%20os%20V%C3%ADdeos/page/1"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;http://g1.globo.com/videos/paraiba/v/estudantes-paraibanos-fazem-de-conta-que-sao-representantes-de-outros-paises/1692725/#/Todos%20os%20V%C3%ADdeos/page/1&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Mais sobre o MUNDI LAB&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;O MUNDI LAB, nova proposta do Modelo Universitário de Diplomacia, foi realizado nas dependências do Câmpus V da UEPB e na Escola Superior de Magistratura (ESMA) no bairro do Altiplano, em João Pessoa, onde os participantes, divididos em 18 países, simularam a Conferência Rio +20, que acontecerá no mês de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro, com o intuito de promover discussões acerca das políticas energéticas nacionais no contexto pós-Fukushima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-6160590676326273180?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/6160590676326273180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/evento-do-campus-da-uepb-em-joao-pessoa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6160590676326273180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/6160590676326273180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/evento-do-campus-da-uepb-em-joao-pessoa.html' title='Evento do Câmpus da UEPB em João Pessoa é destaque na mídia'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TwMp4OsUM_Q/Tr2LbpFDM7I/AAAAAAAAAvA/0qh30cp_UAE/s72-c/CARTAZ%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-21977563921938892</id><published>2011-11-10T14:59:00.001-03:00</published><updated>2011-11-10T15:58:10.244-03:00</updated><title type='text'>5º Balaio Cultural de Boqueirão homenageará ceguinhas de Campina Grande</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vcNfrluv6tc/TrwQpjRprlI/AAAAAAAAAu4/EiFsqSLuzgU/s1600/ceguinhas_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-vcNfrluv6tc/TrwQpjRprlI/AAAAAAAAAu4/EiFsqSLuzgU/s400/ceguinhas_01.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Da Assessoria do evento com Ascom/UEPB&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém vai reclamar de falta de atrativos em Boqueirão, no Cariri paraibano. De 16 a 20 de novembro deste ano, mais de 60 ações serão trabalhadas no 5º Balaio Cultural. Dessas, 47 atrações artísticas, como o grupo maranhense Folia de Três e o gaúcho Rancho, de luso-descendentes, farão a festa. Mais outras 30 ações compõem o evento, que terá presença de seis estados do Brasil, sendo realizado pela Prefeitura Municipal de Boqueirão e pelo Centro de Formação Artística (Cefar). Além disso,&amp;nbsp;o evento homenageia este ano as três ceguinhas de Campina Grande, Regina (Poroca), Maria (Maroca) e Francisca da Conceição Barbosa (Indaiá).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante o Balaio, os turistas visitarão a surpreendente região do Cariri. Por isso, a organização já programou passeios de barco pelo Açude Epitácio Pessoa, no Lajedo do Marinho, para as redes do Sítio Tabuado, além do passeio de catamarã e da famosa peixada paraibana, servida nos restaurantes e hotéis da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso porque o município é respeitado com seu turismo de aventura e cultural. Não só mostras, mas uma parte pedagógica, foram preparadas para os participantes. O evento é um dos mais novos do Estado, mas com potencial de crescimento. Duas atrações de música e dança são destaques, o grupo Folia de Três, que toca e dança a cultura popular do Maranhão, e, o grupo Rancho, de luso-descendentes da cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A programação musical contará com os paraibanos Cabruêra, Toninho Borbo e Renata Arruda, entre outros nomes. Na literatura, um sarau poético em plena Feira Central de Boqueirão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boqueirão possui cerca de 15 mil habitantes. É cercada por uma natureza generosa devido aos seus reservatórios de água, como o Açude Epitácio Pessoa - dos maiores da Paraíba. A cidade ainda é forte na produção de redes de dormir e possui uma boa estrutura turística, com pousadas, hotéis e restaurantes aprovados pelos visitantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Confira a programação completa no blog:&lt;a href="http://www.balaioculturaldeboqueirao.blogspot.com/"&gt; www.balaioculturaldeboqueirao.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-21977563921938892?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/21977563921938892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/5-balaio-cultural-de-boqueirao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/21977563921938892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/21977563921938892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/5-balaio-cultural-de-boqueirao.html' title='5º Balaio Cultural de Boqueirão homenageará ceguinhas de Campina Grande'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-vcNfrluv6tc/TrwQpjRprlI/AAAAAAAAAu4/EiFsqSLuzgU/s72-c/ceguinhas_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-2706822097590404443</id><published>2011-11-09T14:50:00.000-03:00</published><updated>2011-11-09T14:50:08.605-03:00</updated><title type='text'>Fernando Morais, o terrorismo dos EUA contra Cuba e os últimos soldados da Guerra Fria</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-F4ab2wjUvb4/Trq8rqC92MI/AAAAAAAAAuw/cGfoVrTs9_A/s1600/morais20677.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="288" src="http://2.bp.blogspot.com/-F4ab2wjUvb4/Trq8rqC92MI/AAAAAAAAAuw/cGfoVrTs9_A/s400/morais20677.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Joana Rozowykwiat, do Portal Vermelho, com a Ascom/UEPB&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Houve um tempo em que mercenários contratados por organizações de extrema-direita da Flórida recebiam U$ 1,5 mil por bomba colocada em Cuba. “Hoje ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas”, disse o jornalista Fernando Morais ao Vermelho.&amp;nbsp;Morais está lançando Os últimos soldados da Guerra Fria, livro-reportagem que reconstitui a trajetória de agentes secretos de Cuba, que se infiltraram nos Estados Unidos para impedir ações terroristas contra a ilha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos agentes secretos retratados no livro foi libertado recentemente, nos Estados Unidos, depois de 13 anos de prisão. Apesar de ter cumprido toda a sua pena, René está sendo obrigado pela Justiça norte-americana a permanecer nos EUA, em “liberdade vigiada”, por mais três anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é apenas o capítulo mais recente da trama narrada por Morais, que poderia muito bem ter saído de um trailer hollywoodiano – com cenas de espionagem, suspense e aventura –, mas não tem nada de ficção. Foi vivida por 12 homens e duas mulheres que aceitaram deixar suas vidas em Cuba para integrar a Rede Vespa e espionar algumas das 47 organizações anticubanas que existiam em Miami na época.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo”, contou Morais ao Vermelho. Tais grupos – contrários ao regime comunista implantado por Fidel Castro – se dedicavam desde a jogar pragas nas lavouras cubanas até a sequestrar aviões que levavam turistas à ilha.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois do colapso da União Soviética, o turismo assumiu papel preponderante na economia cubana, e as organizações anticastristas passaram a empenhar esforços para demonstrar que a ilha não era segura para os estrangeiros. Para isso, colocaram bombas em hotéis e bares e alvejaram navios repletos de visitantes. Infiltrados nesses grupos, os agentes da Rede Vespa conseguiram impedir várias agressões.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para investigar e contar essa história – e também a daqueles que estavam do outro lado –, Morais viajou 20 vezes a Cuba e aos Estados Unidos, debruçou-se sobre diversos documentos dos dois países, fez 40 entrevistas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O resultado é uma obra que já é sucesso de vendas no Brasil. De acordo com a Rádio Havana Cuba, o livro vendeu 20 mil exemplares em três semanas e aguarda lançamento em espanhol e inglês. Conhecedor da realidade cubana (este é o segundo livro relacionado à ilha que escreve), Morais falou ao Vermelho sobre a publicação, as relações entre Cuba e Estados Unidos e seus próximos projetos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo ele, se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que indulte os agentes cubanos que ainda estão presos nos Estados Unidos. “Enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer”, avaliou. Veja abaixo a entrevista concedida por e-mail.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Portal Vermelho: Como e quando você se deparou com a história dos agentes secretos cubanos e por que resolveu escrevê-la?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Fernando Morais:&lt;/b&gt; Eu soube da história pelo rádio de um táxi, no meio do trânsito, em São Paulo, no dia das prisões dos dez agentes cubanos pelo FBI, em Miami, em setembro de 1998. Assim que pude, viajei a Cuba para tentar levantar o assunto, mas encontrei todas as portas fechadas. Para se ter uma ideia, Cuba só assumiu que eles de fato eram agentes de inteligência três anos depois, em 2001. O tema era tratado como segredo de Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Como foi pesquisar em Cuba? Você teve pleno acesso a documentos oficiais? E do lado norte-americano?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os cubanos só liberaram o assunto para mim em 2005, mas nessa época eu estava envolvido com o projeto do livro O Mago, a biografia do Paulo Coelho. Com isso, só pude entrar na história dos cubanos em 2008. A partir de então fui várias vezes a Havana, Miami e Nova York. O governo de Cuba liberou todo o material disponível e permitiu que eu entrevistasse quem quisesse, inclusive mercenários estrangeiros que haviam sido presos após colocar bombas em hotéis e restaurantes turísticos de Cuba e que tinham sido condenados à morte.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos Estados Unidos foi mais difícil. Como os agentes do FBI são proibidos de dar declarações públicas, só consegui entrevistas em off. Mas graças ao FOIA – Freedom of Information Act, a lei que regula a liberação de documentos secretos – e após pesquisas nos arquivos da Justiça Federal da Flórida, tive acesso a cerca de 30 mil documentos enviados pela Rede Vespa a Cuba e que haviam sido apreendidos pelo FBI nas casas dos agentes cubanos em Miami. E os serviços de inteligência cubanos me deram uma cópia do megadossiê sobre o terrorismo na Flórida que Fidel Castro entregou a Bill Clinton com a ajuda do escritor Gabriel García Márquez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Parece-me que o acesso aos cinco cubanos que estão presos nos EUA é bem complicado. As próprias famílias nem sempre conseguem visitá-los. O senhor verificou isso na prática? Conseguiu contato direto com eles?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não sou parente de nenhum deles nem cidadão norte-americano, não pude visitar pessoalmente nenhum deles. Só consegui autorização para me comunicar com eles por internet. Mas com um limite de 13 mil caracteres por mês. Se as mensagens tivessem mais de 13 mil caracteres, se deletavam automaticamente. Falei também com alguns deles por telefone, pegando carona na franquia mensal de chamadas que suas mulheres e filhos tinham.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Algum deles lhe pareceu um personagem mais interessante?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Todos são personagens muito interessantes, acho que daria para fazer um livro sobre cada um deles. Decidi me concentrar em alguns deles, não só por serem os que tiveram desempenho mais, digamos, cinematográfico, mas também por entender que encarnavam de maneira mais ampla o sentido da missão que o grupo desempenhava nos Estados Unidos: infiltrar-se em organizações de extrema-direita da Flórida que estavam patrocinando ataques terroristas contra Cuba. Mas há personagens muito interessantes também, do ponto de vista jornalístico, do outro lado do balcão. Por exemplo, o mercenário salvadorenho que entrevistei em Cuba e que rendeu dois capítulos do livro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quem eram essas pessoas que planejavam os ataques a Cuba naquela época? E quem eram os mercenários que os executavam? Faziam só por dinheiro ou havia alguma questão de fundo?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram organizações de extrema-direita, que atuavam como entidades humanitárias para ocultar seu verdadeiro objetivo. Os mercenários, salvo uma ou outra exceção, como o salvadorenho a quem me referi, atuavam por dinheiro. Mais precisamente, recebiam U$ 1,5 mil por bomba colocada em Cuba.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O senhor acredita que esse sentimento extremado dos EUA (Flórida) em relação a Cuba persiste nas gerações atuais?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tradicionais inimigos da Revolução Cubana, os autodenominados anticastristas verticales, estão morrendo ou já estão muito velhinhos. Quando eu terminava o texto final do livro, por exemplo, morreu Orlando Bosch, que era considerado o inimigo número 1 de Fidel Castro.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda é possível ver em Miami manifestações de rua contra a Revolução, mas as novas gerações parecem mais interessadas em ouvir salsa do que em colocar bombas. Semanas atrás, por exemplo, o cantor cubano Pablo Milanés fez um espetáculo em Miami. No ginásio onde cantou, ele foi aplaudido de pé por 15 mil pessoas. Na rua, meia dúzia de velhinhos carregavam cartazes de protesto contra ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Esse esquema de cubanos infiltrados em Miami conseguiu impedir ataques de fato?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, não só impedir dezenas de ataques como permitiu a prisão de dezenas de mercenários estrangeiros que atuavam a soldo de anticastristas de Miami.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O que o seu livro traz de mais revelador?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maior parte das informações contidas no livro é inédita. Além de documentos secretos obtidos em Cuba e nos EUA, e da entrevista exclusiva que fiz com o mercenário salvadorenho Raúl Ernesto Cruz León (na época condenado à morte em Cuba por ter colocado bombas em hotéis e matado pessoas), o livro traz revelações inéditas de bastidores políticos a respeito da correspondência secreta trocada entre Fidel Castro e Bill Clinton – e cujo intermediário era o Prêmio Nobel da Paz Gabriel García Márquez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O livro vai mesmo virar filme?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, os direitos de adaptação para o cinema foram vendidos para o investidor cultural Rodrigo Teixeira. Aliás, foi com o dinheiro recebido que pude custear parte da pesquisa, já que se tratava de um trabalho caro, que envolveu cerca de vinte viagens a Cuba e aos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O senhor já tinha escrito sobre Cuba antes. Como vê a Ilha hoje?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo com grande otimismo. As mudanças econômicas postas em prática pelo presidente Raúl Castro são, na verdade, correções de erros cometidos nos primeiros anos pós-Revolução, quando o radicalismo não tinha limites. Mas confesso que não vejo perspectivas de mudanças políticas significativas enquanto perdurar o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O senhor vê alguma possibilidade de indulto para os cubanos que ainda estão presos nos EUA?&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o presidente Barack Obama se reeleger, no ano que vem, pode ser que ele indulte os presos. O ex-presidente Jimmy Carter se comprometeu a pedir a ele que faça isso. Mas enquanto Obama precisar dos votos da Flórida, majoritariamente cubanos, não há a menor chance de isso acontecer. Essa expectativa vale igualmente para a revogação do bloqueio, medida que também tem como defensor o ex-presidente Carter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;u&gt;Mais sobre a obra e o autor&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua nova obra, lançado pela Companhia das Letras, Fernando Morais retoma a reportagem literária em torno de Cuba. O escritor mineiro ganhou notoriedade com a publicação do emblemático A Ilha, em 1976, quando em plena ditadura militar brasileira, desmitificou e escancarou uma realidade social totalmente diferente da que era passada pela grande mídia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Em 1998, quando estava nos Estados Unidos, com a minha esposa, escutei na rádio um breve relato sobre agentes secretos cubanos presos. Na hora pensei: aí tem algo interessante”, afirma Morais. Depois disso, foram inúmeras viagens para Miami e Cuba, análise de documentos secretos e centenas de entrevistas. O resultado é um extensa reportagem com os melhores elementos literários de um romance de espionagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o escritor, o que surpreende é que seu livro conta novidades do passado, e isso significa muito quando se trata de Cuba. “Essa história, na verdade, é um furo jornalístico. O que revela que a postura da grande imprensa em relação à ilha permanece inalterada mesmo após 52 anos de revolução”, disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fernando Morais fez questão de criticar a grande imprensa brasileira. O escritor, em começo de carreira, chegou a trabalhar na Veja, mas faz questão de ponderar, bem humorado: “naquele tempo, Fidel Castro dava capa positiva na Veja”. Segundo ele, o veículo ainda não publicou “uma sílaba” sobre o livro, mas diz gozar do privilégio de entrar na revista pela “porta da frente”, ou seja, pelas mãos dos leitores, já que o livro está entre os mais lidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com ele “a história não precisa de adjetivo. É uma história com tutano, osso e pele. Nem o mais talentoso romancista daria conta de contá-la de forma tão rica como ela é na realidade”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera, a obra é uma grande contribuição à luta da ilha e reflete o sentimento de solidariedade que há entre os povos latino-americanos. Socorro Gomes, a presidente do Centro Brasileiro de Luta Pela Paz (Cebrapaz), também ressalta essa questão, lembrando a cooperação internacional que Cuba promove na área da medicina e da educação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-2706822097590404443?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/2706822097590404443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/fernando-morais-o-terrorismo-dos-eua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2706822097590404443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/2706822097590404443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/fernando-morais-o-terrorismo-dos-eua.html' title='Fernando Morais, o terrorismo dos EUA contra Cuba e os últimos soldados da Guerra Fria'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-F4ab2wjUvb4/Trq8rqC92MI/AAAAAAAAAuw/cGfoVrTs9_A/s72-c/morais20677.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-7855261174576229503</id><published>2011-11-08T15:16:00.000-03:00</published><updated>2011-11-08T15:16:29.045-03:00</updated><title type='text'>Acervo do escritor José de Alencar será digitalizado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IQ6pdFbcV7o/Trlx8WIbOeI/AAAAAAAAAuo/3usVKO2wF4Y/s1600/jose-de-alencar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-IQ6pdFbcV7o/Trlx8WIbOeI/AAAAAAAAAuo/3usVKO2wF4Y/s400/jose-de-alencar.jpg" width="371" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Da Agência Estado&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Manuscritos e documentos inéditos do pai do romance brasileiro, o escritor cearense José de Alencar, serão digitalizados e colocados à disposição numa biblioteca virtual que terá como centro de referência a casa onde ele nasceu, em Fortaleza. O material ficará disponível para consulta pública nos computadores da biblioteca da Casa de José de Alencar a partir de maio de 2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O projeto, orçado em R$ 100 mil, será realizado pela Casa de José de Alencar em parceria com o Departamento de Literatura da Universidade Federal do Ceará e o Arquivo Histórico do Museu Histórico Nacional.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os 29 documentos, destacam-se treze cadernos manuscritos com fragmentos de textos já publicados, como o livro autobiográfico "Como e Por Que Sou Romancista" e do ensaio filosófico e antropológico "Antiguidade da América". Também serão digitalizados trechos do primeiro romance de Alencar, "Os Contrabandistas", que, segundo o pesquisador Marcelo Peloggio, não chegou a ser concluído. "Foi a primeira tentativa de Alencar de escrever um romance", diz Peloggio. "Alguns desses papéis se perderam. Afinal são documentos de 1846."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa parte desse material que será digitalizado foi transformada em livro por Peloggio, após três anos de pesquisa no acervo do Museu Histórico Nacional, no Rio, onde os documentos encontram-se expostos. A obra traz textos de Alencar guardados há mais de 130 anos, que ainda não haviam sido publicados integralmente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pesquisador identificou fragmentos e anotações em 11 cadernos do escritor cearense que compõem dois manuscritos sobre a origem da humanidade e sua extinção, "Antiguidade da América" e "A Raça Primogênita".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"São textos de caráter antropológico e filosófico, talvez os últimos de Alencar. Aventam a hipótese de que o homem surgiu na América e aqui vai se extinguir", diz Peloggio. Os ensaios consideram que o berço da humanidade seria a América e que o mundo terminaria em um grande massacre, que se passaria no continente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-7855261174576229503?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/7855261174576229503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/acervo-do-escritor-jose-de-alencar-sera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/7855261174576229503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/7855261174576229503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/acervo-do-escritor-jose-de-alencar-sera.html' title='Acervo do escritor José de Alencar será digitalizado'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IQ6pdFbcV7o/Trlx8WIbOeI/AAAAAAAAAuo/3usVKO2wF4Y/s72-c/jose-de-alencar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-3656862036660328018</id><published>2011-11-07T15:56:00.001-03:00</published><updated>2011-11-07T15:56:15.456-03:00</updated><title type='text'>A gênese da biografia e o "eu" fragmentado na modernidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ixvZb3sOI0U/Trgo5xV4o0I/AAAAAAAAAug/GDdvGRKxudw/s1600/m3010201101.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ixvZb3sOI0U/Trgo5xV4o0I/AAAAAAAAAug/GDdvGRKxudw/s400/m3010201101.gif" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Otávio Frias Filho, da Ilustríssima&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ilustração: Elisa Von Randow&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RESUMO&lt;/b&gt; A narrativa biográfica ganhou feições modernas e autonomia literária no século 20, tanto no Brasil como em outros países. Recentemente, o gênero passou a espelhar as contradições de uma época em que o indivíduo se reconfigura entre o narcisismo midiático e a cultura das celebridades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A biografia sofre conhecidas limitações como gênero literário. Apesar dos grandes escritores que se dedicaram a ela e dos biógrafos que deixaram obras-primas, as restrições nem por isso deixam de ser apontadas.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo de se ater a fatos, o biógrafo jamais alcança a plena autonomia criativa do poeta e do romancista. Tendo por assunto a vida de um personagem, ele tampouco atina, se não de relance, com a compreensão profunda de uma época, própria do historiador. Além disso, há os percalços inerentes ao gênero. Como confiar no biógrafo? Parecido com o tradutor, a quem às vezes é comparado, ele também é um traidor. Tenderá a minimizar ou suprimir certos aspectos desfavoráveis na atuação do biografado, a confiar em sua versão nos pontos controvertidos, a compreender demais seus motivos e fraquezas. Ou, no caso das biografias ditas não autorizadas, destinadas a provocar sensação, fará quase o contrário disso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MAGNETISMO&lt;/b&gt; Precisa-se, então, de biógrafos imparciais e neutros. Mas estes quase sempre se revelam os menos aptos a extrair da massa de eventos biográficos um sentido revelador, uma síntese significativa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que a boa biografia depende do magnetismo entre duas personalidades -de uma dialética peculiar em que o biógrafo cria, por sua própria conta e risco, o sentido apenas sugerido na vida do biografado, dispersiva e amorfa como a de toda pessoa. "A Vida de Samuel Johnson" (1791), de James Boswell, considerado o maior clássico do gênero em inglês, é resultado de uma cumplicidade desse tipo. Johnson era a figura literária suprema em Londres, onde reinava como crítico temido e dicionarista incontestável, quando Boswell, um jovem literato recém-chegado da Escócia, conquistou sua amizade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante 11 anos, Boswell perseguiu Johnson com a obsessão de um repórter, registrando episódios pitorescos e frases iluminadoras. Chegou ao cúmulo de montar situações, como um jantar a que compareceria um desafeto de Johnson sem que este soubesse, a fim de observar as reações do sábio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No afã de pintar um retrato exaustivo e irretocável, que incorporasse "até as verrugas", Boswell produziu um livro com mais de mil páginas, hoje pouco legível, mas que teve poderosa influência no gênero biográfico que floresceria desde então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;APELO&lt;/b&gt; A biografia veio a exercer apelo de leitura quase universal, sobretudo numa época, como a nossa, em que o mecanismo midiático projeta as personalidades famosas num perímetro antes inimaginável, ao mesmo tempo que glamuriza sua intimidade, convertida em produto simbólico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos Estados Unidos, a biografia é o quinto gênero mais editado, depois de ficção, religião, economia e ciência. Vendeu-se cerca de um milhão de exemplares de biografias no mercado brasileiro no ano passado. Quase toda lista de "dez mais" inclui algumas delas. Se nos EUA a explosão biográfica remonta aos anos 1960, ela teve início no Brasil na década de 1990, com as obras de Ruy Castro (sobre Nelson Rodrigues), Fernando Morais (Assis Chateaubriand) e Jorge Caldeira (visconde de Mauá), três escritores egressos do jornalismo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus livros combinavam pesquisa meticulosa e narrativa carismática; apesar de longos e bem documentados, garantiam leitura cativante. Como compete ao biógrafo ambicioso, adotavam um enfoque atual de seus protagonistas, apresentados no contexto de seu tempo, mas à luz do nosso. Conduzidos de modo profissional, os lançamentos pareciam preparar o transplante para outros meios, como TV e cinema.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;TRADIÇÃO&lt;/b&gt; O êxito desse novo veio biográfico, enriquecido pela contribuição de outros autores, joga uma cortina de esquecimento, entretanto, sobre uma respeitável tradição. Na última Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), em julho, o poeta e tradutor Paulo Henriques Britto lamentou que o Brasil não tivesse uma sólida vertente biográfica. Juízo questionável em autor tão qualificado, a declaração talvez se deva menos ao ambiente de entrevista onde ocorreu do que ao ofuscamento que a onda biográfica dos últimos 20 anos gerou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na terra do "homem cordial", onde a pessoalidade prevalece sobre normas e fatores gerais, o relato biográfico logo prosperou. Em meio a uma profusão de biografias anódinas e encomiásticas, destinadas a entronizar a personagem escolhida num panteão de gesso, destacam-se livros de valor duradouro. Despontam entre eles, por exemplo, os estudos de Lucia Miguel Pereira sobre Machado de Assis (1936) e de Francisco de Assis Barbosa sobre Lima Barreto (1952).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para além desses clarões confinados ao âmbito literário, a biografia brasileira se estendeu a empreendimentos de mais envergadura, nos quais, ao focalizar a vida de um estadista ou de um punhado deles, descortina-se uma era.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O melhor exemplo é a mais célebre biografia escrita no Brasil, "Um Estadista do Império" (1896), na qual Joaquim Nabuco narra a trajetória pública do pai, considerada uma das melhores reconstituições políticas do Segundo Reinado. O historiador Octavio Tarquínio de Sousa levou a termo tarefa semelhante em sua série "História dos Fundadores do Império do Brasil" (1957), sobre D. Pedro I, José Bonifácio, Bernardo Pereira de Vasconcelos, Evaristo da Veiga e Diogo Feijó.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afonso Arinos emulou Nabuco ao escrever o livro intitulado, com algum exagero, "Um Estadista da República" (1955), também sobre seu pai, Afrânio de Melo Franco -personagem mais periférico do que o senador Nabuco de Araújo. Mas a obra constitui, ao lado de sua biografia do presidente Rodrigues Alves, um substancioso painel da vida política e cultural na República Velha.&amp;nbsp;(Historiador-jornalista dos nossos dias, Elio Gaspari terá se inspirado nesses antecessores ao condensar quase duas décadas de história política numa espécie de biografia, ou, antes, na narrativa da parceria entre "o sacerdote" e "o feiticeiro", os generais Geisel e Golbery, crucial na instalação e na derrocada do regime militar.)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certos personagens que chegaram ao reconhecimento unânime, como Ruy Barbosa e o próprio Nabuco, foram alvo de sucessivas investidas em livros que se leem até hoje com proveito, como os de Luís Viana Filho e Álvaro Lins (este sobre o barão do Rio Branco). É verdade que essa alentada tradição biográfica, desenvolvida entre o início e a metade do século passado, nutrida numa vaga obrigação patriótica das belas-letras de reverenciar o grande personagem da história ou do saber, foi quase sempre convencional, quando não oficiosa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;São trabalhos amparados numa documentação admirável naquelas épocas em que não havia os recursos eletrônicos de hoje, nem a política de adiantamento das editoras ou as atuais equipes de pesquisadores-auxiliares. São livros instrutivos e muito bem escritos, apesar do inevitável timbre antiquado da prosa e do laivo cerimonioso que a percorre. Mas ainda não são biografias modernas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;PRECURSORES&lt;/b&gt; Os precursores da biografia, ao menos na cultura ocidental, foram Plutarco, Suetônio e Tácito, autores que viveram na segunda metade do século I.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevendo em grego, Plutarco justapôs figuras históricas e semilendárias da Grécia e de Roma, agrupando-as nos pares de seu famoso "Vidas Paralelas". Os outros dois, escrevendo em latim, deixaram esboços biográficos de uma sucessão de imperadores romanos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É notável que os detalhes escandalosos e os episódios anedóticos, longe de ser invenção recente, já figuram nesses primórdios do gênero. Suetônio narra pormenores da intimidade sexual de Calígula que não destoam do filme pornográfico feito nos anos 1970 sobre a corte do tirano. Várias das imagens forjadas pelo biógrafo atravessaram os séculos, como Nero a tocar lira enquanto Roma arde ou lastimando, ao morrer, o artista que o mundo perdia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe um substrato qualquer de curiosidade frívola e apetite pelo escabroso em todo psiquismo humano; a anedota biográfica decerto responde a uma combinação sublimada desses impulsos menos confessáveis.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas nos autores clássicos ela serve ao propósito de sintetizar as configurações exemplares da virtude e do vício. O episódio anedótico é invocado porque seu impacto memorável corporifica a virtude que se quer enaltecer ou o vício que se quer deplorar (no caso de Suetônio, em especial, a virtude convertida em vício pelo exercício imoderado do poder).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa tradição se projetou nos autores cristãos que escreveram numerosas vidas de santos na Idade Média. Embora a virtude cristã se expressasse na imitação de Jesus e na obediência à Igreja, em lugar do sentimento de honra perante a pátria e os antepassados, os autores desses livros buscavam, como na matriz clássica, circunscrever o acontecimento superlativo capaz de tornar indelével o exemplo dos maiores. São testemunhos de milagres realizados e de bênçãos alcançadas, são incidentes em que as crueldades e provações mais inconcebíveis apenas fortalecem a têmpera do cristão no rumo da santidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;AUTONOMIA&lt;/b&gt; Foi mais ou menos a partir do calhamaço de Boswell sobre o dr. Johnson, no final do século 18, que a biografia se desprendeu das motivações cívicas e religiosas na exaltação do biografado para adquirir alguma autonomia literária. A caracterização da personalidade notável e de suas passagens célebres persiste, mas agora o objetivo é atingir a verdade encerrada no ciclo de uma vida, revelar o sentido oculto em que ela se articula com a história ou com o próprio destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É um período de biografias gigantescas que se espraiam por vários volumes. Alguns biógrafos acreditam que o sentido de uma vida está inscrito de antemão, por algum processo místico ou desconhecido, na origem de cada existência, como se vivê-la fosse desdobrar um roteiro prévio comparável ao "design inteligente" dos criacionistas. Outros, ao contrário, pensam que toda vida é produto de circunstâncias fortuitas, como se o meio "selecionasse" o personagem para o papel que vai exercer. Combinações das duas doutrinas frutificaram.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao atingir a maturidade como gênero no século 19, quando passa a se ocupar do âmago da vida narrada, a biografia ingressa, porém, num terreno dificultoso e cada vez mais movediço. Uma das mais avassaladoras realizações intelectuais da modernidade foi dissolver a identidade do eu, a própria base onde se assentava o edifício biográfico. Não existe uma pessoa, mas várias, conforme o momento e o ângulo em que é observada. Assim também o sentido de uma vida é sempre múltiplo: será um para a própria pessoa, outro para quem lhe é próximo, um terceiro para o historiador e ainda outro para o historiador rival.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há tantas vidas num indivíduo quantos biógrafos que se disponham a escrever sobre ele. Mais do que isso, toda pessoa faz parte de um encadeamento infinito que se perde na imensidão de causas e efeitos do mundo. Onde começa a pessoa e onde termina o mundo?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;COLAPSO DA IDENTIDADE&lt;/b&gt; Num livro publicado há pouco no Brasil, "O Pequeno X - Da Biografia à História" [trad. Fernando Scheibe, Autêntica, 232 págs.], a pesquisadora francesa Sabina Loriga faz um recenseamento dos efeitos que o colapso da identidade do eu acarretou na historiografia biográfica do século 19. Razoavelmente livre de jargão acadêmico, o trabalho discute a questão tal como aparece nos escritos de autores como Thomas Carlyle, Jacob Burckhardt e Leon Tolstói. A figura do "grande personagem" vai sendo abalada em seus alicerces tanto pelo advento das massas urbanas na cena histórica como pelas inquirições perturbadoras em torno dos abismos da psicologia individual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa crise emergiu, em 1918, o livro apontado como divisor de águas entre a biografia tradicional e a moderna, "Eminent Victorians", de Lytton Strachey, até hoje sem tradução brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para reconstituir o reinado da rainha Vitória, quando se organizou o imperialismo britânico em escala mundial, Strachey seleciona as quatro personalidades eminentes do título, nenhuma delas protagonista da época. Numa proeza de concisão, dedica pouco mais de 50 páginas a cada uma.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sua narração é descritiva, factual sem ser enfadonha. Ele não especula, não exagera e não opina -os personagens são como espécimes submetidos à lupa do naturalista. No entanto, sob prosa aparentemente tão inofensiva, uma devastadora dose de crítica social era inoculada no leitor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Florence Nightingale, a veneranda enfermeira que reformou o sistema hospitalar do Exército britânico na Guerra da Crimeia [1853-56], surge como neurótica obsessiva cujo caráter não seria isento de morbidez. O cardeal Manning, líder de um cisma de prelados anglicanos que retornaram à Igreja Católica, parece concluir que, dentre tantas crenças absurdas e incompatíveis, melhor ficar com a original.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O doutor Arnold é um dos eméritos educadores responsáveis pela introdução dos métodos disciplinares que tornaram infames os internatos ingleses. E o general Gordon, herói das guerras no Sudão, parece o coronel Kurtz de Joseph Conrad, encomendando caixas de conhaque e de água, provavelmente enlouquecido pela febre na selva onde se isolara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Strachey era irmão do editor da obra de Freud em inglês e amigo íntimo de Virginia Woolf, que integrava como ele o círculo de intelectuais de vanguarda conhecido como Bloomsbury, do qual também fez parte o economista John Maynard Keynes.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez as extravagâncias atribuídas ao grupo tenham pesado na recepção escandalizada do livro que, ao inaugurar o modernismo na biografia literária, desfechou mais um golpe insidioso na sociedade hierárquica e tradicional que periclitava e viria a se desfazer nas décadas seguintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MODERNIDADE &lt;/b&gt;A biografia moderna expande o universo de seus personagens, realizando a premonição de Samuel Johnson de que, assim como toda vida merece ser vivida, merece também ser biografada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, diferente do tom elegíaco da biografia tradicional, que se atém à camada visível da vida do personagem, ela adota uma disposição investigativa, crítica, revisória. Em face da dificuldade de fixar um "eu" sempre fugaz e do inextricável turbilhão de partículas que faz a história, o biógrafo moderno assume o protagonismo da obra e faz do biografado quase uma invenção artística sua. Desde meados do século passado, porém, o desenvolvimento do cinema e da televisão passou a exercer uma irresistível atração sobre o gênero biográfico. Uma quantidade inédita de leitores, muitas vezes com pouca experiência intelectual, começou a ler biografias vorazmente. A difusão extraordinária da literatura biográfica é consequência, sobretudo, dessa evolução na demografia de leitores.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CELEBRIDADE&lt;/b&gt; Numa era de igualdade de direitos e de padrões massificados, surge como por encanto uma nova hierarquia, fundada na riqueza como a anterior, mas expressa no culto à celebridade. Talvez porque o sentimento de devoção já não seja dirigido à veneração de santos e heróis, que caiu em desuso, ele tenha de se deslocar para essas figuras de fama mundana, mas resplandecente e inatingível como os antigos modelos, geradas pela indústria midiática. Todas essas personagens se dispõem também numa hierarquia, desde a estrela internacional até a celebridade privativa pulverizada pelos "daily me" das redes sociais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa forma sôfrega e impaciente de narcisismo integra o espírito da época, seria inútil resistir a ele. Sempre houve e haverá biografias melhores e piores, de toda forma. Mas as pressões culturais contemporâneas desafiam o projeto modernista em todos os campos, inclusive o biográfico.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O episódio anedótico, recurso essencial na história do gênero como porta de acesso à revelação biográfica, começa a valer por si mesmo, dadas as solicitações de um público cada vez mais treinado no entretenimento leve. A complexidade de toda vida, campo de exploração do biógrafo, tende a se conformar aos enredos pré-fabricados da psicologia popular.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caberá ao bom biógrafo aceitar o espírito da época em que está imerso, sem com isso comprometer a busca solitária da verdade que viu no outro -nessa busca interminável reside, talvez, o sentido último da biografia, como o da própria vida que se resume a ser vivida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-3656862036660328018?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/3656862036660328018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/genese-da-biografia-e-o-eu-fragmentado_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3656862036660328018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/3656862036660328018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/genese-da-biografia-e-o-eu-fragmentado_07.html' title='A gênese da biografia e o &quot;eu&quot; fragmentado na modernidade'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ixvZb3sOI0U/Trgo5xV4o0I/AAAAAAAAAug/GDdvGRKxudw/s72-c/m3010201101.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-52531755617083967</id><published>2011-11-04T14:02:00.001-03:00</published><updated>2011-11-04T14:03:19.609-03:00</updated><title type='text'>Campina Grande terá I Virada Cultural nesta sexta-feira (04)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xr-TU0rGegM/TrQYy20UxoI/AAAAAAAAAuY/EEyJm48e9_4/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" ida="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-xr-TU0rGegM/TrQYy20UxoI/AAAAAAAAAuY/EEyJm48e9_4/s400/untitled.bmp" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um acampamento de cangaceiros será instalado na Praça da Bandeira, no centro da cidade, ao cair da tarde desta sexta-feira (04). É assim que terá inicio a I Virada da Cultura de Campina Grande. O evento é uma homenagem da secretária de Cultura do Município, Eneida Agra Maracajá, ao Dia Mundial da Cultura, a ser comemorado no próximo sábado, 05 de novembro. Assim, uma grande maratona de apresentações culturais, envolvendo a classe artística campinense, terá início às 18h da sexta-feira, com “A Festa do Cangaço” - um espetáculo que tem direção do coreógrafo Mauro Araújo, sendo&amp;nbsp;composto por, aproximadamente, 115 cangaceiros. Haverá uma participação especial da atriz Fátima Ribeiro e do conjunto regional “Oxente Lampião”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Vozes de Campina levarão ao palco da Virada cantores da noite campinense. Nomes conhecidos do público campinense, como Pepisho Neto, Tony Drumond, Ana Célia, Tina Dias, Roberta Silvana e Sócrates Gonçalves, entre outros, levarão ao palco da Virada o melhor da musica popular brasileira, proporcionando momentos prazerosos de descontração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Festa do Cangaço mostrará ao público dois momentos importantes na vida dos cangaceiros: o religioso e o profano. No religioso,&amp;nbsp;o elenco se reúne numa procissão a Padre Cícero do Juazeiro e Virgulino Lampião é bento por uma benzedeira e reza a oração da Pedra Cristalina. No momento profano, será apresentado o Baile de Lampião, uma festa onde serão mostradas as raízes da dança nordestina. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Vozes de Campina levarão ao palco da Virada cantores da noite campinense. Nomes conhecidos do público da cidade, como Pepisho Neto, Tony Drumond, Ana Célia, Tina Dias, Roberta Silvana e Sócrates Gonçalves, entre outros, levarão ao palco da Virada o melhor da musica popular brasileira, proporcionando momentos prazerosos de descontração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A programação se estenderá noite adentro com mais musicalidade. Será a vez dos grupos musicais campinenses também mostrarem seus repertórios de muito pop, chorinho e muito samba. A noite será agitada com o som pesado do rock para os amantes do gênero, que poderão relembrar e curtir as melhores músicas com as bandas locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A despedida das apresentações culturais na Praça da Bandeira será a meia noite e a serenata da Virada seguirá para o teatro municipal Severino Cabral, onde será recebida pelo grupo de teatro Heureca com o espetáculo “Catirina a Mulé Pidideira e o Boi Bumbá”. A madrugada no palco do Severino Cabral será dedicada às artes cênicas. Atores e bailarinos intercalarão, aproximadamente, 15 espetáculos que vão desde o hip hop, balé contemporâneo, dança popular e ainda humor, drama e circo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A madrugada cênica se&amp;nbsp;encerrará com a&amp;nbsp;entrega de troféus em homenagem aos participantes da I Ciranda da Cultura nas artes cênicas e na música. A Ciranda da Cultura é um projeto que leva oficinas pedagógicas e mostras de música, teatro e dança a aos bairros, feiras, restaurantes populares e distritos de Campina Grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na manhã do sábado,&amp;nbsp; a Filarmônica Epitácio Pessoa levará, a partir das 6h, um grande cortejo cultural até a Casa Memorial Severino Cabral, onde a I Virada da Cultura será encerada com um recital de violino e piano com a direção da professora Zenilda Dantas. Será oferecido um café da manhã os artistas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-52531755617083967?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/52531755617083967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/campina-grande-tera-i-virada-cultural.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/52531755617083967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/52531755617083967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/campina-grande-tera-i-virada-cultural.html' title='Campina Grande terá I Virada Cultural nesta sexta-feira (04)'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xr-TU0rGegM/TrQYy20UxoI/AAAAAAAAAuY/EEyJm48e9_4/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-8918766404824952850</id><published>2011-11-03T15:21:00.000-03:00</published><updated>2011-11-03T15:21:30.412-03:00</updated><title type='text'>Peça Eduardo II tem temporada de apresentações em Campina Grande e traz atores de curso da UEPB</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aaR74y3fMkM/TrLbB_VZMRI/AAAAAAAAAuM/FOwXjRW9HZ4/s1600/Eduardo+II.Cartaz.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://3.bp.blogspot.com/-aaR74y3fMkM/TrLbB_VZMRI/AAAAAAAAAuM/FOwXjRW9HZ4/s400/Eduardo+II.Cartaz.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Por Juliana Rosas,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;da Ascom/UEPB&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em comemoração aos dez anos de sua fundação, a Cia Satyricon criou um Núcleo Dramático para encenar o Espetáculo “Eduardo II”, baseado nas obras de Christopher Marlowe, Derek Jarmam e Bertold Brecht, com temporada de estreia nos dias 04, 05 e 06 deste mês, às 20h, no Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande.&amp;nbsp;Parte do elenco da peça é iniciante em teatro, porém com larga experiência no audiovisual, oriunda do Curso de Formação de Atores para Vídeo da UEPB, ministrado pelo cineasta André da Costa Pinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história do rei fragilizado por um amor proibido, que escandaliza a corte e o clero e causa uma verdadeira guerra ao poder, é encenada com base no trabalho corporal desenvolvido pelo preparador de elenco Claudivam Barbosa. Durante um ano e meio, a Companhia trabalhou a proposta de desconstrução do gesto e suavização das máscaras teatrais, com vistas a criar, através dos estados emocionais, o ambiente propício ao jogo de interesses e ao romantismo selvagem que permeiam o texto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A época medieval, presente na obra, ganha contornos de atemporalidade com elementos de psicodelia, numa montagem que se propõe a envolver o espectador com elementos de realismo e naturalidade contrapostos ao fantástico e ao sobrenatural. As cenas de erotismo e violência fazem com que o espetáculo seja proibido para menores de 18 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Elenco e produção&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Eduardo II” tem direção de Flávio Guilherme e coreografias de Myrna Agra Maracajá. No elenco, os atores: Fabiano Raposo, Claudivam Barbosa, Beti Rodrigues, Ivson Rainero, Gedeão Ferreira, Anderson Marcos, Bruno Oliveira, Eliana Figueiredo, Aelson Felinto e Cássia Lobão. Iluminação de Napoleão Gutemberg, sonoplastia de Juliana Santos, figurinos de Jeferson Souza, maquiagem e efeitos especiais de Inêlda de Cristo, adereços e acessórios de Haroldo Vidal e Sérgio Nascimento, arte gráfica de Mayara Silveira, fotografias de Clóvis Aladim, contrarregragem de Johnata Medeiros, assessoria de Moema Vilar e produção executiva de Ivson Rainero e Flávio Guilherme.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Serviço&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Local: &lt;/i&gt;Teatro Municipal Severino Cabral, Centro, Campina Grande.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hora:&lt;/i&gt; 20h&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Dias:&lt;/i&gt; 04, 05 e 06 de novembro&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Entrada:&lt;/i&gt; R$ 20 e R$ 10 (estudante).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8266360915113204128-8918766404824952850?l=uepbonline.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://uepbonline.blogspot.com/feeds/8918766404824952850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/peca-eduardo-ii-tem-temporada-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8918766404824952850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8266360915113204128/posts/default/8918766404824952850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://uepbonline.blogspot.com/2011/11/peca-eduardo-ii-tem-temporada-de.html' title='Peça Eduardo II tem temporada de apresentações em Campina Grande e traz atores de curso da UEPB'/><author><name>Assessoria UEPB</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05597523319368325969</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aaR74y3fMkM/TrLbB_VZMRI/AAAAAAAAAuM/FOwXjRW9HZ4/s72-c/Eduardo+II.Cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8266360915113204128.post-4348580283297556554</id><published>2011-11-01T15:44:00.000-03:00</published><updated>2011-11-01T15:44:20.081-03:00</updated><title type='text'>Inédito: duas cartas e sete perguntas para Drummond</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SH4T-3Z0a3Y/TrA94TUjLTI/AAAAAAAAAuE/M1poydwD9GM/s1600/drummond.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-SH4T-3Z0a3Y/TrA94TUjLTI/AAAAAAAAAuE/M1poydwD9GM/s400/drummond.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Do Portal Vermelho, por&amp;nbsp;&amp;nbsp;Christiane Marcondes&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Minha relação com o tempo é a do comum das pessoas, nada simpática. Assisto à desmontagem do ser que ele construiu e que depois vai se divertindo em destruir, você acha isso engraçado?" Esta foi a resposta de Carlos Drummond de Andrade a uma pergunta que lhe fiz, por carta, sobre a idade e o tempo, em 1986. Na última segunda (31), ele completaria 109 anos, o que nos diria a respeito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando Carlos Drummond de Andrade morreu, em 17 de agosto de 1987, muitos amigos meus me trataram como viúva. A essa altura, eu e o Carlos – que é como a família dele, particularmente netos, o chamava – já tínhamos uma pequena história, nascida em novembro de 1985.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa data, escrevi uma carta para ele, solicitando uma entrevista. Demanda injustificada, assumo, considerando-se que eu nem estava trabalhando em algum veículo jornalístico e mal tinha começado a ser “foca” na vida. Fui inspirada pelo Halley!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1910, o cometa passou pela terra espalhando o medo infundado de que envenenaria a atmosfera, causando muitas mortes. Drummond tinha oito anos, acompanhou atentamente o episódio e, mais tarde, reproduziu-o em crônica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A crônica serviu de prefácio para um livro de 1986, que falava sobre a volta do Halley naquele ano. Eu revisei o livro e, conversando com o editor, descobri que o poeta era muito acessível, tinha enviado, por carta, uma autorização para a publicação do texto, sem mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A primeira carta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedi e peguei o endereço do Drummond, caneta, muitas folhas de papel e me sentei à mesa, planejando o que dizer para despertar o interesse do Carlos por mim. Depois de muitas páginas rasgadas e abandonadas, baixei a censura e contei como aprendera tanto sobre a vida com ele.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui flechada por Drummond definitivamente aos 11 anos, quando reli Quadrilha em plena fase de paixão desenfreada não correspondida. Ali me convenci de que, no amor, a gente raras vezes acerta de primeira. Assinei a longa carta e mandei para os correios, me esqueci.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando para casa, num fim de tarde, encontrei embaixo da porta um envelope manuscrito, no verso, numa etiqueta, as famosas iniciais CDA e o endereço da rua Conselheiro Lafayette. Abri e nem acreditei: “Sua carta é linda e uma carta assim é um retrato espiritual de quem a escreve”... Palavras dele, numa letra cuidadosa e familiar!!!&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Drummond me respondeu brevemente, com a sua assumida economia de palavras, dizendo-se disposto a atender-me na entrevista solicitada, mas que fosse à distância, porque dezembro era um mês “febril de chuva e calor, compras e vendas, barulho, etc.”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Propôs: "mande-me perguntas por escrito e eu, na calma do escritório à noite, responderei a tudo. Combinado?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O alívio por ter escrito a carta certa (tantas vezes rascunhada, rasgada e reiniciada), e obtido a melhor das respostas, me travou. Eu não conseguia responder.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A segunda carta&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levei mais de um mês para lhe enviar as perguntas solicitadas “por mim mesma”, sofri ainda mais para escrever do que na primeira vez, tanto que só consegui formular sete perguntas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas Carlos foi rápido no retorno, respondeu à minha atrasada carta com uma bronca discreta e uma reflexão:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“31 de janeiro de 1986&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cara Chris,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já nem esperava mais receber as suas perguntas e concluí que, se elas não vieram, era porque as respostas seriam dispensáveis. Afinal, toda resposta, diante do silêncio de Jesus perante Pilatos, não é mesmo insignificante?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Não, pensei, não há nada de insignificante nas respostas de um homem que colocou uma pedra no caminho convencional da escrita)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A carta continuava: “mas você acabou me formulando sete questões e aqui estou tentando respondê-las, com o pior serviço datilográfico do mundo, perdoe.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguiram-se as respostas, vou deixar de lado as questões e apenas apontar os temas que abordei, são eles:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;u&gt;Crônicas aposentadas&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1)&lt;/b&gt; Deixei de escrever crônicas porque já me aborrecia fazê-las, depois de anos de militança. Tudo cansa, inclusive e principalmente escrever. Não busquei novos caminhos: apenas o silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div s
